Menu Busca

Economia e Setores

É logo ali, virando a esquina! Entenda a força do comércio de bairro

Padaria, quitanda, lojinha multicoisas: o comércio de bairro movimenta muito a economia no seu entorno! Hoje vamos falar sobre as oportunidades encontradas em negócios pequenos, planejados para atender as regiões onde estão localizados. Conversamos com Fernanda Almeida, gerente de marketing da Lojas Millenium, que nasceu e cresceu na região metropolitana da capital paranaense.

Na padaria da esquina, aquele cheiro de pão fresco; na lanchonete do seu Zé, o melhor sanduíche do bairro; no mercadinho a cinco quadras de distância, o vendedor que ajuda seus clientes – e amigos! – a levar as comprar até em casa. Tão acostumados com estes serviços à nossa disposição, muitas vezes não percebemos como as praças comerciais dos bairros são parte crucial na nossa economia.

No Brasil, o comércio local hoje é responsável por 52% dos empregos formais em todo o país e representa 95% de todas as empresas que temos por aqui. O impacto na economia é expressivo: cerca de 27% da riqueza nacional vem deste setor, segundo dados do SEBRAE. Mas o comércio de bairro não se garante só pelos números. Empresas que optam por se instalar em bairros com menor população têm como diferencial competitivo a comodidade, que está aliada a outro fator muito importante no processo de compra: a afetividade.

RPC Comercio de bairro movimenta economia
O comércio de bairro movimenta a economia no seu entorno. Mais do que praticidade, o relacionamento entre comerciantes e clientes é o ponto forte nos pequenos empreendimentos.

Em Curitiba, de acordo com pesquisa da Kantar Ibope, 39% da população da capital paranaense fez compras em minimercados, mercearias, feiras ou sacolões nos últimos 30 dias. Destes, 71% está sempre à procura de preços mais baixos quando vão fazer compras. Isso não significa que a qualidade não é importante. No entanto, há outros fatores que balizam a compra: a proximidade do comércio e as ofertas especiais são o que mantém este público cativo das marcas de bairro.

Infográfico_comercio_de_bairro

Lojas Millenium: de Colombo para o Paraná

Mas o comércio de bairro não se resume somente às microempresas. Na verdade, com a expansão das grandes cidades e o aumento populacional nas últimas décadas, diversas marcas têm encontrado uma oportunidade de crescimento longe dos grandes centros. A Lojas Millenium, fundada há 30 anos no município de Colombo, hoje tem 27 unidades espalhadas pela Região Metropolitana de Curitiba. E o plano é expandir ainda mais.

RPC Fernanda lojas millenium
O diferencial do comércio de bairro, além do preço, é a confiança que as marcas conseguem criar junto aos clientes. “A nossa consumidora quer alguém que explique a ela sobre moda, que dê atenção e carinho”.

Segundo Fernanda Almeida, gerente de marketing da rede, a marca tem planos de ir também para outras partes do Paraná nos próximos anos. “O varejo de vizinhança é uma grande oportunidade porque são regiões que naturalmente carecem de atenção das grandes marcas. Para um consumidor residente em Araucária comprar algo mais moderno, precisa se deslocar para o centro da capital. É um dificultador muito grande”, explica. Além disso, são consumidores que gostam de um atendimento mais afetuoso e íntimo. “No centro de Curitiba, é quase tudo autoatendimento. Nas nossas lojas, a vendedora é vizinha da cliente. Muda tudo: a relação de confiança é outra”.

Tão forte é o compromisso da marca com o varejo de vizinhança que, inclusive, na visão da empresa um dos objetivos é “ser a melhor loja do bairro”. Com foco em venda de roupas e calçados a preços acessíveis, a Lojas Millenium conduz toda a sua estratégia de comunicação focada em mídias de massa, panfletagem próximo às lojas e também carros de som. “Por dia, circulam em média 4 mil pessoas pelas nossas lojas. As que mais têm movimento estão localizadas em Colombo, campina Grande do Sul e Araucária”, conta Fernanda.

A gerente de marketing explica que o perfil dos clientes da rede são mulheres de 30 anos ou mais, que já conquistaram uma casa para construir família – alugada ou própria, normalmente têm filhos e que agora querem se dar ao luxo de cuidar de si mesmas. “Nós vendemos moda acessível. Há produtos de maior valor agregado, e por isso criamos o nosso cartão da rede. Aí, nossa cliente pode parcelar suas compras e continuar nos visitando”, conta.

Para abrir uma loja nova, Fernanda conta que há alguns critérios que a marca estabelece: é preciso que o bairro tenha no mínimo 10 mil habitantes e que já tenha uma praça comercial melhor desenvolvida, com bancos na região e comércio local, por exemplo. “Não é interessante abrirmos loja em bairros dormitórios porque não é lá que a pessoa cria vínculos com o bairro”, finaliza.

Artigos relacionados

1 respostas para “É logo ali, virando a esquina! Entenda a força do comércio de bairro”

Deixe uma resposta