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Comportamento

Alimentação saudável é a receita contra obesidade infantil

3/6 é dia contra a obesidade infantil! Quer dicas saudáveis na sua campanha?

A obesidade infantil é um problema de saúde global. No Brasil, isso não é diferente. Segundo dados do Ministério da Saúde de 2019 cerca de 12,9% das crianças brasileiras (5 a 9 anos) são obesas.  Em Curitiba, o número de casas com crianças que estão acima do peso ou obesas aumentou em cerca de 10% nos últimos cinco anos, de acordo com dados da pesquisa Kantar Ibope Media.

Curitiba: 25% das casas têm crianças ( 0-19 anos) acima do peso ou obesas.

Embora a doença possa ter causas genéticas, hábitos alimentares e sedentarismo também estão associados ao problema. Em geral, a rotina alimentar e a falta de atividades físicas são hábitos passados de pais para filhos. De acordo com a pesquisa da Kantar Ibope Media, 39% dos pais declararam que devido à vida pessoal agitada não se cuidam como deveriam. E mais: apenas 25% dos pais consideram as calorias dos alimentos que comem e sempre verificam o conteúdo nutricional dos alimentos. 

A boa notícia é que a consciência sobre a importância de manter hábitos mais saudáveis já na infância é cada vez maior. “Vivemos em uma época que é preciso desacelerar e observar como nossas crianças comem e se divertem. Se elas abrem mais embalagens do que comem frutas e vegetais e se divertem sentadas frente às telas, há algo muito errado aí”, observa a nutricionista infantil Paola Preusse, que compartilha dicas de alimentação infantil no Maternidade Colorida.

Paola com seus filhos: incentivo à proximidade com os alimentos. Foto: Divulgação

Segundo a especialista, o exemplo precisa vir de casa. “Quando a criança está em um ambiente onde a alimentação é baseada em ultraprocessados, junk food ou é exposta antes da hora a certos alimentos, a probabilidade dela se tornar obesa é maior.” Por isso, ela reforça o papel da família em evitar o consumo de ultraprocessados, de não usar a comida como barganha e de sempre incentivar a prática de atividade física.

Introdução alimentar

É na fase da introdução alimentar (a partir dos seis meses) que os hábitos alimentares começam a ser formados, assim como as preferências por determinados alimentos e a recusa por outros. O conselho da nutricionista é que os pais possibilitem que o bebê tenha contato com o maior número de alimentos in natura possível.

“É neste período que o bebê cria a memória alimentar, por isso a importância de variar ao máximo a alimentação e oferecer tudo que encontra na feira. Sabe aquele ‘verdinho’ que você adulto rejeita ou não tem hábito de comer? Ofereça para o seu bebê. Amplie a variedade do cardápio!”, aconselha Paola.

Também é preciso que a família aceite a autonomia deles perante os alimentos e que respeite a saciedade da criança. “Os pais não devem ficar ansiosos querendo que os filhos ‘raspem o prato’, mas sim ficarem felizes de ver que ele sorri ao se alimentar. Isso indica que estão no caminho certo”, diz.

Ana Paula Amaro criou a Damamy Alimentação Infantil quando seu filho começou a introdução alimentar. Como não achou alimentos prontos de qualidade para oferecer ao filho, decidiu ela mesmo preparar as refeições. Vendo que muitas famílias tinham a mesma dificuldade,  logo transformou a ideia em um negócio. “Fiz muita pesquisa, conversei com muitas pessoas, testei de tudo, procurei os ingredientes de melhor qualidade, dei preferência aos orgânicos e deixei de fora o açúcar e o sal em excesso.”

Ana Paula transformou a experiência de preparar refeições saudáveis para o filho em negócio para ajudar outras famílias.  Foto: Divulgação

Ela, que há cinco anos fornece alimentação infantil para mães e escolas, conta que a dica que sempre passa é a de que as família precisam ensinar as crianças a saborear, experimentar desde cedo o que é realmente saudável . “Essa boa relação com os alimentos vai acompanhá-los para sempre.”

Que tal dar 5 dicas para uma alimentação saudável na sua campanha?

  1. Prefira sempre alimentos in naturae evite os ultraprocessados;
  2.  Respeite as preferências e a saciedade de bebês e crianças;
  3. Não enalteça os doces nem os ofereça como recompensa;
  4. Não passe seus preconceitos por determinado alimento para as crianças, permita que elas descubram suas preferências alimentares;
  5. Seja exemplo e faça as refeições juntos com as crianças. Não adianta falar que ela não pode tomar refrigerante e ter na mesa  ou na geladeira.

Leia mais:

no G1: Como manter uma alimentação saudável na infância

na Gazeta do Povo: 10 dicas para as crianças comerem melhor

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