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Jingle bells! Comércio já prepara estratégias para vendas de Natal

Natal "apesar da crise": vale um mimo, uma lembrancinha... só não dá pra ficar sem presentear! Confira as expectativas e estratégias do comércio para a data mais aguardada do ano.

É fato que os brasileiros estão freando os gastos, reduzindo o consumo de supérfluos e pesquisando muito na hora de ir às compras. Agora, a poucos meses do Natal, é hora de começar a planejar as compras – afinal, todo mundo adora ganhar e receber presentes! O 13º. salário é um grande aliado nesta época e planejar como e quando gastá-lo é o primeiro passo.

Segundo dados divulgados pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) registrou leve melhora no mês de setembro no Paraná. O que puxou o aumento, de acordo com Rodrigo Rosalem, diretor de planejamento e gestão da entidade, foi o otimismo das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos. “É o público que mais tem sofrido com a crise, mas que está otimista. Esses consumidores já enxergam o consumo no final de ano. O que eles estão avaliando, agora, é de quem vão comprar”, acredita Rosalem.

RPC Natal tera presentes popularesO período do Natal, explica Glauco Geara, vice-presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), é uma época em que, independentemente do momento econômico, boas vendas sempre acontecem. “O período será bom para os comerciantes. O faturamento será positivo, mas, claro, considerando a realidade econômica que estamos vivendo. Estaremos satisfeitos se o índice do ano passado se mantiver”, afirma Geara.

Em 2014, o valor médio gasto por presente, em Curitiba, foi R$ 95. Para Geara, o valor do ticket médio por presente é que vai diminuir neste ano, não as compras: “A tradição não se perde; o consumidor não deixa de presentear seus familiares, mas o presente será mais barato. O comerciante já está precavido. Está equilibrando seu estoque para não ter reserva”, pondera o vice-presidente.

“Só uma lembrancinha”: presentes devem ser mais baratos neste Natal

Ao que tudo indica, os paranaenses vão investir em presentes mais populares, que não pesam no orçamento. “Os setores de calçados e vestuário devem sentir uma melhora no faturamento. Os presentes neste ano serão produtos populares”, explica Rodrigo Rosalem, da Fecomércio-PR.

A tendência é que as promoções fiquem cada vez mais competitivas. Os comerciantes e lojistas do estado que tiverem margem para oferecer o melhor preço vão conseguir capturar o consumidor que está disposto a gastar. “O consumidor existe. A crise não elimina o consumo, só muda o comportamento. Os clientes estão postergando mais a decisão de compra para avaliar preços. O desafio que este consumidor enfrenta agora é: de quem vou comprar? O comerciante que responder mais rápido, leva”, avalia Rosalem.

Diante da crise, otimismo faz a diferença

A busca dos consumidores pelo melhor custo benefício é a chance dos varejistas mais populares conquistarem clientela. De acordo com Ivo Petris, diretor executivo do grupo Pollo Shop, o shopping está em uma categoria do varejo orientada pelo valor, em que são oferecidos produtos de qualidade, mas sem o alto custo das grandes grifes. “Entendemos este momento como a nossa hora de vender. Mesmo com a crise, esperamos manter o ritmo de vendas do ano passado. O que vai orientar a compra serão os preços e promoções mais acessíveis, que é o nosso forte”, explica Petris.

Ivo Petris
Ivo Petris, diretor executivo do Pollo Shop (Curitiba)

Para atrair os consumidores para dentro do shopping, o diretor executivo do Pollo Shop explica que a principal estratégia tem sido  integrar lojistas e engajá-los  em um espírito mais positivo. Mais do que oferecer bons preços, acredita Petri, é importante que os vendedores acreditem no potencial das marcas que representam e não se deixem contaminar pelo pessimismo econômico.

“Nenhum cliente gosta de pertencer a grupos negativos. A crise tem impactado o mercado, mas não dá pra se abater. Este é o momento de oferecer um atendimento diferenciado aos clientes. Neste final de mês, já começamos a trazer bazares com bons descontos e promoções”, afirma o diretor executivo.

O diretor do Fecomércio-PR, Rodrigo Rosalem, acredita que este é o melhor posicionamento a ser adotado pelos lojistas e comerciantes neste fim de ano. “Incentivar o consumo inteligente é a melhor tática. É muito importante combater o pessimismo. Apesar de todos os problemas que estamos vivendo, é fundamental que os comerciantes do estado mostrem ao consumidor que se pode gastar com consciência”, enfatiza.

Estratégias de venda para incentivar o consumo

Tradicionalmente, as grandes redes varejistas realizam sorteios de produtos com alto valor agregado entre dezembro e janeiro, como carros. Estratégia utilizada para incentivar o imaginário dos consumidores, oferecendo a oportunidade de realizar um “sonho de consumo”, mas que, muitas vezes, é inviável economicamente. E esta é uma das estratégias adotadas pela Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL).  Para dar ainda mais visibilidade ao sorteio dos automóveis, o diretor comercial da ACIL, Fernando de Moraes, explica que desta vez a entidade decidiu incluir todos os seus 2.900 associados na campanha “Londrinatal Encantado”.

Fernando de Moraes
Fernando de Moraes, diretor comercial da ACIL

“Oferecemos um kit aos associados. Nele, o lojista fica convidado a incluir seus clientes no sorteio de um vale compras e dois carros. Nos outros anos, o lojista tinha que pagar pelo kit, mas, em vista da crise, decidimos integrar a todos para instigar nossos consumidores a comprar”, afirma Moraes.

Estratégias para motivar os consumidores não faltam.  Talita Dallman,  gerente de marketing do Shopping São José, localizado em São José dos Pinhais, revela que os consumidores têm até evitado permanecer muito tempo dentro dos estabelecimentos, para evitar gastar mais do que podem. “E aí é que entra o nosso convite: promovemos workshops de maquiagem, de moda, entre outros eventos, para mostrar ao consumidor que o nosso ambiente não está só associado ao consumo, mas também ao lazer. Desenvolver ações para os clientes que não estejam focadas somente em vendas tem mostrado excelentes resultados”, explica Dallman.

Talita Dallman, do Shopping São José
Talita Dallman, do Shopping São José

Com apenas sete anos no mercado, o Shopping São José tem apresentado crescimento contínuo. A expectativa de faturamento para este final de ano é de 8% a mais comparado a 2014, de acordo com Dallman. “Como somos jovens, nossa taxa de crescimento é boa, mesmo com a crise. E também porque somos o maior shopping da região. Nosso público é da classe B e C, com idade entre 25 e 45 anos. Sabemos que quem nos visita são famílias e por isso é importante dar a eles mais do que consumo. Eles querem experiências e ofertamos isso”, acredita a gerente de marketing do Shopping São José.

Se a postura otimista é importante neste final de ano, estimular o consumo consciente é fundamental para garantir boas vendas. “Nossa meta, em Londrina, é manter o faturamento do ano passado. Temos desenvolvido várias ações, como o Black Friday fora do mundo virtual, em novembro, para unir o comércio e conseguir oferecer preços bons aos consumidores”, finaliza o diretor comercial da ACIL, Fernando de Moraes.

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