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Economia e Setores

Do que as mulheres gostam? Setor de moda íntima aposta em exclusividade

Segmento de lingerie aposta em novos modelos de negócio para conquistar consumidoras. O foco vai além de grandes produções para o varejo: marcas agora buscam inspiração, inovação e exclusividade para satisfazer os desejos de consumo de um público bem exigente.

Quando as mulheres precisam dar up na autoestima, um dos primeiros alvos é a gaveta de peças íntimas. De acordo com Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o consumo anual de lingeries pelas brasileiras é de 7,6 peças per capita. Só em 2014 o setor produziu cerca de 1,5 bilhão de peças no Brasil. Mas, para estas consumidoras, hoje não basta apenas funcionalidade: a seguir vamos ver como o setor tem investido em negócios diferenciados para agradar seu público.

O que as mulheres querem?

Originalidade, conforto, praticidade.  A preferência delas muda bastante, influenciada pela sazonalidade e a região em que vivem. Em Curitiba, por exemplo, as temperaturas mais frias predominam em grande parte do ano e a venda de roupas de banho é menor do que a média brasileira. Dá uma olhada no infográfico.

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Mas nem por isso o mercado é menos expressivo: soutiens também estão em alta. Inclusive o carro-chefe da paranaense Aimê Lingerie  são os modelos trabalhados com bijuterias e semi-joias na alça. O proprietário da marca, Vinicius Duque Peinado, acredita que as peças íntimas ocupam lugar de destaque no consumo feminino: “A minha consumidora sabe o que quer: ela é independente, ativa e decidida; tem entre 25 e 45 anos e entende a lingerie como um artigo de moda”, afirma.

Roupa íntima também é considerada item de moda para as mulheres
Roupa íntima também é considerada item de moda para as mulheres, fabricantes investem em exclusividade

modelo de negócio da marca gira em torno do conceito de exclusividade: ao invés de fazer coleções, que são vendidas em massa por determinado período no varejo e atacado, a Aimê trabalha com lançamentos. Todos os dias, 3 modelos novos de lingerie são criados em menor escala e vendidos enquanto houver estoque. “O giro é muito mais rápido porque a consumidora entende que o produto pode não estar disponível em outro momento. Se ela se apaixonou pela peça, ela compra”, explica o proprietário.

Este modelo tem funcionado bem. Até porque, como revela o estudo do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), realizado no final de 2013 em diversas capitais do país, embora a principal motivação de compra das entrevistadas seja “substituir uma peça antiga”, as razões relacionadas à emoção totalizam quase 70% dos casos de compra de lingeries.

Para as marcas, isso significa também um desafio, já que para conquistar a afetividade das consumidoras é preciso descobrir como se comunicar com elas, trazendo valores que não esbarrem em estereótipos ou arranhem sua autoestima. “O nosso público mais exigente, sem dúvida, é a mulher paranaense. Mas temos uma vantagem: como trabalhamos com revendedoras, cria-se uma relação de amizade entre a nossa representante e a cliente. E aí a nossa marca passa a ser entendida como uma amiga, uma confidente”, acredita Peinado.

E de onde vem a inspiração?

Para as consumidoras curitibanas, a maior fonte de inspiração é a telinha.  Segundo a pesquisa do Kantar Ibope Media – TGI  (Banco: BrY16w1+w2 (Ago14-Set15)V1.0 – Praça Curitiba),  dentre as pessoas que tratam de estar em dia com a moda e estilo, 97,6% assistiu TV nos últimos 30 dias. Ou seja: é por meio da televisão que elas descobrem novas tendências e se atualizam sobre o mundo da moda. Sabia? 

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Desde que a novela A Regra do Jogo começou, a personagem Atena, vivida pela atriz Giovanna Antonelli, tem causado furor no mercado de lingeries. Com estilo moderno, é bastante comum ver a atriz usando em seu figurino sutiãs à mostra cheios de personalidade. 

Como as tendências no mundo da moda mudam com frequência, explica Peinado, é importante que as marcas estejam sempre preparadas para inovar e absorver as novidades que passam a ditar a moda do momento. “Mais uma vez, nosso modelo de negócio sai ganhando porque produzimos três lançamentos por dia. Nossa estilista está sempre de olho no que aparece, seja na Europa ou seja por aqui”, finaliza.

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