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Cocriação de valor: consumidores e empresa unidos para pensar o futuro da marca

Já pensou em convidar seus melhores consumidores para ajudar sua empresa a desenvolver ideias, transformando-os em agentes fundamentais no processo de criação? Muita gente já! Em um mercado cada vez mais competitivo, organizações do Brasil e do mundo encontraram na cocriação uma ferramenta preciosa para acelerar o passo em relação à concorrência. Conversamos com Luciana Hashiba, gerente de gestão e redes de inovação da Natura, que nos contou sobre a sua experiência com o Cocriando Natura e como o projeto tem ajudado a marca a aliar pioneirismo às necessidades dos seus consumidores.

Quando uma empresa decide cocriar significa que ela se dispõe a convidar o seu consumidor a mergulhar fundo no processo de criação, de forma altamente colaborativa. É isso mesmo: o consumidor passa a ter papel decisivo na hora de criar um produto novo ou mesmo de trazer ideias diferentes que ajudem a marca a melhorar seus processos. Muitas empresas no Brasil e no mundo já enxergaram neste modelo de inovação a grande oportunidade de gerar experiências únicas ao promover a interação entre cliente e empresa.

RPC - Cocriando Natura - Tempo de escutar
Manifesto Cocriando Natura: inovação deve ser feita pensando no cliente, não só no pioneirismo.

Há uma frase que circula no meio empreendedor que diz o seguinte: “sem inovação não há como sobreviver”. Muitas das empresas que decidiram optar pela cocriação pensam dessa forma. Se não inovarem de forma autêntica e com foco no consumidor, como progredir? E é aí que entra a cocriação. Afinal, inovação só tem importância no mercado se gerar valor para os clientes. Então, por que não convidá-los para inovar junto com a sua marca?

Cocriando Natura

 Há mais de dez anos a Natura investe em inovação. Só em 2014, foram mais de 180 milhões de reais para projetos da área. Todos os anos, a empresa desloca 3% da receita líquida anual ao setor. “Faz parte da Natura pensar inovando. Mas nosso olhar era muito forte de conexão com a acadêmia. Passamos a buscar algo novo, entendendo que há outro jeito de fazer interação com o consumidor além da pesquisa”, conta Luciana Hashiba, gerente de gestão e redes de inovação da Natura.

Em 2013, o projeto Cocriando Natura foi lançado e vem trazendo boas ideias à marca desde então. Funciona assim: a empresa abre o convite ao público por meio da sua plataforma online e participa quem tiver interesse e vontade de contribuir. São as chamadas Jornadas. A intenção é criar conceitos, ideias, pensar em novos produtos e serviços que a marca pode vir a oferecer, tudo de forma colaborativa entre a Natura e o público. “O consumidor participa se tem interesse. Criamos as jornadas, como chamamos, que partem de uma pergunta que queremos, em colaboração, encontrar uma resposta. E aí são várias as etapas, que podem ser virtuais ou mesmo presenciais”, explica Hashiba.

Neste momento, por exemplo, o projeto está com a Jornada “Viva sua beleza viva” no ar. Nela, os consumidores são chamados a responder perguntas como: o que é Beleza para você? Como você vive a sua beleza? “Por meio dessa inteligência de rede buscamos tentar entender melhor os anseios dos nossos consumidores mais engajados. Com isso, podemos criar conceitos que façam cada vez mais sentido a eles e aperfeiçoar a experiência de marca vivenciada por todos os nosso clientes”, avalia Luciana.

NATURA - 18/07/2011 - EXECUTIVOS. Luciana Hashiba – gerente de gestão de inovação e parcerias. Foto: Leonardo Rodrigues
Luciana Hashiba, gerente de gestão e redes de inovação da Natura. O mais importante na cocriação é a inclusão do consumidor – é ele quem pode oferecer caminhos relacionados às suas expectativas sobre a marca. Foto: Leonardo Rodrigues

De acordo com a gerente, as ideias que surgem nas jornadas de cocriação passam por uma análise e curadoria feita pela equipe de inovação e são direcionadas à área de desenvolvimento. “É desafiador porque qualquer um pode participar, inclusive concorrentes. Mas optamos pela cocriação, pela rede aberta, porque confiamos muito nos nossos processos”, afirma.

O principal, explica Luciana, é a chance de conseguir captar novos conteúdos direto do consumidor em um processo que invoca a criatividade e o envolvimento ativo dos clientes. “São poucas empresas que se propõe a trabalhar dessa forma hoje, mas há muitas formas de fazer. As novas tecnologias estão muito favoráveis a esse movimento”, acredita. O conselho oferecido pela gerente é que as marcas, antes de pensar em se envolver, tenham clareza e saibam porque pretendem criar uma rede de cocriação. “Não é preciso oferecer experiencias tão sofisticadas, mas é fundamental que as marcas entendam o que querem encontrar”.

 Cocriação é para abrir a cabeça do modelo de gestão

A decisão de quem se propõe a cocriar não acontece do dia para a noite. Há alguns desafios a serem superados muito mais na cultura e modelo de gestão da empresa do que na implementação do processo propriamente dito.

TABELA_COCRIACAO

Quando Luciana Hashiba comenta sobre a necessidade de as marcas entenderem porque desejam abrir espaço para a cocriação é esse ponto que chegamos: cocriação, quando verdadeiramente implementada, se torna parte da cultura da empresa. “Fomos aprender o que significava cocriar com quem entendia; conversamos, fomos atrás. Depois de entendermos a essência desenvolvemos um jeito muito nosso de fazer e tem dado certo”, explica.

Vamos juntos cocriar?

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