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Comportamento

Arquitetura: novas possibilidades para o mercado

Valorização profissional e maior acesso aos serviços fazem o mercado de arquitetura, urbanismo e interiores crescer. Conversamos com Leonardo Sturion, da Rua 043, de Londrina.

Conhecer e admirar o nome Oscar Niemeyer não é exclusividade de quem trabalha no mercado de arquitetura e urbanismo. Além de realizar a proeza de viver 104 anos, o arquiteto brasileiro é um dos mais importantes nomes da arquitetura moderna. São mais de 600 obras espalhadas pelo mundo. No Paraná, dá nome ao museu que projetou – e que é considerado, hoje, o maior museu de arte da América Latina. São cerca de 35 mil metros quadrados de área construída e mais de 17 mil metros quadrados de área para exposições. O famoso Olho é um dos maiores cartões postais da capital do Estado. O carioca é responsável também por diversos dos icônicos pontos turísticos de Brasília, como a Catedral de Brasília, o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, o Palácio da Alvorada e o Supremo Tribunal Federal.

Com uma história como esta, nada mais justo que a data de nascimento de Niemeyer seja o Dia Nacional do Arquiteto e Urbanista. Criada em 2010, a data reforça a importância da profissão para a sociedade e ainda é uma homenagem a um dos nomes mais inspiradores da história do nosso país.

Visão do mercado

Crescimento. Esta é a palavra que resume o comportamento do mercado de arquitetura e urbanismo no país. De acordo com dados compilados e divulgados pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), a realização de serviços no setor cresceu 5% no primeiro semestre de 2018 em comparação ao mesmo período do ano anterior. Se considerado apenas o mercado de reformas, o número vai para 15%. 2017 já havia registrado um crescimento mais tímido, de 2,5%. Para os próximos períodos, a visão é positiva.

Valorização e informação

“Nosso trabalho é a grande vitrine”, conta Leonardo Sturion, arquiteto da Rua 043, de Londrina. Foto: Bruno Ferraro

Mesmo na época do colégio, Leonardo Sturion já sabia que seu futuro profissional seria na arquitetura. Desde a faculdade, passou por diversos cargos em diferentes setores, até montar seu próprio escritório, o Rua 043 Arquitetura, em Londrina, onde trabalha com projetos comerciais e residenciais.

Para o profissional, uma boa divulgação do trabalho é essencial, mas muitos dos negócios fechados são provenientes de indicações. “O nosso trabalho é a grande vitrine. Para empresas de serviço, por exemplo, como clínicas médicas, um profissional vai indicando para o outro. O trabalho de networking é mais que fundamental”, explica. No escritório, os projetos favoritos da equipe são os comerciais, que permitem um trabalho mais completo e com mais liberdade. “É possível explorar o projeto melhor. Com informações da marca e do público-alvo, por exemplo, podemos criar um conceito legal, dispor os elementos de forma a impulsionar as vendas, analisar o psicológico dos compradores”, afirma.

Leonardo mostra uma visão positiva sobre a profissão. A valorização do trabalho do arquiteto para o público é um ponto visível. “Acredito que desde a época em que estava na faculdade até agora, a contratação de um arquiteto popularizou bastante. Hoje, foi desmistificada a visão de que só pessoas muito ricas podem ter uma casa projetada por um profissional. O arquiteto é contratado, basicamente, para resolver um problema, seja ele espacial ou estético. Isso já está mais claro para as pessoas, é natural para elas entender a importância da otimização dos espaços, do conforto ambiental e acústico, por exemplo”, afirma.

Seja inquieto

Entre as características que Leonardo considera fundamentais para um bom profissional de arquitetura está a inquietação. “Questionar, querer saber, conhecer, correr atrás. Este é o principal”, comenta. A necessidade existe exatamente pelas características da profissão. Cada projeto demanda um estudo novo, uma compreensão de necessidades dentro de realidades econômicas, espaciais e estéticas.

Para o profissional, a capacidade de gestão também é fundamental. Com um mercado cada vez mais concorrido, ser criativo, dominar ferramentas e ser capaz de entender as necessidades do cliente são características básicas. “Gerir pessoas, administrar a expectativa do cliente, organizar tempo para pesquisar e se atualizar, realizar o trabalho com qualidade, planejar, ser presente. Ter gestão de qualidade sobre todos estes pontos é o grande diferencial”, explica.

E o futuro?

Entre as tendências que hoje se mostram tímidas e  devem ganhar força nos próximos anos, Leonardo aponta o minimalismo. Seja por questões ambientais, econômicas ou mesmo de espaço físico disponível, um consumo consciente e mais regrado deve fazer cada vez mais parte das solicitações de quem procura um arquiteto. “A busca é por um ambiente mais funcional. O seu sofá, por exemplo, tem que ser tanto agradável para receber visitas quanto confortável para assistir televisão. Móveis e espaços precisam ser cada vez mais flexíveis e resolver todas as necessidades que fazem parte da rotina”, completa.

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