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Comportamento

Dia do Agricultor: a importância de quem coloca comida na mesa

Para comemorar o Dia do Agricultor, o De Olho no Mercado conversou com representantes de três empresas agrícolas paranaenses sobre o setor e desafios.

No dia 28 de julho é comemorado o Dia do Agricultor. E como forma de homenageá-los, debatendo a sua importância e o tamanho do setor que movimentam, o De Olho no Mercado conversou com representantes de três empresas paranaenses.

Confira o que elas destacaram.

Trabalhando a todo o vapor

Para Mónica Raurich Guedes, marketing da Simex – Máquinas Agrícolas, o setor está sentindo a crise, sim, mas está a “todo o vapor”. Ela explica que a pandemia chegou quando o Paraná estava justamente colhendo uma super safra e que a agricultura não parou.

“O setor, e toda a cadeia produtiva e de sustentação – como transportadoras, concessionárias, oficinas mecânicas, indústrias de peças e máquinas agrícolas -, também continuaram trabalhando, tomando as medidas de precaução ditadas pelas autoridades municipais e estaduais. Isso ajudou muito, até agora, o médio e grande produtor rural”, destacou.

A Simex Máquinas Agrícolas é uma empresa 100% paranaense e tem sede em Guarapuava. Foto: divulgação.

União faz a força

Já quando os olhares estão no pequeno produtor, a profissional destaca uma situação mais delicada, já que tudo funciona como uma grande engrenagem. “O produtor de frutas e hortaliças, por exemplo, pode estar com dificuldades para a comercialização dos seus produtos pois pararam restaurantes e feiras”, explicou Monica. Por outro lado, ela destaca as ações em prol deste grupo.

“Surgiram vários projetos sociais que melhoraram tanto a vida dos produtores como dos consumidores de baixa renda.  É a solidariedade tomando corpo. Isso vai seguir do pós-pandemia. Os produtores estão se unindo. Já há sites de entidades e prefeituras para a comercialização desses produtos”, disse. Ela dá como exemplo a Prefeitura de Guarapuava

A Simex adotou uma entidade ligada ao apoio a dependentes químicos e está adquirindo os produtos hortifrúti no site dos produtores de Guarapuava.

Retomada

Rodrigo Lass, coordenador de marketing na Agrária, cooperativa agroindustrial, falou sobre as ações em prol dos cooperados e  dos clientes –  durante a pandemia e também no pós-coronavírus. 

A Agrária possui mais de 600 cooperados, no momento, que produzem culturas como a soja, milho, trigo e cevada.

Quando falamos de nutrição animal, óleos,  farelos e sementes, o setor não foi prejudicado. Não houve uma diminuição da cadeia alimentar, pelo contrário, em alguns momentos aconteceu até um aumento. A safra para o cooperado foi muito boa”, contou Lass.

Rodrigo Lass é coordenador de marketing da Agrária. Foto: divulgação.
No entanto, ele pondera pensar no futuro. Temos que pensar de forma integrada em cooperados e clientes. Para isso, montamos grupos para avaliar de forma personalizada cada carteira. E aí podermos atuar com nosso suporte em pesquisa – através da FAPA, Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária -, em assistência técnica direcionada, tecnologia, departamento financeiro, comercial e marketing”, explicou o coordenador de marketing. 
As principais culturas produzidas pelos cooperados da Agrária são soja, milho, trigo e cevada. Às commodities agrega-se valor por meio das unidades de negócios Agrária Malte, Agrária Farinhas, Agrária Nutrição Animal, Agrária Sementes, Agrária Óleo e Farelo e Agrária Grits e Flakes. Foto: divulgação.

 

 

 

 

 

 

 

 

Demanda forte

Prova de que a produção agrícola não parou é a demanda por calcário. Segundo Paulo Bertolini, diretor comercial da Calpar Calcário, houve, inclusive, um aumento na procura nos últimos tempos.

Paulo Bertolini é diretor comercial na Calpar Calcário. Foto: divulgação.

“O calcário é o primeiro item da agricultura, o início de qualquer produção, está ao lado do agricultor”, comentou. “Não paramos em nenhum momento – seguindo os protocolos – e temos trabalhado bastante”, falou o executivo da Calpar.

Ele também destacou que esse crescimento é bastante nichado. “Não podemos generalizar. Alguns setores cresceram, mas outros estagnaram, seguindo a economia”, detalhou.

Reconhecimento

Divanir Higino, presidente executivo da Cocamar, destacou a importância de se falar no Dia do Agricultor.

“O produtor rural garante, por exemplo, a segurança alimentar dos brasileiros, suprindo com tranquilidade a demanda interna por alimentos de qualidade e custo relativamente acessível, e exportando um grande volume de excedentes que geram divisas para o Brasil”, ele disse.

O executivo também complementou: “O agronegócio responde por cerca de 25% do PIB, 1/3 dos postos de trabalho e 40% do total das exportações nacionais. Sem o agro a balança comercial brasileira não seria superavitária. Mesmo enfrentando inúmeras dificuldades para produzir, o agricultor brasileiro é um dos mais competitivos do mundo e, em 2020, colocou o Brasil na dianteira da produção mundial de soja, superando os Estados Unidos”, finalizou Higino.

Divanir Higino é presidente executivo da Cocamar. A Cocamar Cooperativa Agroindustrial tem mais de 50 anos de história. Foto: divulgação.

Dia do Agricultor

Dia do Agricultor é 28 de julho porque nesta mesma data, no ano de 1960, criou-se o Ministério da Agricultura.

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