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Economia e Setores

De hotel a “home office”

Como o Hotel Planalto Select, de Ponta Grossa, se reinventou em meio à pandemia e diminuiu os impactos da crise no setor

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Quarto foi adaptado para servir como espaço privativo de trabalho. Foto: Divulgação

Um hotel tradicional da cidade de Ponta Grossa, no Paraná, viu seu movimento despencar logo nos primeiros dias de quarentena. “Nosso ocupação caiu para um quinto do que tínhamos antes”, conta Daniel Wagner, que é diretor executivo do Planalto Select Hotel, de Ponta Grossa,  que tinha como perfil de clientes pessoas em viagem a trabalho na cidade.

A enxurrada de cancelamentos de reservas e o alto custo de uma operação hoteleira motivaram o hotel a pensar em novas estratégias. Daniel conta que ainda no começo de março surgiu a ideia de incorporar um novo perfil de serviço oferecido. “Ficamos com boa parte de nossos apartamentos ociosos. E, considerando que as pessoas iriam ficar em casa, pensei: será que todo mundo que vai trabalhar em home office tem as condições perfeitas para trabalhar?”

A falta de um local físico adequado para trabalho ou reuniões somou-se às questões técnicas, como a internet. Com isso, o hotel propôs um novo uso aos apartamentos. Por que não transformá-los em um espaço privativo e seguro de trabalho?

“O apartamento proporciona silêncio e privacidade e é, ao mesmo tempo, um espaço seguro. Ele é totalmente higienizado a cada novo usuário. Nesse momento, todos buscam minimizar os riscos de algum contágio.”

De quarto de hotel a escritório

Para o novo uso, poucas alterações de estrutura foram necessárias. Isso porque os apartamentos já eram bem equipados. A estrutura conta com duas redes de internet, tomadas diversas, boa iluminação e janelas antirruído. “O que fizemos foi tirar as camas dos apartamentos e substituímos por mesas de trabalho.”

Entre as vantagens para os clientes, Daniel cita o estacionamento gratuito, a possibilidade de utilizar os serviços de alimentação do hotel e de imprimir documentos. É possível, ainda, usar o espaço da cafeteria como “cenário” para lives, estratégia que tem sido muito utilizada por marcas e empresas para se comunicar com seu público.

“O perfil de clientes que temos atendido são pessoas antenadas que sabem que há momentos em que ‘nada pode dar errado’. Aí  entendem a importância de poder contar com um local  de trabalho que oferece duas redes de internet e isolamento acústico. E que podem usar isso para uma reunião/live importante ou quando precisam da concentração que não conseguem em casa.”

 

 

O público da cidade aprovou a iniciativa, o que pode ser comprovado pelo aumento da procura a cada semana. “Adaptamos dois quartos, mas se a procura continuar crescendo temos a possibilidade de aumentar o serviço”, diz Daniel. O valor do quarto é de R$99 por um período de 6 horas, e é possível contratar pacotes especiais para um número maior de horas ou dias.

Quem já usou o serviço, recomenda. É o caso de Carlos Pereira, especialista em aplicação para o setor de Papel e Celulose, da empresa Kemira. “Fiquei sabendo dessa possibilidade pelas redes sociais. Eu já tinha uma certa experiência em home office, mas a diferença neste momento de pandemia é o fluxo da família no mesmo ambiente. Dependendo da demanda isso pode ‘atrapalhar’ o desenvolvimento do trabalho”, conta. Ele buscou o hotel quando teve uma reunião estratégica importante e precisava de um ambiente tranquilo e adequado.

hotel“Essa possibilidade de trabalar em um hotel realmente me surpreendeu positivamente. Tranquilidade, comodidade, privacidade, acessórios novos, conexão de qualidade e um atendimento prestativo foram os grandes diferenciais.”

 

 

 

 

 

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