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Às vésperas do Dia do Médico, profissionais de saúde de Maringá relatam rotina desafiadora durante a pandemia

Incertezas, riscos e maiores cuidados se tornaram parte do dia a dia do Dr. Lucas Savóia e Dr. Rafael Tanuri, que mantêm convicção na vocação para superar obstáculos apresentados

A pandemia da covid-19 é um desafio diário para todas as pessoas. Mas, para os médicos, obrigatoriamente na linha de frente todos os dias, conviver com o risco de contrair a doença é uma rotina para a profissão.

“A realidade mudou completamente”, conta o Dr. Lucas Savóia, médico cirurgião e presidente da Sociedade Médica de Maringá na gestão 2020-2023. “O receio de levar a covid-19 a nossos familiares tem feito o ano ser especialmente diferente e, claro, mais duro para o médico”.

Dr. Lucas Savóia, presidente da Sociedade Médica de Maringá, diz que desafios são diários durante a pandemia da covid-19.

De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRMPR), o estado conta com mais de 29 mil médicos profissionais. Em relação aos enfermeiros, são mais de 100 mil, informa o Conselho Regional de Enfermagem (Coren/PR). A grande maioria, notoriamente, teve sua rotina profissional afetada pela pandemia. 

Em Maringá, relata Savóia, houve a obrigatoriedade em fechar os consultórios. Atitude que, inicialmente, preocupou por uma razão sensível: a possibilidade de que os pacientes portadores de doenças crônicas tivessem seu tratamento e controle clínico interrompido. “Nossa grande preocupação era que uma descompensação ocorresse e levasse esse doente, já acometido por uma patologia, a buscar atendimento em pronto-atendimento, onde há o risco de contrair o novo coronavírus”, conta.

Maior cautela e adoção constante de EPIs

O uso de EPIs, antes utilizados em casos específicos, passou a ser rotina para os profissionais de saúde. Membro da diretoria clínica do Hospital Maringá, Savóia não parou de trabalhar por um minuto sequer durante a pandemia. 

“Fomos sempre cautelosos e mantivemos a preocupação com a equipe técnica do hospital, que engloba desde médicos a recepcionistas, para que não houvessem danos diretos, seja na contaminação ou, pior, que levassem a covid-19 para dentro de suas casas”, relembra ele que, atualmente, apesar da situação mais branda da pandemia em Maringá, ainda relata uma rotina extremamente dura para os profissionais, que se apoiam na vocação como forma de seguir adiante.

“Foi muito impactante ver a forma como os profissionais de saúde se portaram: não abandonaram seus postos e trabalharam com garra”, afirma. “Nossa relação com a Medicina não enfraqueceu; está muito mais fortalecida”.

Entre os casos mais urgentes que atendeu em 2020, Savóia relata uma grande diversidade de atendimentos: desde apendicites em fases mais avançadas – em que há risco de morte – a casos oncológicos que progrediram para um estado clínico mais severo. 

“O médico tem a vocação de cuidar do próximo”, reforça. “Esse ‘chamado’ é mais evidente na pandemia: a profissão teve, sim, uma valorização pelos motivos de evidente exposição e risco onde ninguém gostaria de estar, no momento”.

“O médico tem a vocação de cuidar do próximo”, afirma Savóia.

Queda em atendimentos odontológicos e impacto para profissionais liberais

Outros segmentos da Medicina, como a Odontologia, foram ainda mais duramente afetados pela pandemia. Além de lidar, também, com a possibilidade de contágio, os atendimentos na Odontologia Tanuri, liderada pelo Dr. Rafael Tanuri, tiveram uma queda de mais de 70%. O Dia do Dentista, celebrado em 25 de outubro, também será uma data de reflexão neste ano para o profissional.

Na Odontologia Tanuri, os cuidados estéticos já foram retomados.

“Pessoalmente, fiquei muito abatido e pensativo. Afinal, não podemos deixar de atender às emergência e urgências”, relembra Tanuri. “Mesmo assim, me mantive calmo e com pensamento positivo. O trabalho foi reduzido drasticamente para que possamos nos paramentar adequadamente e nos proteger, utilizando corretamente os equipamentos de segurança tanto para o paciente quanto para nós, os odontólogos”.

A principal alteração na clínica, conta Tanuri, foi quanto aos equipamentos de segurança e distanciamento social. Hoje, os pacientes têm a consulta agendada com um intervalo bem maior do que o convencional; a parte financeira, em contrapartida, sofreu uma queda significativa. 

Distanciamento social e uso obrigatório de máscaras nas dependências se tornou parte da rotina da Odontologia.

“Recentemente, o tratamento eletivo já se estendeu para restaurações e até para o estético. Porém, seguimos trabalhando utilizando apenas 50% da estrutura do consultório. Os encargos e custos permanecem os mesmos, no entanto”, lamenta.

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