Menu Busca

Inovação

Novos unicórnios? Conheça 16 startups do Paraná para ficar de olho em 2021

Cris Alessi, do Programa Vale do Pinhão, e Robson Privado, COO do MadeiraMadeira, falam sobre cases de sucesso e dão dicas para startups emergentes  

 Os hábitos de consumo dos brasileiros sofreram algumas modificações em 2020. Com mais tempo em casa, as pessoas passaram a valorizar o lar e, consequentemente, adquirir mais produtos de decoração e mobília.

Não por acaso, a startup curitibana MadeiraMadeira, uma das mais populares quando o assunto é construção e móveis, decolou: no início de 2021, a marca superou valor de mercado de US$ 1 bilhão, após um aporte de US$ 190 milhões.

Na prática, isso significa muito para a história da empresa: ela passou a ser o 16º unicórnio brasileiro, alcunhada designada às startups avaliadas em mais de US$ 1 bilhão.

Para Cris Alessi, responsável pelos projetos de inovação da Prefeitura de Curitiba e do Programa Vale do Pinhão, esse movimento só reforça uma tendência consolidada: o Paraná tem um potencial imenso para novas ideias e empresas inovadoras.

 

 

Em entrevista exclusiva ao blog De Olho No Mercado, a presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação e, também, do Conselho Municipal de Inovação e do Fórum Nacional InovaCidades, traçou um panorama geral do setor: dos motivos que levaram o MadeiraMadeira a se tornar unicórnio às 16 startups paranaenses para ficar de olho em 2021.

Leia abaixo à entrevista:

De Olho No Mercado – A MadeiraMadeira se tornou unicórnio recentemente. A que você atribui o sucesso da marca?

Cris Alessi – Primeiro, é importante lembrar que a MadeiraMadeira tem 11 anos de história. A empresa começou quase nada digital em um segmento que a família dos seus fundadores, Marcelo e Daniel Scandian, já conhecia e trabalhava: o comércio de pisos de madeira laminados. Isso, inclusive, deu origem ao nome. Muito trabalho, anos e crises depois, o negócio foi ganhando o mundo digital com o marketplace e a entrada do Robson como co-founder. O entendimento que o mercado estava mudando e o comportamento do consumidor se transformando em digital foram fundamentais no desenho dos novos produtos da Madeira. Mas, também, o entendimento de quanto eles podiam ajudar empresas de um mercado tradicional nessa transformação.

Eles chegaram ao U$1 bilhão com a nova rodada de investimentos de US$ 190 milhões, mas também é legal ressaltar: a MadeiraMadeira foi a primeira startup de Curitiba a receber investimento estrangeiro, em 2012. Ressalto isso porque o sucesso vem com o tempo, continuidade, melhoria de um projeto relevante e muito trabalho. Eles crescem uma média de 85% ao ano há pelo menos cinco anos. Em 2020, cresceram mais de 100% e cada vez mais acompanham as mudanças do mercado, entendendo as necessidades do seu público consumidor.

Também têm apostado em tecnologia em todas as áreas, diversificando produtos, ampliando sua rede logística e de clientes. Com base em dados, apostaram na estratégia da marca própria com suas “guide shops”. A startup é uma das únicas empresas do Brasil a funcionar 100% no formato Drop Shipping (operação que comercializa produtos que estão no estoque do fornecedor, conectando com a indústria via tecnologia para a logística). A questão da tecnologia foi fundamental para a mudança e crescimento da MadeiraMadeira.

 

Para Cris Alessi, cultura organizacional e aposta em tecnologia são alguns dos segredos para o crescimento de startups como a MadeiraMadeira.

 

De Olho No Mercado – O que a MadeiraMadeira fez que pode servir como inspiração para os que sonham em virar unicórnio?

Cris Alessi – Lembro quando o Robson Privado, COO da MadeiraMadeira, falou sobre o case deles no Paiol Digital, em 2019. Uma das primeiras coisas que ele contou foi sobre a possibilidade e a felicidade de construir um negócio de alto impacto e de escala global morando em Curitiba e permanecendo aqui. Eles aproveitaram a estrutura da cidade para formar seu time e deram visibilidade pra cidade, abrindo caminho pra muitos que virão. Outro ponto importante é que eles apostam na formação e retenção de pessoas em seu time e são super atuantes no ecossistema de inovação e startups de Curitiba.

Tudo isso faz com que eles cresçam mantendo a cultura organizacional com a capacidade de ter, nos últimos dois anos, dobrado o time de 600 para 1300 funcionários e a expectativa nesta nova rodada de chegar a 2600 até o final de 2021. Muitos empreendedores nos procuram na Agência Curitiba com uma ideia. Eu gosto de lembrar que o primeiro que deve apostar na sua ideia é você mesmo.

O MadeiraMadeira é prova disso: a família foi a primeira investidora, vendendo um apartamento da irmão para ampliar o negócio para o marketplace. A startup começou com zero de tecnologia na sua operação, mas eles sabiam a dor que precisavam resolver e foram aprendendo ao longo do caminho.

 

De Olho No Mercado – A compra do BCredi pela Creditas, somado ao MadeiraMadeira, simboliza um momento único para startups paranaenses? 

Cris Alessi – Temos conseguido figurar em rankings importantes ao redor do mundo que consolidam esta afirmação. Curitiba apareceu por duas vezes em 2020 no ranking Startup Genome, justamente na categoria de cidade promissora. O primeiro, em junho, entre os 100 ecossistemas de startups mais promissores do mundo. Em dezembro, como a 4ª cidade mais promissora para fintechs no mundo.

Figuramos entre as cidades mais inteligentes do país ano após ano no ranking Urban System. O Vale do Pinhão foi vencedor na categoria “Construindo uma economia urbana vibrante”, no canadense Wellbeing Cities Award 2020. Estamos entre as 21 comunidades mais inteligentes do mundo de acordo com o ranking Intelligent Community Forum (ICF). Em 2020, a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) elencou Curitiba como a cidade com a maior produtividade e eficiência do setor de tecnologia de 2020.

Esses rankings e premiações validam o sucesso do Vale do Pinhão em fomentar o ecossistema de inovação da cidade, mas também coroam o crescimento das startups em construir negócios relevantes, escaláveis e dinâmicos. Puxados pelo nosso primeiro unicórnio, o Ebanx (2019), a BCredi e a MadeiraMadeira simbolizam o potencial das pessoas e das empresas que fazem parte desse ecossistema. A BCredi também é um exemplo da importância de ter pessoas com mindset inovador em negócios convencionais.

A CEO da BCredi, Tete Fornea – que se tornou vice-presidente da Creditas, após a fusão – criou a empresa como uma spin-off  do banco paranaense Barigui e abriu um novo mercado enorme e emergente. Agora, com a Creditas irão crescer ainda mais. A aproximação de empresas da economia convencional com as da nova economia tem se mostrado eficiente para os dois “mundos”. Exatamente a força desse ecossistema nos coloca em posição de protagonismo no país. Universidades e instituições de ensino estão cada vez mais atentas à inovação e à importância de apoiar esse mercado.

Hubs de inovação, mesmo com um ano turbulento com a pandemia, se instalam na cidade – locais importantes na formação e crescimento das startups. O poder público apoiando com incentivos fiscais – como o Tecnoparque, políticas públicas de incentivo à inovação, como o Fundo Municipal de Inovação Vale do Pinhão, e até espaços físicos para startups como o caso dos Worktibas. Não posso deixar de falar que temos no prefeito de Curitiba, Rafael Greca, um entusiasta da inovação, que nos estimula e nos cobra a inovação constante.  A Integração entre poderes – municipal, estadual e federal – está na pauta de inovação. E há uma conexão forte entre os fundadores que defendem e trabalham para o crescimento coletivo das empresas e da cidade.

Também é importante ressaltar a aproximação cada vez maior dos investidores no nosso ecossistema. Em 2020, somente nos eventos do Vale do Pinhão tivemos a presença dos maiores fundos de investimento do Brasil como Curitiba Angels, Honey Island Capital, Caravela Capital e Anjos do Brasil, entre outros. Todos interessados nas startups do Paraná.

 

Avaliada em mais de US$ 1 bilhão em janeiro de 2021, MadeiraMadeira é o 16º unicórnio brasileiro.

 

De Olho No Mercado – Que importância atribui a ações como o Vale do Pinhão no estímulo ao surgimento de startups em Curitiba? 

Cris Alessi – Para que as startups (e empresas de tecnologia em geral) possam crescer, os investidores são fundamentais. Desde os anjos até os fundos de investimentos séries A, B, C … a MadeiraMadeira, por exemplo, fez série E.

Eles precisam acreditar nas empresas, nos empreendedores e no mercado que irão investir. Posicionar Curitiba como uma cidade inteligente, rentável, aberta aos negócios e com um ecossistema pungente e potente valida os negócios para os empreendedores e o mercado para investimentos.

As ações do Vale do Pinhão apresentadas pela Prefeitura, em 2017, e consolidadas por todo o ecossistema são fundamentais para a competitividade da cidade, para a segurança jurídica das empresas e para a disseminação da cultura de inovação para toda cidade e todos os setores. Recentemente, criamos junto com o ecossistema o Comitê de Governança do setor, mais uma prova de maturidade e união. Com tudo isso aumentamos a densidade dessas empresas e potencializamos os resultados.

Como é uma ação coordenada, com planejamento e baseada na colaboração e articulação de atores, é possível replicá-la para outras cidades. Claro que respeitando as particularidades de cada ecossistema. Pela Agência Curitiba temos esse projeto, de ampliar o Vale do Pinhão para toda Região Metropolitana e também para outras cidades.

 

De Olho No Mercado – Curitiba pode ser a principal cidade referência em startups do Brasil, em alguns anos?

Cris Alessi – Com absoluta certeza. Claro, porém, que São Paulo tem uma densidade e tamanho que não serão batidos. Fazer com que os negócios sejam cada vez melhores e maiores, mas manter a qualidade de vida das pessoas que trabalham nessas empresas é fundamental. Qualidade na mobilidade, na sustentabilidade, nos espaços urbanos e nas relações com o ecossistema.

Hoje, já podemos falar que com 2 ou 3 contatos, qualquer ator do ecossistema consegue se conectar com empresas, universidades, hubs de inovação e o setor público na cidade. Isso faz toda diferença para o ecossistema de inovação e o sucesso do ambiente.

Outro ponto fundamental: estamos trabalhando na mudança de mindset de todos os setores. Inclusive dos segmentos que não são de tecnologia.

Olhar o novo mercado e a nova economia com atenção, entender as oportunidades que surgem a partir deles e como o mundo está se transformando é importante para todos.

Um desafio enorme é a de gerar talentos para esse mercado. Estamos trabalhando forte para aumentar a quantidade de novos profissionais para o mercado de tecnologia, mas é um esforço coletivo de todo ecossistema. Fazer com que os jovens enxerguem esse mercado também.

“No final das contas, é sempre sobre pessoas. Dedique atenção especial para buscar e motivar seus sócios e parceiros de negócio, seu time e seus clientes. Eles são seu maior ativo e o ajudarão a alcançar o sucesso se comungarem do seu propósito”. – Cris Alessi, responsável pelos projetos de inovação da Prefeitura de Curitiba e do Vale do Pinhão

De Olho No Mercado – Que conselho daria às startups que estão surgindo, em 2021?

Cris Alessi – Cada história de startup de sucesso é forjada a muito trabalho, aprendizado, mudanças de percursos e fracassos. O que nos ensinam: dá pra fazer. E quando conquistam um sucesso partem para o próximo. Esteja sempre em movimento. Esteja aberto a aprendizados e disponível para colaboração. Recebo muitas vezes empreendedores que passaram muitos meses e as vezes anos trabalhando em suas ideias e quando vão ao mercado não sabem por onde começar a viabilizá-las.

Não se apaixone pela sua ideia mas pelo benefício que ela traz para as pessoas. Neste caso, estar em contato com o mercado e com o ecossistema o fará alcançar mais rápido os resultados. Tenha visão de longo prazo. O comportamento do consumidor muda a uma velocidade incrível. A transformação digital é uma realidade, depois de 2020, para quase 100% dos negócios. Sua solução precisa prever cenários futuros, ações muito específicas para um momento podem ser rapidamente descartadas na próxima mudança de cenário.

No final das contas, é sempre sobre pessoas. Dedique atenção especial para buscar e motivar seus sócios e parceiros de negócio, seu time e seus clientes. Eles são seu maior ativo e o ajudarão a alcançar o sucesso se comungarem do seu propósito.

 

As 16 startups paranaenses para ficar de olho em 2021

 

O blog De Olho No Mercado pediu à Cris Alessi que citasse algumas das principais startups paranaenses no momento. Todas em alta em seu segmento de atuação, essas empresas podem ter em 2021 um ano definidor de seus potenciais. Veja abaixo 16 startups do Paraná para ficar de olho:

  1. Olist A startup Olist foi criada em 2015 e é apontada pelo mercado como o próximo unicórnio curitibano. A empresa, que faz parte do Tecnoparque, oferece serviços de e-commerce para colocar pequenos vendedores em grandes vitrines on-line, como Mercado Livre, Americanas.com, Submarino. Só em 2020, a Olist recebeu um investimento de R$ 190 milhões pelo grupo japonês SoftBank (o mesmo que investiu na MadeiraMadeira).

    “Estamos muito empolgados com o momento atual do Olist e com o potencial de crescimento para 2021. Temos uma grande responsabilidade de continuar ajudando milhares de micro, pequeno e médio lojistas, importadores, distribuidores e fabricantes a se digitalizarem neste ano. Em 2021, esperamos mais do que dobrar de tamanho e  continuar evoluindo nosso ecossistema de produtos com Olist Shops (e-commerce), Olist Store (conexão com marketplaces) e Olist Pax (logística) como principais pilares deste crescimento. – Tiago Dalvi, CEO e fundador da Olist.

     

  2. Pipefy oferece soluções de gestão para cerca de oito mil pequenas e grandes empresas, em mais de 140 países. A startup curitibana recebeu, este ano, cerca de R$ 53 milhões, em uma nova rodada de investimentos.
  3. Contabilizei Criada em 2013, a Contabilizei oferece serviços de contabilidade on-line. A missão da fintech curitibana é de descomplicar a contabilidade para pequenas e médias empresas no país. A startup, que começou com três pessoas, hoje tem conta com 400 colaboradores e mais de 20 mil clientes no Brasil.

    “Aqui na Contabilizei, temos muito orgulho da trajetória que estamos construindo ao longo destes oito anos. Hoje, somos 500 colaboradores que cuidam de mais de 20 mil empresas que estão em todo o Brasil. Desde o início, estivemos focados em trazer mais praticidade e agilidade para os nossos clientes, desburocratizando os processos contábeis com um custo adequado e possível para que o empreendedor foque exclusivamente no seu próprio negócio. Estarmos entre as principais startups do Paraná é, com certeza, o resultado de muito esforço em nos mantermos sempre com o mesmo propósito, mas angariando nesse processo muita tecnologia, processos seguros e a expertise de nossos profissionais. Em 2020, crescemos e contratamos mesmo em meio à pandemia e não é por menos que esperamos um 2021 de ainda mais desenvolvimento ao lado dos nossos parceiros, trazendo ainda mais benefícios para os clientes, expandindo negócios e mostrando porque o Paraná, especificamente Curitiba, é um grande pólo de inovação”. – Vitor Torres – CEO e fundador da Contabilizei.

  4. Polen empresa curitibana  oferece uma plataforma on-line que permite a uma pessoa fazer uma doação, no momento da compra no site de um dos e-commerces “polinizadores” parceiros,  a cerca de 300 instituições beneficentes cadastradas.
  5. Laura A curitibana Laura, fundada em 2014, criou um pioneiro software que alerta sobre o risco de infecções generalizadas (sepse) em pacientes internados em hospitais. Em 2020, a Laura fez uma parceria com a Prefeitura de Curitiba que permitiu ao município usar a tecnologia da healthtech na triagem de pacientes com suspeita de covid-19 em Curitiba.
  6. Hi Lab – Criada em 2017 e também integrante do Tecnoparque, a Hi Lab criou um revolucionário teste feito por um laboratório portátil conectado à internet: o Hilab, o menor laboratório do mundo. A tecnologia usa a inteligência artificial para realizar exames, como HIV, dengue, zika e hepatite, a partir de qualquer local. Em 2020, a Hi lançou um teste rápido para o novo coronavírus (covid-19).
  7. GoEpik plataforma de realidade aumentada e virtual da indústria 4.0 para resolver problemas de manutenção de máquinas no chão de fábrica, um dos fatores que prejudicam a produtividade das indústrias.
  8. Loox Studios a startup utiliza tecnologias interativas e imersivas, com foco em realidade virtual, realidade aumenta e realidade mista, para oferecer aplicativos e filmes para clientes como Renault, 3M e Rede Globo.
  9. Eruga a empresa leva a realidade aumentada para o meio educacional, por meio de conteúdo interativo e gamificação. Por meio de um smartphone, tablet ou smart glass (óculos inteligente), o aluno vê em três dimensões o conteúdo do livro didádico.
  10. Beetools startup de educação, com foco no ensino de inglês, que utiliza tecnologias de inteligência artificial, gamificação e realidade virtual integradas para acelerar a aprendizagem em até 4x com aulas individuais para cada aluno que podem ser feitas à distância de uma forma divertida e eficiente.
  11. Vidya Technology é uma empresa especializada em corrosão, oferecendo diagnóstico, prevenção, controle e monitoramento, sempre com foco na integridade de equipamentos e outros ativos da indústria.
  12. Ubivis a startup curitibana criou uma solução que coleta os dados de operação das máquinas e verifica pontos em que o equipamento precisa ser melhorado. Deve lançar, este ano, um robô que envia os comandos de ajustes direto para a máquina, substituindo a necessidade de um operador.
  13. aftersale – empresa que oferece um pacote completo de soluções para demandas pós-venda aos e-commerces, envolvendo troca, retenção e rastreio, revolucionando a experiência de compra e fidelização de clientes. Com mais de 300 lojas em seu portfólio de clientes, como Nike, Reserva e Decathlon, foi adquirida pelo T.Group, grupo que conta com empresas como Clearsale, Lomadee, Neotrust, entre outras.
  14. 33 Robotics startup criou um robô autônomo para o transporte de cargas de até 100 kg em locais fechados. O equipamento já está sendo testado no Hospital Pequeno Príncipe, fazendo a entrega dos medicamentos do almoxarifado à central de leitos.
  15. FullDNA Campeã da primeira edição do Pitch Live, a startup curitibana FullDNA desenvolve teste para identificar a vulnerabilidade de pessoas a doenças através da análise genética. Acelerada pelo Sistema Fiep, a startup desenvolveu um método capaz de identificar o índice de suscetibilidade genética de cada pessoa para cerca de 1.500 doenças.
  16. Favo Vencedora da segunda edição do Pitch Live, a curitibana Favo criou hortas para pequenos espaços com autosistema de irrigação controlado pelo smartphone do dono. A startup é focada no desenvolvimento de produtos e serviços inteligentes para a prática da Agricultura Urbana doméstica em pequena escala. Já vende seus produtos em todo o Brasil.

 

“Nosso modelo de negócio foi o grande diferencial”, avalia COO da MadeiraMadeira

 

O De Olho No Mercado também procurou a MadeiraMadeira para conversar um pouco sobre esse grande momento da marca, conselhos e o cenário atual no Paraná. Leia a entrevista com Robson Privado, COO da startup:

 

De Olho No Mercado – Qual foi a sensação de ter atingido o status de unicórnio, após um ano atípico como 2020? Qual foi o grande diferencial da MadeiraMadeira para isso?

Robson Privado – Para nós foi incrível, com certeza um importante marco na nossa história! Fruto de muito trabalho de todo o time da Madeira não apenas do ano passado mas da nossa trajetória nesses últimos 11 anos! O diferencial, além do nosso time, foi o nosso modelo de negócio, de plataforma que se mostrou muito flexível e conseguiu se adaptar muito rápido durante as mudanças de comportamento do consumidor em 2020 e devido a isso, ganhamos muito marketshare ano passado!

 

De Olho No Mercado – Como avalia, atualmente, o cenário para as startups que surgem no Paraná? Se tornou um celeiro de boas ideias?

Robson Privado – Com certeza, o cenário não poderia ser melhor. Só aqui temos dois unicórnios e muitas outras startups de renome e com muitos projetos inovadores e disruptivos. O ambiente de startups de Curitiba tem se mostrado muito robusto, temos Olist, Pipefy e Contabilizei que são grandes empresas, também. Acredito que o Paraná é um ótimo cenário para as novas startups crescerem principalmente pelo capital humano, há muitos talentos para execução dentro deste ecossistema!

 

De Olho No Mercado – Que conselho daria às startups e empreendedores que têm uma boa ideia e sonham, quem sabe, um dia também buscar o status de unicórnio?

Robson Privado – Primeiro: não desistam do sonho e saibam que ele vem com muito trabalho, dedicação e perseverança. Além disso, acompanhem muito o mercado local (Brasil) e o mercado de fora e fiquem de olho nas tendências. Não fique estagnado com as ideias, mas procure evoluir o seu produto ou serviço ao longo do tempo sempre muito atento à necessidade do cliente.

 

“Não desistam do sonho e saibam que ele vem com muito trabalho, dedicação e perseverança. Além disso, acompanhem muito o mercado local (Brasil) e o mercado de fora e fiquem de olho nas tendências. Não fique estagnado com as ideias, mas procure evoluir o seu produto ou serviço ao longo do tempo sempre muito atento à necessidade do cliente”. – Robson Privado, COO da MadeiraMadeira

 

E por último, o mais importante: Se cercar de pessoas boas. As pessoas que a gente escolhe para o nosso time fazem total diferença. Procurar bons sócios, parceiros. Ter um bom time de líderes, uma cultura que faça sentido e além disso ter bons advisors, conselheiros que ajudem nas estratégias e também ao acesso ao capital podem ser decisivos para o sucesso de uma startup.

 

 

Quer receber nossa NEWSLETTER SEMANAL?
Inscreva-se https://comunicacao.negociosrpc.com.br/deolhonews

 

Leia mais:

Biopark estimula crescimento da Região Oeste do Paraná

Artigos relacionados

0 respostas para “Novos unicórnios? Conheça 16 startups do Paraná para ficar de olho em 2021”

Deixe uma resposta