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Economia e Setores

O que esperar da economia do Paraná e do Brasil em 2022?

O estado deve apresentar leve crescimento; setores como construção civil, agricultura e turismo são os mais promissores

Para 2022, a expectativa é a volta do aquecimento de diversos setores produtivos. Foto: Melanie Lim/Unsplash.

Ano desafiador, mas de recuperação e crescimento em alguns setores. Essa é a previsão de especialistas para a economia do estado e do país para 2022. O avanço da vacinação e a queda nos casos de Covid-19 possibilitam o aquecimento de alguns segmentos, retomando a esperança e movimentando a economia. Mas a inflação ainda deve ser um dos maiores entraves no cenário macro.

Segundo o economista Eduardo André Cosentino, mestre em desenvolvimento econômico, presidente do Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR) e sócio-fundador  do Grupo Aliest (Aliest Capital e Aliest Conexão), tratando especificamente do Paraná, as perspectivas econômicas para 2022 são melhores do que o últimos ano, ainda que desafiadoras. 

De acordo com estudos realizados por Cosentino, o estado tende a ter um crescimento em relação a 2020 e 2021. Entretanto, os resultados ainda não vão se igualar aos pré-pandemia de coronavírus. “A nossa tendência aqui no Paraná é começar devagar. Haverá questões políticas de incentivo por parte dos governos federal e estadual.” 

O economista afirma que alguns produtivos são apostas de crescimento. Entre eles, o da construção civil, que apresentou recordes. “Neste ano de 2021, houve uma grande elevação e, como é um segmento de produtos de bens duráveis, acredito que o setor deve continuar forte”, avalia.

Outra aposta é na agricultura, uma das atividades mais presentes nas regiões paranaenses, e no turismo. “Teremos uma demanda reprimida de 2020 e 2021 e que será suprida no ano que vem caso a gente não tenha uma nova onda pandêmica no nosso país”. 

Inflação: grande desafio para 2022

A inflação no Brasil deve atingir, muito em breve, os dois dígitos: é o que indica o relatório Focus divulgado no fim de novembro pelo Banco Central. A projeção é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) , em 2021, atinja 10,15%. O levantamento aponta ainda uma perspectiva de alta do PIB (Produto Interno Bruto), soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país deve ser de 0,58%; o índice anterior era de 0,70%. 

Esses números tendem a impactar todos os setores, e refletir também na alta de preços, tão sentida em 2021. Uma melhora nesse sentido pode acontecer, fala o economista, no último trimestre do próximo ano. 

Na visão de Cosentino, ações econômicas como a elevação da taxa Selic, a taxa básica de juros da economia, e os depósitos compulsórios (instrumento do Banco Central para garantir a segurança do sistema financeiro), não são eficazes para conter a inflação no Brasil. 

“Essas medidas são eficazes para conter a inflação de demanda, quando há muito consumo e dinheiro. Nossa inflação hoje é estrutural. Compreendendo isso, os governos federais e estaduais podem gerar políticas que fomentem o setor empresarial no Paraná, que alivie as análises de crédito e desburocratize a abertura de empresas, para que se abram, por exemplo, novas vagas de emprego. 

Copa e eleições 

Dois eventos também devem impactar a economia do Brasil e do Paraná no próximo ano: a Copa do Mundo no Catar e as eleições de 2022 para presidência, governo estaduais, senador e deputados estadual e federal. 

Os eventos podem representar oportunidades para alguns setores, como o de comércio e bebidas, no caso da Copa do Mundo, mas resultar em apreensão em outros. O ano eleitoral, por sua vez, “traz um desafio a mais para o cenário, por conta da complexidade, incertezas e adiamento de decisões”, salienta. 

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