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Comportamento

Mais maduras e seguras: a maternidade após os 40 cria novos perfis de mulheres

Mais tempo para planejar a gravidez e se preparar para todas as mudanças que a maternidade traz. A um mês do Dia das Mães, contamos histórias de mulheres que tiveram filhos perto dos 40 anos. Em comum, todos os desafios, dúvidas e sonhos que envolvem a criação de novos cidadãos. Além, é claro, de uma dose extra de maturidade e tranquilidade. Vamos juntos nos inspirar?

Estamos a um mês do Dia das Mães. Se para os filhos a tarefa é encontrar um presente que simbolize o amor, para as marcas o desafio é entender o contexto atual das mães brasileiras. São mulheres que planejam mais a gravidez e muitas vezes optam por ter filhos mais tarde.

Em 2017, a empresa de pesquisa Mind Miners conversou com 1.000 mulheres das cinco regiões do Brasil. O objetivo era traçar o perfil das mães do presente e do futuro. O estudo mostrou que 74% das entrevistadas que já são mães têm entre 31 e 60 anos, sendo que 43% delas têm mais de 41. A gravidez do primeiro filho foi planejada por 47% das mães, que reforçaram principalmente os cuidados médicos.

A maioria das mães não abandonou a carreira, já que 63% trabalha atualmente. Porém, a proximidade com o filho e a vivência da gestação também são importantes e 45% delas afirmou não estar ou que não estava trabalhando durante a gravidez, segundo a pesquisa. Nesse sentido, fazer um bom pé de meia foi parte importante do planejamento para 30% delas.

Quando o assunto é sentimento, as mães e mulheres grávidas de diversas classes sociais associam os mesmos sentimentos com esse momento da vida: felicidade, coragem e sensibilidade. Para comemorar essa data tão especial e cercada de sentimentos bons, vamos juntos conhecer a história de algumas mães paranaenses?

Planejamento familiar e tarefas compartilhadas

Thelma Elita Colanzi Lopes, professora da Universidade Estadual de Maringá de 41 anos, é mãe de Ariel de 2 anos e meio. Para ela, planejar a maternidade mais tarde foi a decisão certa.“Fiquei mais tranquila e pude me preparar com grupos de apoio e doulas que dão cursos de gestação e apoio às grávidas. Eles me ajudaram muito, principalmente durante a amamentação”, conta.

O marido de Thelma, o ortodentista Leonardo Rodrigo Lopes, se reveza nas tarefas ao longo da semana. Assim, Thelma pode se dedicar aos cuidados com a aparência e momentos individuais de relaxamento. Para 78% das mulheres entrevistadas pela MindMiners, é importante o casal dividir as tarefas relacionadas aos cuidados com o bebê e criação dos filhos.

“Eu tenho mais paciência na hora de preparar a comida e me alimentar junto com o bebê. Meu marido tem mais facilidade para fazê-lo pegar no sono. Assim dividimos o que cada um pode fazer e os passeios fazemos sempre juntos”, explica Thelma. Ela afirma que ainda não consegue incluir tantos momentos pessoais na rotina, mas a maternidade a ensinou a priorizar a família e ser mais paciente.

Maturidade e experiência para ter mais dedicação

Marita Vargas Ilário, de 46 anos, já viveu a experiência da maternidade em três fases diferentes da vida. A coordenadora pedagógica teve o primeiro filho, Guilherme, aos 24 anos, a filha do meio, Mariana, aos 27 e o mais novo, Francisco, de 5 anos, aos 41. Ela conta que todos foram planejados, mas apenas no terceiro teve a decisão de deixar de trabalhar para ficar mais tempo com ele em casa.

Para ela, ser mãe depois dos 40 foi uma experiência bastante diferente das outras. “Fiquei muito mais calma durante a gestação, pois a maturidade te traz mais segurança em relação à vida e ao que você tem para oferecer para uma criança. Quanto mais experiente, mais aberta e disponível para a maternidade você está, isso é importante”, aponta.

Ela conta que quando foi mãe aos 24 se cobrava muito para ser mãe, profissional e mulher ao mesmo tempo. “A maternagem é o momento de se dedicar e estar ligada com seu íntimo e com o bebê. Ter o apoio de familiares, doulas e outras mães é essencial para dar tempo ao tempo”, conta. Ela afirma que depois que o filho cresce, naturalmente a mãe vai resgatando sua individualidade e voltando à rotina sem tanta ansiedade.

Mais tranquilidade e segurança para criar um filho

Maribel Fank, publicitária de 46 anos, foi mãe da Sophia aos 40 e também faz parte do grupo que se planejou bem para a gravidez. “Mantive uma alimentação saudável e atividades físicas regulares para que toda a gestação fosse tranquila. Também juntei algumas economias e fiquei um ano e meio sem trabalhar, dedicada à minha filha”, conta. Após esse período, Bel voltou ao mercado, priorizando trabalhos de meio período e com mais flexibilidade.

Mesmo com todo o planejamento e calma para criar a Sophia, Bel conta que ainda não encontrou tempo suficiente na agenda para dedicar a si mesma. “Nós mulheres temos mania de abraçar o mundo e não delegamos. Tenho que me policiar para fazer menos isso. Gostaria de ter mais tempo para ir ao salão ou à academia, por exemplo. Mesmo assim, estou planejando fazer uma nova faculdade em breve”.

A relação com a filha de 6 anos é de sinceridade e parceria. “Não posso criar minha filha como na minha época. Ela tem acesso a tablet, celular e baixa jogos desde cedo. Mas também tem o momento dos livros, da brincadeira e do silêncio. Além disso, aproveitamos nosso tempo em família para viver novas experiências e viajar. Ela inclusive já recebe mesada e começa a aprender o que é poupar”, finaliza Bel.

Vamos juntos homenagear as mamães dos Paraná? #DeOlhoNoMercadoRPC

 

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