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Comportamento

Vontade de docinho? Confeitarias se adaptam às novas necessidades dos consumidores

Não é modismo: o número de pessoas com intolerância a glúten ou lactose tem aumentado nos últimos anos. E faz crescer o número de estabelecimentos que oferecem opções para intolerantes, veganos e exploradores de novos sabores. Afinal, o que todo mundo mais quer é ter saúde! Vamos juntos conhecer algumas histórias de empresários que adaptaram as delícias da confeitaria para as exigências atuais?

A alimentação é um assunto que não sai de pauta. Em partes, porque a preocupação com uma alimentação mais saudável tem aumentado ano após ano. Segundo a empresa de estudos Nielsen, 66% dos brasileiros estão dispostos a pagar mais por produtos que não contenham ingredientes considerados “vilões da alimentação”.

A pesquisa “O que há em nossa comida e mente”, feita pela Nielsen em 2016, apontou que 30% dos entrevistados  convivem com algum alérgico ou intolerante a glúten ou lactose. Outra novidade nas mesas dos brasileiros foi apontada por uma das últimas pesquisas nacionais do Ibope. 14% dos brasileiros com mais de 16 anos, o que corresponde a 30 milhões de pessoas, responderam que estão adotando dietas vegetarianas.

Nesse cenário, os comércios de alimentos precisam se adaptar. Seja para atender ao público que busca uma alimentação mais natural e nutritiva, ou para oferecer opções gostosas para os portadores de doença celíaca ou alergia à proteína do leite. Em Curitiba, algumas cafeterias e docerias têm investido nesse público e estão ganhando cada vez mais espaço. Vamos juntos conhecer algumas iniciativas?

Comidinhas veganas, sustentáveis e atraentes

Isis Freitag iniciou os experimentos na cozinha quando se tornou vegana. Isso foi há 16 anos. Ela fazia salgados para festas em casa mesmo, quando a tendência ainda provocava desconfianças. “Muita gente não imaginava que havia esse grande  potencial de clientes. Hoje já temos mais informações sobre os alimentos, o que tem feito a demanda crescer demais nos últimos anos”, conta. O que começou na cozinha de casa logo se tornou um ótimo negócio.

Para inaugurar a Confeitaria Doces & Cores, em agosto de 2017, foram mais de três anos de pesquisa de mercado e planejamento. “Toda a cozinha e todos os equipamentos são novos para não haver nenhum tipo de contaminação com glúten.  Foi uma grande preocupação minha, atender essa restrição. Temos muito cuidado com todos os nossos fornecedores, nossos produtos e também com o meio de transporte das nossas entregas e a destinação do nosso lixo”, explica Isis.

Todos os produtos da confeitaria são veganos, sem glúten e sem lactose. São coxinhas, croquetes, tortas, empadas e bolos que usam substitutos como a farinha de arroz, a farinha de grão de bico e muitos legumes. “Ainda há um certo preconceito sobre esse tipo de alimento, mas nós investimos muito na aparência dos produtos e fazemos questão de explicar como são feitos. Assim as pessoas entendem, apreciam e divulgam”, comemora.

Restrições estimulam produtos e cardápio variados

Para Flávia Retamal, o negócio também começou com uma necessidade individual. Ela descobriu há oito anos uma sensibilidade ao glúten e passou a investir em receitas que não levassem a farinha branca. “Sempre planejei um lugar sem glúten e sem lactose, pois mesmo quem não tem uma restrição severa se preocupa com uma dieta mais equilibrada.  Que tem restrição ou quer emagrecer não precisa deixar de comer coisas gostosas”, afirma.

O Lola Li Café e Doceria é um espaço que atua em duas frentes. A primeira é a inclusão alimentar para pessoas com restrição; a segunda é a sustentabilidade e a variedade oferecidas por cardápios sazonais. “Em junho vamos dar uma renovada no cardápio, pois as pessoas enjoam de encontrar sempre os mesmos produtos na loja. Quem tem restrição sobre glúten e lactose também precisa de variedade. Vamos usar produtos como pinhão e mexerica, típicos do inverno”, explica.

Além dos doces e salgados que utilizam substitutos da farinha branca, o local serve cafés e outras bebidas com leites vegetais. “O leite zero lactose do mercado não atende os intolerantes. Então utilizamos leite de coco, de amêndoas e castanhas. Nem todos os produtos são veganos, usamos ovos em algumas receitas, mas buscamos reduzir o teor de açúcar refinado, também com a preocupação de ser mais saudável”, finaliza.

Vamos juntos investir em comidas deliciosas para todos? #DeOlhoNoMercadoRPC

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