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Delivery de comida na pandemia: veja o que consumidor leva em conta na hora de pedir

Pesquisa da Galunion, consultoria em foodservice, aponta que embalagens, segurança e experiência são importantes na hora de pedir delivery

Devido a pandemia do coronavírus, o isolamento social se tornou uma medida preventiva e a demanda por delivery de alimentos aumentou/cresceu.  Tudo é bastante recente, mas já é possível traçar alguns comportamentos do consumidor. Há, inclusive, oportunidades latentes para o mercado da “entrega”.

Os dados são da consultoria Galunion, especialista em foodservice, e mostram que apesar dos brasileiros estarem cozinhando bastante em casa, há algumas atitudes que os fariam apostar mais em refeições prontas vindas de “fora”.

O estudo foi feito em dois momentos. No primeiro, saúde, segurança e solidariedade eram os grandes motivadores de um delivery durante a quarentena. Já em uma segunda análise, também ganharam destaque o quesito preço justo.

“Alguns pontos são novidades e outros são comportamentos que já eram megatrend e foram reforçados”, explica Simone Galante, fundadora e CEO da Galunion.

Simone Galante é fundadora e CEO da Galunion, consultoria especializada em foodservice. Foto: divulgação.

E alguns números chamam a atenção:

👉🏿 As embalagens são destaque: 51% dos entrevistados já deixou de comprar no delivery de um restaurante porque a embalagem veio com problema – falta de lacre, comida desarrumada ou vazando.

👉🏿 44% dos entrevistados comprariam mais refeições por delivery se parte do valor fosse direcionado para ajudar pessoas.

👉🏿 Outras 34% gostariam de pedir comida hoje se também pudessem ganhar um desconto no restaurante quando ele voltasse a abrir.

 

Transparência é essencial

A pesquisa da Galunion revela:

👉🏿  A preocupação com a segurança dos alimentos é o item número 1 na hora de pensar em pedir um delivery: ao pedir comida é importante saber de que forma a refeição foi preparada, 55%; depois, como ela foi embalada, 19%.

Os dados vão ao encontro ao que tem reparado a gerente geral e administradora de franquias da rede Baggio, Graziele Pasturczak.

Graziele Pasturczak é gerente geral e administradora de franquias da Baggio. Foto: arquivo pessoal.

“Os clientes querem saber a forma como estamos trabalhando e é essencial que sejamos transparentes sempre, o que faz com que ganhamos a fidelidade deles. No caso de uma empresa tradicional como a nossa, precisamos manter essa fidelidade”, explicou a gerente.

 

Entre as medidas tomadas pela Baggio estão treinamentos de funcionários, higienizações ainda mais frequentes dos funcionários e no local de preparação dos alimentos, utilização de máscaras e novos protocolos de manuseios –  de alimentos e embalagens.

 

Cuidado e atenção ao cliente

A experiência na Pizzaria Kadalora, em Maringá, é similar a da Baggio.

“As pessoas estão bem mais exigentes do que antes. Buscando, além de uma boa pizza, alguém que lhes ofereça tranquilidade ao adquirir. Confiança tem sido tudo nessa hora”, explicou Verônica Friedrich Silva, proprietária.

Ela contou que tem recebido ligações de clientes buscando saber sobre as medidas de prevenção e que “acredita que o comportamento mais rigoroso vai seguir pós-pandemia”. Sobre as embalagens, a opinião de Verônica endossa a pesquisa da Galunion.

“A embalagem faz muita diferença. Nossas pizzas sempre foram enviadas em duas – a primeira é a embalagem em si e a segunda é a proteção, que funciona como um envelope. Sempre foi nossa preocupação que nossa pizza chegasse, além de bem quentinha, sem nenhum possível contato que pudesse oferecer contaminação”, explicou Verônica. 

O cliente da Pizzaria Kadalora recebe o produto envolto em duas embalagens: a tradicional caixa de pizza, mas envelopada em uma segunda proteção. Foto: divulgação.
Verônica Friedrich Silva e Giulianno Roberto Silva, da Pizzaria Kadalora. Foto: divulgação.

E os feedbacks da empresa são positivos. “Sempre recebemos posts e comentários falando das nossas embalagens de proteção, elogiando. Há ainda elogios pelo atendimento, cuidado dos entregadores com o uso de máscaras e manuseio”, finalizou Verônica.

Ainda sobre as embalagens a pesquisa da Galunion mostra que dos que estão satisfeitos com o delivery como é feito hoje, 72% concordam que os recipientes utilizados pelos estabelecimentos são adequados para manter a temperatura e textura dos alimentos. Tanto que 45% concordam que os produtos sempre chegam em uma temperatura aceitável.


Tendências

A CEO da Galunion indicou também tendências para o pós-pandemia.

“O que estamos vendo agora é que o terreno de delivery vai ficar ainda mais competitivo. O jogo vai ser da qualidade acima de tudo. Entra aí embalagem, comunicação, verdade, transparência. Enxergar o público, cada um com o seu. E a experiência do consumidor vai ser mais valorizada do que nunca. Ela vai precisar, obrigatoriamente, trazer sensações e imagens memoráveis ao cliente”, declarou Simone.

A pesquisa Alimentação na pandemia foi realizada pela consultoria Galunion, especialista em foodservice, em parceria com o Instituto Qualibest, e aconteceu em dois momentos: onda 1 ( abril de 2020) e onda 2 (maio de 2020). Foram mais de 2 mil entrevistas. A abrangência é nacional. 

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