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Economia e Setores

Tecnologia na agricultura paranaense: precisão, economia e produtividade

A cada dia, o uso da tecnologia está mais acessível e garante melhores resultados aos agricultores do Paraná

Dia 28 de julho celebra-se o Dia do Agricultor, uma das profissões mais nobres, antigas e fundamentais para a economia paranaense. Ainda que sua essência se mantenha a mesma ao longo dos anos, uma coisa certamente a impactou: a criação e o avanço de novas tecnologias.

O uso da tecnologia no campo não é novidade. Mas há pouco tempo, cerca de 5 anos, o que enxergamos é uma tendência que privilegia todo o setor. Estão disponíveis tecnologias cada vez mais diversificadas, eficientes e acessíveis. É o que comenta o  engenheiro agrônomo Fernando Melatti, coordenador de marketing da Belagrícola, empresa cuja missão é justamente criar soluções de base tecnológica para a agricultura.

 

“Hoje, você tem muito mais disponibilidade e acesso aos produtos. Um exemplo é a imagem de satélite. Antes, era muito oneroso, difícil e a qualidade não era tão boa. Hoje, é algo muito simples a que o produtor tem acesso. A tecnologia está cada vez mais próxima do agricultor.”

 

 

 

Impacto visível

As tecnologias voltadas para o campo têm um mesmo objetivo: potencializar e maximizar a produtividade. O exemplo mais claro é a agricultura de precisão. O termo refere-se a um sistema de gerenciamento agrícola que se baseia na coleta e análise de dados para que o agricultor possa tomar as melhores decisões, otimizando os insumos.

Um exemplo é a aplicação de fertilizantes. Usando a tecnologia da agricultura de precisão, é possível identificar quando, onde e quanto de fertilizante deve ser aplicado. A assertividade na tomada de decisão gera economia. “Isso auxilia muito no resultado que o produtor passa a ter. Porque saber realmente o que é preciso fazer, e fazê-lo de acordo com o que é realmente necessário, é onde está o sucesso dentro da atividade”, aponta Wellington Furlaneti, gerente técnico da Integrada Cooperativa Agroindustrial.

A Integrada é um exemplo de cooperativa que tem investido cada vez mais em tecnologia. E tem colhido bons resultados. De acordo com Furlaneti, a questão da tecnologia, que outrora fora vista com receio pelos cooperados, hoje está entre as prioridades.

 

“A gente via que, no passado, alguns produtores ainda tinham receio em investir em novas tecnologias. Hoje, ele entende que se ele tiver um app que facilite a tomada de decisão, vai ter impacto positivo. Isso está sendo visto com uma ótica de maior grau de importância” aponta Furlaneti. “O grande apelo é o resultado que a tecnologia entrega. Para ser uma inovação, ela tem que ter uma entrega de resultado, de performance de rentabilidade”. 

 

Além das máquinas

Mas o uso da tecnologia no campo vai além das máquinas e aplicativos usados diretamente pelo agricultor. “Na verdade, falamos de um modelo mais amplo de tecnologia. É você usar todas as técnicas e manejos, desde ferramentas até conhecimentos, para ter melhor rentabilidade e ganho do produtor”, explica Fernando Melatti, da Belagrícola. “Ela está intrínseca desde antes da instalação da lavoura até a colheita”, finaliza.

A visão mais ampla em relação à tecnologia é necessária para compreender toda a inovação que há por trás de uma simples semente, por exemplo. O tratamento de sementes é um dos serviços realizados tanto pela Belagrícola, quanto pela Agrocete. Esta, atua na área de adjuvantes, fertilizantes especiais e inoculantes desde 1980.

 

“Nós conseguimos atuar no metabolismo da planta maximizando o metabolismo vegetal, reduzindo os efeitos de estresse ambientais e, assim, manter o ambiente favorável para que a planta expresse todo o potencial produtivo que está dentro da genética dela”, explica o Doutor em Produção Vegetal e Coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento na Agrocete, Vinícius Ávila.

 

 

 

Seja na mão do produtor, por meio dos aplicativos, ou em uma fase mais embrionária da produção, como a fisiologia das sementes, o objetivo é o mesmo. Aumentar a produtividade e o retorno financeiro, mas sem deixar de pensar na questão ambiental. É o que aponta Ávila:

“Hoje, todo o nosso desenvolvimento é baseado em retorno sobre o investimento e no impacto sobre o meio-ambiente. Então, se a tecnologia não tiver retorno financeiro ou tiver impacto negativo sobre o meio-ambiente, nós descartamos aquela solução e partimos para uma alternativa.”

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