Menu Busca

Economia e Setores

Diretor da IPC fala sobre o potencial de consumo do Paraná

Entrevistamos Marcos Pazzini, diretor da IPC Marketing e Editora. Ele nos explica os resultados de uma pesquisa que aponta o cenário atual (e futuro) de consumo do Paraná. É tempo de avaliar prioridades e definir estratégias com base nas oportunidades do momento!

A IPC Marketing Editora – empresa especializada em pesquisas demográficas e de potencial de consumo no Brasil – realizou uma análise do mercado consumidor paranaense e sua evolução nos últimos cinco anos. Para entendermos melhor as informações coletadas e as conclusões divulgadas pelo estudo, conversamos com o diretor da IPC, Marcos Pazzini. Vamos conferir?

RPC Entrevista Marcos Pazzini

É preciso direcionar os esforços de vendas para os mercados do interior. Há uma mudança geográfica no potencial de consumo. Despesas com necessidades básicas estão menores e há espaço para ofertar produtos com algum diferencial.

 

RPC: Como está o potencial de consumo no Paraná em 2015?

Marcos Pazzini: A população paranaense registrou neste ano um potencial de consumo de aproximadamente R$ 240 milhões. De 2014 para cá o Paraná apresentou um crescimento significativo, acompanhando a tendência da região Sul. E essa participação de quase R$ 240 milhões representa 6,4% de tudo que vai ser consumido no Brasil em 2015.

RPC: Quais mercados paranaenses demonstraram maior desenvoltura este ano?

Marcos Pazzini: Nossa pesquisa analisa comparativamente o crescimento do potencial de consumo de Curitiba e região metropolitana com as cidades do interior do estado. Neste aspecto, as cidades do interior tiveram um crescimento bem representativo, ou seja, a nossa conclusão com essas análises é que o potencial de consumo está crescendo mais fortemente nas cidades interioranas do que na capital e seus arredores. Essa é uma situação que vem se apresentando há uns cinco anos.

RPC: Nesta análise foi possível notar alguns segmentos mais promissores para o consumo?

Marcos Pazzini: Como a participação de consumo está crescendo mais nas cidades do interior do que nas regiões metropolitanas, percebe-se um maior poder aquisitivo das populações do interior. Essa melhoria no poder aquisitivo faz com que as despesas que são “básicas” pesem menos no orçamento mensal. O resultado disto é que a população tem condições para comprar produtos em que o preço não é o aspecto mais relevante, ou sobre o qual se pondera mais. Assim, os consumidores estão se voltando a produtos com maior valor agregado e mudando o comportamento de decisão de compra. Os segmentos que ofertam estes produtos diferenciados estão crescendo e lucrando neste cenário.

Paranaense demonstra maior interesse em produtos com mais valor agregado
Paranaense demonstra maior interesse em produtos com mais valor agregado

RPC: Como está o comportamento de consumo do paranaense?

Marcos Pazzini: Assim como a média brasileira, o paranaense está segurando um pouco o consumo de bens duráveis, principalmente por conta da instabilidade econômica. Mas agora no final do ano, com o 13º, vai ser um período bom para as empresas alavancarem suas vendas, pois a população tende ao consumo, saindo da zona de retração em que se manteve ao longo do ano.

RPC: Como as empresas podem tirar proveito da atual postura de consumo da população paranaense?

Marcos Pazzini: Sabendo-se que as despesas com necessidades básicas estão menores, as empresas têm espaço para ofertar produtos que tenham um apelo diferenciado, pois a aceitação tende a ser maior. Outro aspecto é que, tendo em vista que mercados do interior estão com um poder de consumo maior, é preciso redirecionar todos os esforços da área comercial, de vendas e de marketing para atender a população desses mercados. É muito importante que as empresas tenham conhecimento dessa mudança geográfica do potencial de consumo para estabelecer suas metas e fazer um planejamento de marketing voltado a estes mercados, garantindo bons resultados.

RPC: Quais cidades estão com mercados mais aquecidos?

Marcos Pazzini: A cidade que mais cresceu em termos de potencial de consumo foi Maringá. A cidade teve uma participação de 0,33% no consumo brasileiro neste ano, que representa R$ 44 bilhões de reais no bolso da população de Maringá. Outro mercado que cresceu significativamente foi o de Londrina, em segundo lugar na nossa análise; seguido por cidades como Cascavel, Toledo e Ponta Grossa – essa é uma região bem relevante para o Paraná, muito industrializada e alavancada pelo agronegócio.

RPC: Quais são as tendências econômicas para os próximos anos?

Marcos Pazzini: Em termos geográficos as cidades do interior devem continuar aumentando sua participação, porque está acontecendo um movimento de migração de empresas dos grandes centros para cidades do interior em busca de menores custos, mão de obra mais barata e melhor qualidade de vida. Então, essa transferência de dinheiro dos centros metropolitanos para cidades interioranas vai se manter. O crescimento do potencial de consumo deve diminuir. O PIB tem crescido, alavancado pelo potencial de consumo das famílias e isso também vai se manter nos próximos anos.

RPC: Qual posição o Paraná ocupa no ranking dos estados que mais consomem no Brasil?

 Marcos Pazzini: O estado do Paraná é o quinto maior mercado brasileiro, atrás de São Paulo – que é o 1º – , Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

RPC: Como as empresas devem se comportar diante do cenário de consumo atual?

Marcos Pazzini: As empresas nacionais estão voltando o olhar para estes mercados em crescimento, como é o caso de Maringá. Então, o empresariado local deve buscar a expansão dos seus negócios e atender cada vez mais e melhor a demanda para não perder espaço e poder continuar competitivo no mercado. É uma ameaça e uma oportunidade ao mesmo tempo. Saber desta potencialidade e não atuar é perder espaço.

Artigos relacionados

0 respostas para “Diretor da IPC fala sobre o potencial de consumo do Paraná”

Deixe uma resposta