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Economia e Setores

Dia do Aposentado: crescimento da população idosa demanda inovação nas empresas

Especialistas explicam como as empresas devem se preparar para um cenário em que jovens e idosos estarão em igual quantidade na população do Brasil.

No dia 24 de janeiro é comemorado o Dia do Aposentado. Uma data que vai além da homenagem aos trabalhadores que podem aproveitar o descanso merecido. Também é um convite à reflexão sobre a longevidade da população brasileira e a importância de oferecer soluções adaptadas para esse público consumidor.

Formado por aposentados de forma compulsória, especial, por idade, invalidez ou tempo de contribuição, essa fatia de mercado reúne principalmente os idosos. Um público que cresce cada vez mais e abre novas possibilidades para o mercado.

“O público com mais de 50 anos já representa 30% de tudo o que se consome dentro do país. Movimenta mais de 1 trilhão de reais. A empresa, indústria ou serviço que não se atentar a esse público está fadada ao fracasso”.

Idosos em ascensão

Segundo as projeções populacionais, é esperado que em 2030 jovens e idosos estejam praticamente em mesma quantidade na população do país. Isso porque o Brasil vive hoje um dos processos de envelhecimento populacionais mais intensos e rápidos do mundo.

“Temos hoje 55 milhões de consumidores acima de 50 anos. É mais que a população total da Argentina, Espanha e França. Então, é preciso lembrar que temos no Brasil uma nação de maduros. Todos os setores têm muito a ganhar com esse público. As empresas precisam entender as demandas, ter um olhar menos preconceituoso com esse público e assumir que eles são parte enorme de seu ativo”, destaca Fiori.

Um novo olhar sobre a longevidade

Antes vista como sinônimo de marginalização social, a aposentadoria ganhou novas perspectivas com o passar dos anos. Hoje, demanda um novo olhar sobre a longevidade. Um desafio para todos os dias do ano e que não deve ser lembrado apenas no Dia do Aposentado.

“Aposentar-se hoje não significa estar fora do mercado. Aposentadoria não é estagnação e sim, uma oportunidade da pessoa desenvolver outras habilidades, estudar, criar novos projetos de vida e até mudar de profissão”, opina Alessandra Grasiele Bueno da Silva, coordenadora do departamento de marketing das Farmácias São Paulo.

Para Fiori, isso deve principalmente às mudanças na forma de envelhecer, se relacionar e até mesmo trabalhar. “Na década de 60, quando você tinha 40 anos você já era uma pessoa idosa. Nessa mesma época, a aposentadoria já tinha como teto inicial os 60 anos. Hoje, vivemos em média 82 anos. Então, temos que pensar que estamos vivendo 30, 40 anos a mais que nossos antepassados”, avalia ele.

“A mudança da qualidade de vida e o aumento da longevidade com toda a certeza mudaram a visão do aposentado. Hoje são pessoas que já deram sua contribuição de trabalho e querem recursos para viver mais e melhor. Buscam esse objetivo de diversas maneiras”.

Quem é o público aposentado?

De acordo com Fiori, o público aposentado é um público diverso e que precisa ser compreendido sem pré-conceitos.

“Temos que fugir do estereótipo daquele velhinho de bengala ou de achar que todo idoso quer ser esportista, tatuado e descolado. De forma geral, todos eles querem consumir, se divertir, viajar, cuidar de suas famílias, serem inseridos dentro das marcas, produtos, serviços e ter visibilidade real. É importante saber que eles não querem produtos para eles, mas sim serem inseridos dentro daqueles que já existem”, diz o especialista em longevidade.

O comportamento do consumidor também deve ser observado para que o atendimento seja cada vez mais assertivo. Multifuncional e mais participativo, o aposentado hoje exige atendimento e comunicação direcionada.

“O aposentado de hoje desempenha inúmeras funções. Tornou-se mais exigente, mais participativo, com mais inclusão em todas as áreas, principalmente, área tecnológica e vida saudável. E como todos os públicos, necessita de mais cuidados como o atendimento humanizado”.

Idosos e a pandemia: quais os impactos gerados e o que mudou?

Mesmo com a pandemia trazendo preocupação para pessoas de todas as idades, o público idoso foi um dos mais afetados.

No principal grupo de risco do coronavírus, eles tiveram que recorrer ao isolamento social e redobrar cuidados com a higiene. Mas os especialistas apontam que é importante lembrar de outras mudanças além do impacto emocional de ficar longe dos familiares.

“Em muitos casos, eles são o arrimo da família. Quando um familiar perde o emprego é esse idoso que acaba assumindo grande parte das despesas, ainda que sua aposentadoria seja pequena. Então, eles têm um papel fundamental financeiro, social e emocional”, afirma Fiori.

Para Alessandra, outra mudança que veio para ficar foi do presencial para o virtual. “O e-commerce cresceu consideravelmente no Brasil e o mundo, durante a pandemia. Principalmente a terceira idade, passou a usar tecnologias antes não utilizadas como chamadas de vídeo e compra online”, avalia a coordenadora do departamento de marketing das Farmácias São Paulo.

Além do Dia do Aposentado: como as marcas podem se preparar para melhor atender esse público?

Com o aumento da longevidade da população brasileira e as mudanças de comportamento decorrentes, o consumo e a economia são impactados. Assim sendo, o desafio para as marcas é se preparar para atender a essa parcela crescente do público consumidor.

Dia do Aposentado é comemorado no dia 24 de janeiro. Foto: shurkin_son.
Dia do Aposentado é comemorado no dia 24 de janeiro. Foto: shurkin_son.

Segundo um estudo da consultoria SeniorLab, o mercado consumidor formado por pessoas com mais de 60 anos vai se tornar cada vez mais estratégico para as empresas:

  • Em 2030, vai responder por 30,6% do consumo de bens e serviços;
  • Já em 2050, por 37,1%.

Confira as principais recomendações dos especialistas entrevistados pelo blog sobre o que as marcas podem fazer para melhor atender esse público além do Dia do Aposentado:

Planejamento como palavra-chave

Para Fiori, a velocidade desse processo é muito maior do que o das empresas entenderem suas demandas. “Estamos a apenas nove anos de um cenário em que teremos facilmente 70 milhões de pessoas acima de 50 anos no Brasil. Logo, as empresas que já olharem, observarem, estudarem e atenderem essas demandas têm muita chance de sucesso”, avalia.

O especialista em longevidade acredita que é hora das empresas começarem a estudar o básico para planejar novas formas de gerar valor para esse nicho. Um ação que deve ser bem planejada e a longo prazo, além do Dia do Aposentado.

“Entender qual a projeção populacional, quantas pessoas aposentadas e idosas têm em seu lugar de atuação, quais produtos fazem sentido e quais poderiam ser criados ou adaptados. Acredito que existem setores, em especial, que têm muito a ganhar com esse público. Daria como exemplo: beleza, e-commerce, farmácias, higiene, saúde, varejo, vitaminas especiais e serviços”, sugere ele.

Inovação como critério decisivo para se manter no mercado

A inovação é destacada por Alessandra, que vê o pilar como oportunidade para que as empresas possam se manter no mercado.

“Realizar constantes pesquisas para criar produtos e serviços específicos para cada idade, com inovações que possibilitem melhor qualidade de vida, da pessoa e do meio ambiente. Produtos que satisfaçam necessidades sem degradar o planeta”, pontua ela.

Pamela também vê a inovação como oportunidade para que as empresas possam melhor atender às necessidades dos idosos. Mas defende ainda o respeito às particularidades desse público. “As marcas devem inovar em tecnologias para o atendimento, mas respeitando a cultura de consumo dessa população”, opina.

3 cases de empresas que oferecem soluções para o público aposentado e idoso

Confira três cases para inspirar o planejamento de soluções voltadas ao público aposentado e idoso, além do Dia do Aposentado:

1. Callfarma

Com lojas em Araucária, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Curitiba, Pinhais e Ponta Grossa, as farmácias Callfarma têm os aposentados e idosos como principal público.

Todos os dias, suas unidades oferecem serviços gratuitos como aferição de pressão, glicemia e aplicação de injetáveis de acordo com a lei vigente. A rede oferece ainda a opção de compra online e pelo WhatsApp.

“Os nossos clientes principais são esse público, na Callfarma trabalhamos com o que há de mais completo no mercado para que assim possamos ajudá-los a alcançar o objetivo de proporcionar uma vida mais longa e saudável”, explica Pamela.

2. Farmácias São Paulo

Já na região Norte do Paraná o destaque vai para as Farmácias São Paulo. Com mais de 20 lojas em Maringá e região, a empresa investe em diversas frentes para melhores atender aposentados, idosos e demais clientes.

Além de treinamentos para capacitação da equipe, avaliação e feedback de atendimento, também se preocupa em oferecer comodidade para o público.

“Trabalhamos com serviço de delivery para que o cliente tenha comodidade de receber suas mercadorias em casa, principalmente em tempos de pandemia; serviços de drive thru, para que o cliente não saia do carro; serviços de orientação farmacêutica, em que o cliente pode aferir a pressão, controlar a glicemia e receber orientação sobre o uso de medicamentos; além dos testes rápidos, feitos na própria farmácia, como teste de hpv, covid-19, dengue, dentre outros, para que não precise ir até um laboratório”, destaca Alessandra.

A empresa conta ainda com a disponibilização de ofertas via WhatsApp, serviço de vacinação e orientação nutricional exclusiva – pioneira na região.

3. Globo: The Voice ganha versão exclusiva para talentos a partir dos 60 anos

The Voice + é exclusivo para participantes com mais de 60 anos. Foto: TV Globo
The Voice + é exclusivo para participantes com mais de 60 anos. Foto: TV Globo

Na telinha a história de sucesso é da própria Globo.

Atenta à importância de incentivar o acesso dos idosos aos produtos do mercado, a emissora inovou no formato do reality musical The Voice. Para agitar a competição, nas noites de domingo, lançou o “The Voice +”, uma edição voltada exclusivamente ao público idoso.

Entre os jurados, estão nomes como Claudia Leitte, Daniel, Ludmilla e Mumuzinho. Juntos, eles vão escolher quais participantes têm potencial para se tornar a nova voz do Brasil.

Abrindo o leque de oportunidades para empresas que querem associar a marca a um programa que realiza sonhos e conta histórias emocionantes, a Globo inovou também no plano comercial. Trabalha com inserções em diferentes formas tanto na TV aberta quanto nas plataformas digitais.

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Esperamos que a reflexão sobre a importância de promover a acessibilidade e a inclusão de aposentados e idosos inspire positivamente o seu negócio!

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