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Indústria de bebidas do Paraná tem histórias e tradições centenárias que se adaptaram à modernidade

Ouro Fino e Donau Bier compartilham trajetórias ligadas diretamente às cidades em que se encontram, se tornando referências no Paraná em bebidas como água e cerveja

A indústria de bebidas do Paraná é uma das mais tradicionais do estado. Para se ter ideia, há histórias centenárias, como a da Ouro Fino, que acumula mais de 120 anos envasando uma das águas minerais mais conhecidas da Região Sul.

Marcelo Marques, CEO da empresa, conta que a empresa passou a outro patamar em 1938, quando a família Mocellin assumiu a Ouro Fino. Enquanto Seu Augusto trabalhava na fábrica, Dona Dedé, sua esposa, ficou responsável por toda a estância, localizada em Campo Largo. Cada pedacinho ali foi idealizado por ela.

Dona Dedé, Augusto Mocellin e seus filhos Carlos e Luiz Renato, foram responsáveis pelos primeiros processos de modernização da captação da água e por fazer com que a Ouro Fino fosse conhecida como uma das principais empresas paranaenses já na década de 40.

Consagrada como uma das maiores companhias de água mineral natural, a pureza e a qualidade são as características mais marcantes da Ouro Fino. Todo o seu processo é protegido de qualquer tipo de poluição e o ciclo da água é totalmente isento de contaminações. Estas características são garantidas por mais de 6 milhões de m² de preservação ambiental, considerado um verdadeiro cinturão verde no sul do Brasil.

 

Pandemia fez marca focar em novos hábitos de consumo

 

Durante a pandemia da Covid-19, os hábitos de consumo foram alterados. Isso impactou, aponta Marques, em uma maior valorização da água de qualidade em diferentes tipos de embalagem, como as de 20L para consumo no lar ou nas suas empresas. As embalagens menores também tiveram uma alta em sua popularidade, para consumo mais prático.

 

“2021 está sendo um ano muito desafiador e posso afirmar que superamos e atingimos os objetivos e metas desafiadores que assumimos para este período. Já 2022 vai ser um ano muito importante para a Ouro Fino: será marcado por investimentos no nosso parque industrial e, principalmente, no nosso capital humano”.

 

 

Com os investimentos, chegam também novos produtos e inovações. Uma das grandes novidades da Ouro Fino é o lançamento da edição limitada do energético Insano Frutas Tropicais, que chegou em Curitiba e Região Metropolitana no fim do ano.

 

Donau Bier é patrimônio da Colônia Entre Rios desde 2004

 

A cerveja, tradicionalmente, reflete os costumes e hábitos boêmios de um determinado povo. Por isso, existem inúmeras variações da bebidas e milhões de rótulos mundo afora. A cerveja artesanal, espécie de suprassumo do gênero, se popularizou nacionalmente de vez no século XXI. Em 2004, o Paraná ganhou uma cervejaria com a cara do estado para chamar de sua: a Donau Bier, no coração da Colônia Entre Rios, distrito de Guarapuava.

“Na época o meu pai trabalhava com agricultura e eu e minha esposa éramos professores. Meu pai vendeu sua área rural e, a partir disso, tivemos a ideia de criar uma cervejaria”, relembra Harry Reinerth, proprietário da cervejaria. “Como não conhecíamos ainda tão a fundo, começamos a estudar e nos aprofundar, já que na época não tinha muita escola que pudesse informar a área cervejeira do Brasil”.

Biólogo e pós-graduado na área, Reinerth acelerou o seu aprendizado graças ao conhecimento da profissão. Com a esposa, Márcia Reinerth, formada em administração, ambos puderam ser autossuficientes no período de profissionalização da Donau Bier, com uma parceria que se completava. Assim, ambos foram gradualmente abandonando as aulas e se dedicando em tempo integral à cervejaria.

 

Restaurante típico alemão agregou valor à microcervejaria

 

Distrito de Guarapuava formado por cinco colônias eslavo-germânicas, Entre Rios fez com que a Donau Bier se tornasse uma atração imperdível no local, quando a microcervejaria também se tornou um restaurante típico alemão, que funciona há cerca de 15 anos.

A cerveja da Donau Bier é puro malte, com a fabricação composta apenas por água, malte, lúpulo e leveduras. A bebida não é filtrada e nem pasteurizada, por isso é o chope “mais natural possível”, conta Reinerth.

 

“As cervejas mais vendidas no Brasil são as cervejas mais leves, no estilo que é a nossa. Mas também temos estilos de cervejas escuras, como uma German Pilsen que é uma  cerveja um pouquinho mais germânica e lupulada. Também procuramos fazer essas cervejas para harmonizar com nossos pratos”.

 

 

Estagnação do mercado com pandemia levou à reformulação de processos

 

Com a paralisação do turismo e do atendimento presencial, aDonau Bier teve uma estagnação comercial profunda, que levou a um período de incertezas e desafios para a marca. A partir de 2020, houve uma queda de 80% no faturamento, relembra Reinerth.

“A partir de julho, com o avanço da vacinação, o cenário começou a mudar. Ainda não estamos com o mesmo ritmo de antes, mas já é um sinal de avanço bem interessante no mercado. Se conseguirmos controlar a situação pandêmica em 2022, temos um otimismo muito grande e a perspectiva, inclusive, de lançar novos produtos”, afirma o proprietário.

 

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