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Comportamento

Dia do Veganismo: público crescente, exigente e consciente

Celebrado em 1º de novembro, o Dia do Veganismo joga luz sobre o consumo consciente, estimulando um mercado em plena expansão

No dia 1º de novembro celebra-se o Dia do Veganismo. E o mercado de produtos veganos está em plena expansão no Brasil e no mundo. Conforme uma pesquisa do The Good Food Institute em parceria com o IBOPE e 11 empresas do setor de alimentos, cerca de 50% dos brasileiros reduziram seu consumo de carne em 2020. Em 2018, esse número beirava os 30%. 

Isso é reflexo de uma mudança no perfil do consumidor. Cada vez mais conscientes de questões ambientais, ele tem buscado alternativas. Uma delas se dá na busca por produtos e empresas que estejam comprometidas com o planeta, o que passa pelo veganismo enquanto estilo de vida.

De acordo com Ana Paula Beal, gerente da qualidade da Rede Festval, a Geração Z tem protagonizado essa mudança de perfil. Nascida a partir de 1999, ela é uma geração que se torna consumidora por convicção. Ou seja, apoia ou boicota uma empresa com base no seu posicionamento em relação a temas sociais. Entre eles, está o meio ambiente.

“Essa é uma geração preocupada com rótulos mais clean. Aposta em empresas que se posicionam em relação ao meio-ambiente, evita produtos à base de açúcar e opta por alimentos mais saudáveis”, aponta Ana Beal.

Paraná em destaque

No cenário brasileiro, o Paraná está em destaque. De acordo com um censo realizado pelo Mapa Veg, o Paraná é o quinto estado do Brasil com mais pessoas vegetarianas. Entre as cidades, Curitiba está em quarto. E se as capitais se mantém no topo da lista, o interior também começa a despertar para essa tendência. É o que afirma Daniel Pegoraro Júnior, que é diretor comercial do Irani Supermercados e vice-presidente da Apras (Associação Paranaense de Supermercados) regional Cascavel.

 

“Eu acredito que o Paraná está bem posicionado. Claro, concentram-se um pouco mais nas capitais. Nas grandes cidades está mais difundido. Mas o interior tem avançado bem. Se a gente analisar a situação do Oeste do Paraná, que é um celeiro do agronegócio, vemos que as pessoas ainda têm muito enraizado o consumo de proteínas animais. Mas também vemos um aumento no consumo dos produtos a base de plantas.”

 

 

No Super Irani, que possui quatro unidades em Cascavel, o segmento vegano atraiu os olhares há cerca de dois anos. E graças à evolução na qualidade dos produtos, afirma Pegoraro, o que se vê é que a aderência dos produtos extrapolou o segmento de autodeclarados vegetarianos. “Percebemos que os produtos estão mais gostosos, mais saudáveis do que as primeiras versões. E aí, muitas pessoas que não são veganas estão consumindo como forma de diversificar a alimentação”, aponta.

Outro exemplo de supermercado que tem apostado com força no segmento vegano é o Festval, que possui 15 unidades em Curitiba e uma em Pinhais. Ao todo, são mais de 100 produtos alimentícios veganos nas prateleiras e 200 itens de perfumaria. “A perfumaria tem se destacado bastante nesse nicho. Hoje, a perfumaria vegana já representa para nós em torno de 30% das vendas” , afirma Ana Beal. “Não acredito que seja algo passageiro. É uma mudança que veio para ficar”.

Para além do produto

Além de acompanhar as novidades do setor para ampliar o portfólio de produtos, Ana destaca a importância de proporcionar uma boa experiência para esse público consumidor engajado, que olha para além do produto. Um exemplo é na hora de expor os produtos. Nas redes Festval, os produtos veganos já estiveram próximos a outros de origem animal. Isso não acontece mais.

“Esse público é tão fiel e tão convicto de seu estilo de vida que nós tivemos várias sugestões de clientes pedindo para nós não expormos o produto vegano ao lado de outro de origem animal. Então, de fato, se trata de um estilo de vida. Temos percebido isso nas nossas lojas. Hoje, nós temos até esse cuidado na hora de expor um alimento vegano”, revela. Outro diferencial da rede é disponibilizar um profissional da nutrição em cada unidade para tirar dúvidas em relação aos produtos da rede.

Já no Irani Supermercados, os produtos veganos ganharam gôndolas próprias, ao invés de estarem dispersos pelo mercado. “Enquanto varejista, aproveitando o crescimento do setor, começamos a analisar com outros olhos e destinar espaços especiais nas lojas. Isso para fomentar, mas também para organizar e facilitar a compra de quem adere a esse tipo de alimentação”, explica Júnior. 


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