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Economia e Setores

Conheça a força da economia dos municípios lindeiros do Paraná

Potências e atrativos do conjunto de 15 cidades passam pelo agronegócio, turismo rural, comércio e serviços

No Oste do Paraná, os municípios lindeiros cultivam curiosidades e dinâmicas próprias. Parte da arrecadação deles vem dos royalties definidos pelo Tratado de Itaipu, mas suas potencialidades vão muito além. A força para o trabalho, a riqueza da natureza e o conhecimento aplicado sobre seu manuseio fazem dessas cidades impulsionadoras do desenvolvimento regional. Para se ter uma ideia, Medianeira, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia, Missal, Santa Helena, Serranópolis do Iguaçu e Matelândia, juntas, têm potencial de consumo de 4,1 bilhões de reais por ano, segundo o IPC Maps 2019. Somente em Medianeira, esse potencial chega a 1,3 bilhão.

 

O agronegócio e a sua importância para a economia dos municípios lindeiros e de todo o Paraná

Mudanças e desenvolvimento

Em um momento de profundas mudanças e reajustes da economia em todo o mundo, os municípios lindeiros afirmam seu protagonismo com as cooperativas agroindustriais e ações que buscam desenvolver e qualificar o comércio local e o turismo rural. O segundo, assim como toda a atividade do setor turístico no mundo, está sofrendo o impacto da pandemia. As apostas para o futuro, no entanto, são promissoras, pois existe a corrente que acredita que, assim que possível, as pessoas tendem a fazer mais viagens nacionais ou mesmo regionais.

Como explica Marcia Hanzen, gestora de projetos do Grupo MP – Marketing e Propaganda, que atende empresas e também órgãos públicos da região, trata-se de uma realidade diferente da maior parte do país. Isso também quando se fala das consequências da pandemia do novo coronavírus, principalmente por ter o agronegócio como principal atividade.

Potências locais

A região tem um mercado fornecedor de alimentos muito forte. Também mão de obra qualificada, diversas instituições de ensino com cursos que focam na economia e potencialidades locais — da produção aos aspectos comerciais — e qualidade de vida. É lá que estão duas grandes cooperativas do setor de alimentos, a Frimesa e a LAR, a indústria de alimentos Ninfa, a empresa FRIELLA e a CGS Móveis.

Marcia Hanzen_gestora de projetos do Grupo MP

“Vejo que a região pode se beneficiar muito. Recomendo focar ainda mais no desenvolvimento do turismo rural. As pessoas não devem querer fazer viagens com tantos deslocamentos como antes. Por isso, é muito importante se preparar e buscar mais”. Marcia Hanzen, gestora de projetos do Grupo MP

 

 

 

Assim como aconteceu em outros lugares, os prestadores de serviços e produtos da região precisaram se reinventar. É observada uma mudança de mentalidade contínua. O foco no online, por exemplo, que poderia levar anos para acontecer, precisou ser acelerado para inícios dentro de dias ou semanas.

“Antes, pouco se falava no e-commerce. Agora, estão se habituando e o que era uma alternativa pela situação tende a evoluir e continuar”, reforça Márcia. A profissional explica que os próprios fornecedores de serviços voltados ao digital também tiveram que se fortalecer. Foi necessário trabalhar de maneira ainda mais ágil e simplificada, “para resolver”.

Outro exemplo de melhoria gerada pela situação são os protocolos de higiene. Com o impacto, as regras e cuidados serão ainda mais reforçados e a disseminação desse conhecimento também colaborou com a qualificação dos comércios e serviços locais. “Nesse processo, vimos inciativas interessantes e com muita velocidade, como ações dos bancos, o apoio da RPC, com o site BemAqui”, destacou.

Desenvolvimento no comércio e serviços

Empresas que já vinham investindo em estrutura e tecnologia, e contam com bons fornecedores, sentiram menos o impacto. É o que aponta Rita Schierholt, presidente da Associação Empresarial de Medianeira (Acime). Ela explica quais medidas foram tomadas para equilibrar o comércio local.

Deolhonomercado_RPC_lindeirosFOZ_rita“Desde o início, a Associação procurou entender o que estava acontecendo com cada empresa e quais as suas necessidades e possibilidades. Entramos em contato com as entidades que nos representam para discutir as ações. Com o Sebrae, realizamos treinamentos online durante o período de fechamento para buscar conhecimento”. Rita Schierholt, presidente da Associação Empresarial de Medianeira (Acime)

 

 

O apoio e atualização são constantes. Assim é possível agir imediatamente respeitando as particularidades e impactos de cada negócio. Sobre isso, inclusive, mais uma vez a cidade mostra que tem seu movimento próprio.

O impacto no comércio local

Como explica a presidente da Acime, alguns setores foram uma surpresa positiva para o momento. Um exemplo veio de joalherias e relojoalheria e de lojas de produtos infantis. Sobre o segundo setor, o resultado pode também ser reflexo da necessidade de distrair crianças em casa. A região se destaque na área, pois o município lindeiro de Terra Roxa é considerado a “capital nacional da ‘moda bebê’” e concentra 40 fábricas de confecção infantil.

Mesmo em um mês cuja abertura do comércio foi metade do normal, houve empresas dessas áreas que conseguiram ter faturamento semelhante ao do mesmo mês do ano anterior.

Lojas de material de construção também tiveram pouco impacto. Contudo, precisaram reduzir o ritmo pela limitação de funcionários em atividade nas lojas. Já os restaurantes, de modo geral, foram mais impactados. Os que investiram no delivery menos. Esse setor, porém, é uma das promessas para o futuro. Vai receber visitantes com comércio e serviços ainda mais preparados.

“Tenho certeza que quem vier terá atendimento personalizado. As pessoas que trabalham nos locais têm passado por treinamentos e qualificações para isso. Culturalmente, temos atrações, pratos típicos e natureza fantásticos para serem vistos e vividos em uma rica experiência”, finaliza Rita.

Para negócios ou passeios, online ou, assim que possível, pessoalmente, uma coisa é certa: motivos não faltam para conhecer melhor os municípios lindeiros do Paraná e aproveitar suas riquezas e potencialidades.

No Sítio da Marlene, uma opção do Turismo Rural de Medianeira, apoiada pela Acime

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