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Economia e Setores

2020 acelerou investimentos no setor supermercadista

Com o tema "Inovação é o negócio", debates mostraram que a inovação está em todas as áreas

A feira mais tradicional do setor foi realizada de forma digital e gratuita em 2020. Foto: Divulgação

Os principais players do setor supermercadista do estado do Paraná se reuniram durantes os dias 18 e 19/11 na Mercosuper Digital. A feira, tradicionalmente um dos maiores eventos presenciais do estado, esse ano precisou mudar seu formato para chegar até seu público.

Em um ambiente 100% online, a Apras – Associação Paranaense de Supermercados, organizadora do evento, trouxe especialistas de áreas como marketing, recursos humanos, tecnologia e inovação para discutir as mudanças e reinvenções que vêm sendo exigidas dos supermercados para se manter competitivos. Com o tema Inovação é o negócio, a ideia foi reunir diversas áreas e mostrar que a inovação está em toda parte.

 

“Inovação não é apenas tecnologia. A inovação acontece na área financeira, na área de prevenção de perdas, na liderança”, afirma Andrea Luy , gerente da Academia Empresarial Apras, responsável pelo conteúdo do evento. “É uma inovação que todo mundo pode alcançar. Independente do tamanho da empresa, se você se preparar, se organizar, mesmo sem ter muito dinheiro, consegue inovar.”

 

Ao todo, foram mais de 20 palestras e fóruns que reuniram todas as pontas do ecossistema supermercadista, dos fornecedores aos varejistas. “A gente acredita que essa parceria entre fornecedores e varejistas é muito importante. Hoje, todo mundo tem que ganhar. A ideia foi trazer essa visão para dentro dos fóruns e painéis”, reforça Andrea.

 

Comportamento x tecnologia

A relação entre comportamento do consumidor e a adaptação das tecnologias foi o tema discutido por Camila Maquea Leite, que é coordenadora de Estratégias de Mercado da RPC. “Quase como um alerta, não é de hoje que as pesquisas dizem que o raciocínio humano não acompanha as tecnologias na mesma velocidade que a evolução acontece”, ressalta. Para ilustrar essa situação, ela trouxe exemplos de práticas adotadas em vários segmentos do varejo. “Será uma grande oportunidade para os supermercadistas conectarem essas ideias às suas diversas realidades.”

Para Camila, uma tendência para ficar de olho para os próximos meses e anos é a ciência de dados. “Dados sempre foram preciosos para planejamento e desenvolvimento de produto e negócios. Com isso, aumentamos a capacidade de fazer leitura de comportamentos, hábitos de consumo e preferências do consumidor, com a organização, lapidação e velocidade necessária.”

 

Digitalização

Leonardo Raduy, diretor de marketing da Rede Condor, participou como moderador do painel de comunicação. Ele diz que os últimos meses trouxeram desafios também para a área de comunicação. “Foram meses bastante incomuns e tudo que é incomum traz um desafio a mais pra comunicação. Em um primeiro momento precisamos dosar o tom da comunicação. Depois, foi preciso reforçar as medidas de segurança.”

Para ele, merece destaque o processo de digitalização pelo qual o segmentou precisou passar. Era algo que o setor achava que iria demorar.

“O setor avançou 10 anos em seis meses quando falamos em digitalização. E acho que é mais uma área em que nós, supermercadistas, respondemos bem. Quem não tinha plataforma, quem não estava preparado, precisou se esforçou para suprir essa demanda.” O período, para Leonardo, deixou essa lição. “Se uma tendência parece que está muito longe, trabalhe nela mesmo assim, porque a qualquer momento ela pode avançar.”

 

Para os próximos meses, ele vê a necessidade de entender o que vai acontecer e se adaptar rapidamente. “Quem fizer as apostas mais amplas, que abrace a maior oportunidade de cenários possíveis, é quem estará melhor preparado.”

 

Consumo por conveniência

Camila ressalta também a aceleração de projetos devido ao novo estilo de vida que precisou ser adotado nos últimos meses. “Temos falado muito do omnichannel. Vimos acontecer nesse boom de iniciativas de adaptação para sobrevivência dos negócios.  E isso certamente não acabará, mesmo depois da liberação total de funcionamento.” Para ela, o consumo por conveniência não é de hoje. E agora que o consumidor já teve a experiência, a tendência é ele continuar determinando sua forma, local e momento de compra. Fabiano Szpyra, que é gerente de marketing do Festval, também reforça a questão da conveniência na hora do consumo:

 

“A compra online no setor supermercadista é um comportamento que veio para ficar, mas a compra presencial também é algo muito forte. Então, acreditamos que vamos ver um meio termo. Algumas vendas o consumidor percebeu que pode pedir on-line sem prejuízos, que são os produtos que ele não precisa escolher. Em outras, o consumidor continuará fazendo questão de comprar pessoalmente, que são os produtos de padaria, vinhos, queijos, por exemplo.”

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