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Lugar de brincar é em casa!

Como as famílias podem ajudar as crianças na nova rotina de brincadeiras em casa durante a quarentena

Para as crianças, o mês de julho sempre foi sinônimo de férias escolares e, claro, de muitas brincadeiras. Esse ano, entretanto, a quarentena trouxe mudanças nesse cenário. Algumas escolas acabaram antecipando o recesso do meio do ano. Mas tanto para as crianças em férias quanto para aquelas que têm aulas em casa, o que sabemos é que elas estão vivendo uma nova rotina. Dentro desse momento, as famílias devem ajudá-las a repensar o seu “espaço de brincar”.

Nany Semicek, que é fundadora do espaço de brincar Casa Poppins, em Curitiba, ressalta que a brincadeira é essencial na infância, e ainda mais importante nesse momento.

brincadeiras“Nos tempos atuais, no qual todos os adultos ao redor estão tensos e ansiosos, a importância de a criança ter espaço e tempo para o brincar se torna ainda mais fundamental. Ela precisa estar segura o suficiente para observar o mundo e depois imitá-lo no brincar. É dessa forma que a criança se organiza internamente e aprende a lidar com a vida.”

 

 

Ela ressalta que é fundamental que a criança tenha, durante sua infância, condições para brincar livremente. “Elas precisam tocar, sentir, ver e ouvir o mundo real ao seu redor, e aprender através de tentativa e erro. Isso permite que absorvam lições e adquiram habilidades impossíveis de se obter na frente de uma tela.”

Quais brincadeiras escolher?

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A dica de Nany é intercalar as atividades de queima de energia -como correr (se possível), pular no sofá, brincar de esconde-esconde – com atividades de mais concentração, como jogos de montar, massinha, colorir ou uma brincadeira mais dirigida. Outra sugestão da especialista é convidar a criança para ajudar nas tarefas da casa. No início, isso pode parecer difícil para pais e crianças. Mas ela garante que vale a pena insistir para despertar o prazer de cuidarem juntos do espaço coletivo. Isso também fará com que se sintam úteis na estrutura familiar. “É só uma questão de costume, para ambos. Vão organizar a casa? Liguem uma música e brinquem nesta tarefa rotineira. Precisa fazer algo mais demorado na cozinha? Peça para a criança organizar os talheres da gaveta ou lavar os legumes. Todo mundo sai feliz!”

Espaço “brincante”

Nany é enfática: “Menos não, mais sim. Independentemente do tamanho da sua casa, é possível transformar este espaço em um rico campo de exploração. Mas isso não quer dizer ter um playground instalado no meio da casa e nem esquecer de que é preciso colocar limites.”  Para ela, a questão primordial é permitir que a criança possa se movimentar pelo ambiente, explorando as possibilidades de brincar.

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Qual brinquedo escolher?

A hora do brincar é também um momento de desenvolver habilidades como coordenação motora e o convívio com a família ou com outras crianças. Além disso, é também um grande estímulo para a criatividade e imaginação. Por isso, os brinquedos chamados de “não estruturados”, ou seja, aqueles que dão espaço para a criança construir sua própria brincadeira, são bastante indicados.

Leoni Krindges, que é gerente administrativa e financeira da Carimbras Brinquedos Educativos, empresa paranaense especializada em brinquedos pedagógicos e educativos, conta que o interesse por esse tipo de brinquedo vem aumentando nos últimos anos.

brincadeiras“Antes tínhamos uma aceitação de 4% no mercado, hoje esse número é de 26%. Os pais estão mais preocupados em oferecer produtos que acrescentem à formação  e à educação da criança. Os brinquedos educativos permitem que a criança crie seu próprio mundo de faz-de-conta.”

 

 

 

A empresa, que traz quase 300 tipos de brinquedos educativos e pedagógicos em seu portfólio, tem visto o aumento da demanda por alguns produtos durante a quarentena. “Os quadros com tripé, que permitem que a criança desenhe, pinte ou mesmo estude, estão sendo muito procurados.”

Tudo pode virar brinquedo

Além desses jogos e brinquedos que são pensados para trazer diversas possibilidades ao brincar, objetos que todos têm em casa podem ganhar novas funções com um pouco de criatividade. Palitos, botões, rolos de papel higiênico, rolha, barbante, cabo de vassoura, corda ou bola. “Tudo ganha um novo significado, dependendo da interação da criança e da liberdade que você der a ela de ter tempo e espaço para explorar. São um contraponto aos brinquedos prontos, que muitas vezes possibilitam um número limitado de brincadeiras.”

Nany ressalta que a função da família é preparar a segurança da casa, disponibilizar materiais não estruturados e dosar a hora de acalmar ou de agitar. “Mas é importante também ficar atento ao excesso de autocobranças. Não precisa ser perfeito! Você cria a expectativa de virar o animador de festa e manter seu filho ocupado com atividades o tempo todo. Há apenas uma nova rotina a ser estruturada.  E, com ações muito simples, é possível construir este espaço de convivência onde as necessidades dos adultos e das crianças estão em harmonia.”

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