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Preparado para vender online? Confira por onde começar um e-commerce!

O isolamento social causado pela crise diante do coronavírus exige dos comerciantes uma nova postura: a presença digital. E por onde começar? O De Olho no Mercado conversou com especialistas

A crise em torno do coronavírus exige das empresas uma nova postura.  Mas para quem ainda não está presente digitalmente, por onde começar? O que é preciso para vender online? Ter seu próprio e-commerce?

É o que explica o coordenador de crescimento e inovação da Associação Comercial do Paraná (ACP), Everton de Faria. Segundo ele, “a presença digital antes desta crise era um quê a mais para um negócio. No entanto, atualmente, ela tornou-se essencial”, explicou.

Everton de Faria é coordenador de crescimento e inovação da Associação Comercial do Paraná (ACP). O órgão cirou uma cartilha com um checklist para vendas online. Foto: divulgação.

A opinião é endossada pelo presidente da Associação Empresarial de Francisco Beltrão (ACEFB), Tárcísio Bonetti. “As empresas estão se reiventando e precisam diversificar seus canais. É o momento de criatividade e inovação”, destacou Bonetti.

Tárcísio Bonetti é presidente da Associação Empresarial de Francisco Beltrão (ACEFB). Foto: divulgação.

Qual o primeiro passo?

A primeira ação, segundo Faria, é entender a necessidade do cliente – que neste momento, é de isolamento e segurança. Fator esse que, de acordo com  o profissional, vai ditar o comportamento de compra também dos próximos meses: “É cômodo receber as compras em casa, hábito que vai prevalecer pós-isolamento”, disse.

Depois, é identificar quais as ferramentas que estão à disposição do negócio. “Vender online não é só ter uma loja virtual, como um e-commerce. Outras formais mais simples podem ser adotadas de imediato, como vender pelas redes sociais – pelo Instagram, pelo WhatsApp – e adotar o delivery [entrega na porta do cliente] para as entregas”, detalhou.

E o delivery tem sido a aposta do empresário Pedro Carlos Dakkache, sócio proprietário da Kiberama.

“Com nosso negócio fechado, intensificamos ainda mais a comunicação para o delivery, que é onde estamos faturando. O sistema já estava implementado, mas não era o foco principal. Agora, está ganhando cada vez mais força”, esclarece Dakkache. A Kiberama existe há 55 anos em Londrina.

Pedro Carlos Dakkache é sócio proprietário da Kiberama, empresa de Londrina. Foto: divulgação.

Sua loja online é sua vitrine

Vender além das redes sociais também é uma opção. “A crise do coronavírus apressou uma tendência que já estava caminhando em direção as pequenas empresas, que é a da loja online. E essa loja precisa ser encarada como um novo negócio”, destacou Faria. “Essa experiência pode trazer um bom giro de estoque, de mercadorias que, com as lojas físicas fechadas, estão paradas”, relatou.

Como chamar a atenção?

Lojas online precisam ser interessantes para despertar a atenção dos consumidores. Pensando nisso, o profissional da ACP listou alguns pontos essenciais para quem quer apostar no e-commerce

Loja virtual

Um exemplo de loja virtual é a Deju, primeira padaria online do Brasil. Por meio do site ou do aplicativo é possível comprar desde o pãozinho a frios e outros itens de casa.

Pelo aplicativo da Deju é possível pedir desde do paozinho até itens de higiene. Foto: divulgação.

“Na últimas semanas tivemos um aumento das entregas de 300%. Em média, estão sendo feitas mais de 600 entregas por dia”, contou o gestor de marketing da empresa, Alisson Rafael Camilo Silva. A Deju atende Maringá e região.

Produto da Deju. Foto: divulgação.

Marketplace

Outra dica do profissional da ACP, Everton de Faria, é procurar um marketplace, que é uma plataforma online de vendas que atua  como um shopping center virtual, com várias lojas em uma.

“O marketplace dá mais visibilidade para os produtos, facilitando o trabalho virtual. Mais ainda para empresas que não têm loja online e que ainda não depositaram um esforço de comunicação e divulgação nesta rede. O marketplace pode contribuir para que a oferta do produto chegue mais rápido ao consumidor”, disse Faria.

Ele citou algumas plataformas de marketplace como o Mercado Livre, a Americanas e a Netshoes.

“Os marketplaces já oferecem serviços integrados de estoque, logística e apresentação de produtos, o que facilita muito a vida de quem está começando”, esclarece o coordenador de inovação da ACP.

Nesse canal de vendas, diferentes modelos comerciais podem ser trabalhados: pagamento por cliente ou por anúncio, comissão sobre vendas e mensalidade.

Quer intensificar as suas estratégias de venda online? Conte com a gente!

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