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Economia e Setores

Startups dão dicas de tendências para 2022 nos negócios

Gestores do Biopark, SWA e Viasoft encerram 2021 com um papo exclusivo para o De Olho No Mercado com os principais conselho para o ano que vem

Vivemos um cenário mundial de mudanças e transformações acontecendo em alta velocidade, algo que impacta diretamente em tudo que envolve o mundo dos negócios, especialmente mercado e hábitos de consumo. Neste sentido, as tendências em 2022 não poderiam ser diferentes: estratégias dinâmicas que garantam às empresas o controle sobre seu negócio, seja ele inovador ou tradicional.

Pensando nisso, o Blog De Olho No Mercado falou com três marcas relevantes no Paraná – Biopark, SWA e Viasoft – para compreender um pouco do que significou este ano para cada uma delas e, também, as dicas estratégicas para 2022.

 

Viasoft enumera “quatro mandamentos” para 2022

 

Para Itamir Viola, CEO da Viasoft, o ano foi de um crescimento pujante e extremamente relevante para o futuro da marca, especializada em soluções em software de gestão empresarial e com sede em Pato Branco.

 

“Continuamos a crescer fortemente neste ano. No setor de agronegócios, onde somos líderes em vários subsegmentos, continuamos a ampliar market share. O mais impactante foi que nesse ano de 2021 conseguimos um feito que pouquíssimas empresas no Brasil têm: um acompanhamento de indicadores individuais para cada profissional na Viasoft”. – Itamir Viola, CEO da Viasoft.

Esse trabalho gerou conhecimentos bem interessantes sobre o dia a dia da empresa, como por exemplo estimular o trabalho de funcionários juniores no presencial, a fim de absorver a cultura da empresa.

Abaixo, Viola listou “quatro mandamentos” para as startups em 2022. Confira:

1) Análise minuciosa

É absolutamente necessário analisar os diversos cenários. Com a pandemia, muitos modelos de negócio ficaram para trás, em detrimento de outros que se destacaram e ganharam muito mais força, como as lojas autônomas, por exemplo. É preciso estabelecer uma comunicação com o cliente de forma a compreender suas necessidades atuais. Mesmo que a sua empresa já tenha algo estabelecido nesse sentido, é preciso refazer o caminho.

2) Buscar a omnicanalidade

Este não é um conceito necessariamente novo no mundo dos negócios, mas é uma estratégia que deve sempre estar no radar porque ela é essencial para o desenvolvimento tecnológico. Mesmo antes da pandemia, essa já era uma tendência que o mundo apresentava. Melhorar a experiência do usuário e conduzir melhores relacionamentos com seu público nos diferentes pontos de contato é uma necessidade.

3) Parcerias

Às vezes, projetos maiores podem ganhar muito mais alcance e diversidade se você estabelecer boas parcerias, num método ganha-ganha.  Busque parcerias para desenvolver novas ideias e expandir as possibilidades. Além da aprendizagem de novas linhas de negócio, você pode direcionar seu crescimento através de uma hibridização de áreas, se for o caso. Ou, apenas consultar um orientador ou expert com bastante experiência.

Na Viasoft, por exemplo, a marca estabeleceu grandes parcerias com o Governo do Estado através da Superintendência Geral de Inovação, que sempre apoia os projetos de inovação e, entre outras, com a própria RPC, através da coprodução do reality Rocket, que iniciou em 2019.

4) Inovação de olho no futuro

É de extrema importância explorar diferentes formatos em áreas que já temos experiência e ter um time para pensar em como se diferenciar no mercado. Opte por preencher os espaços faltantes. Busque conhecimento e esteja sempre de olho nas tendências, seja comparecendo à feiras, lendo artigos, livros, vendo palestras, ou qualquer outra fonte de conhecimento que te ajude a prever as próximas tendências. O time da Viasoft aplica isso, por exemplo, na coluna de Itamar Viola na Gazeta do Povo, CEO em Apuros.

 

Biopark recomenda proximidade e compreensão do cliente

 

Foi um ano de grande aprendizado e reinvenção para o Biopark. Em agosto, o De Olho No Mercado detalhou a empreitada do local, que busca ser um HUB de inovação para 300 empresas instaladas em Toledo, com um investimento de R$ 300 milhões.

Em 2021, foi possível manter alta velocidade de desenvolvimento do território graças à gestão baseada em uma longa trajetória empreendedora dos seus fundadores, Carmen e Luiz Donaduzzi. “Encerramos 2021 com mais de 90 empresas em nosso território, mais de 500 alunos sendo impactados pelo Ecossistema e cerca de 500 empregos gerados entre nossa estrutura e de todos os negócios instalados aqui”, conta Paulo Victor Almeida, diretor de negócios do Biopark.

Diante disso, o principal conselho para as startups do Biopark, diz o executivo, é que estejam próximas do cliente, entendendo suas necessidades. Afinal, todo negócio precisa entender como se aproximar de seu público alvo.

 

“Outro ponto muito importante é a disposição para adaptação. Vimos o volume considerável de startups ganhando escala, sendo adquiridas e tornando-se unicórnios. Para isso, é necessário ter alta capacidade de entender rapidamente as novas oportunidades, acompanhando o mercado de atuação” – Paulo Victor Almeida, diretor de negócios do Biopark.

 

SWA revisa constantemente três aspectos essenciais do negócio

 

Com a pandemia da Covid-19, o mercado de educação privada no Brasil sofreu muito no início de 2021. Alunos trancaram sua faculdade por motivos financeiros e alguns clientes da SWA, empresa especializada em softwares acadêmicos para escolas e faculdades, finalizaram 2020 com mais de 30% do seu faturamento em aberto por falta de pagamento. Na rematrícula, muitos se assustaram ao ver a queda no número de inscritos. Um cenário desafiador, para dizer o mínimo.

Conforme conta Leandro Scalabrin, CEO do Grupo SWA, o preparo durante esse período duro tem ajudado na gradual retomada, que deve se consolidar em 2022. O Grupo SWA, com a aquisição da Matheus Soluções, cresceu 64% em 2021. Em 2022, a meta segue ambiciosa: crescer 32% e, durante o período, oferecer mais de R$ 350 mil em bolsas de estudos pelo Educa SWA, projeto social em parceria com clientes.

“A SWA foi e é uma empresa que olha o presente, mas também está sempre de olho no futuro, nas mudanças de mercado e com isso mesmo na adversidade conseguimos resultados fantásticos. Desde o início, investimos pesado em pessoas, tecnologia e inovação. Um exemplo é nossa Escola de Liderança, que prepara lideres há mais de dois anos: não existe crescimento sem uma equipe preparada e bons gestores” – Leandro Scalabrin, CEO do Grupo SWA

 

O time do Grupo SWA, em constante aprimoramento dos seus processos, mantém os olhos voltados a três aspectos fundamentais do seu negócio e que orienta que todas as startups também sigam. Confira quais são eles:

1) Modelos de Negócio

O objetivo é analisar constantemente como o mercado está comprando seus produtos e serviços. Essa dinâmica é viva e muda a toda hora. Essas mudanças são estimuladas pelo movimento da economia; da necessidade das pessoas e empresas; pela entrada de novos concorrentes; e novos produtos similares, entre outros fatores.

O exercício feito na SWA é trimestralmente – ou semestralmente – se perguntar questões como “e se ao invés de vender desta forma, vendêssemos assim?”. Essas perguntas têm como objetivo fazer repensar formas de como o cliente gostaria de comprar. Sempre existe uma melhor forma de vender: não necessariamente está ligada a preço, mas às vezes a formas de pagamento e entrega.

2) Experiência do Cliente

A SWA recomenda trabalhar pelo sentimento de “uau!” nas entregas ao cliente. Resumidamente, é como se a pessoa pedisse um prato de macarrão em um restaurante qualquer, sem expectativa, e quando chegar o prato se surpreendesse de forma positiva a ponto de querer tirar uma foto ou registrar aquele momento, muito acima de suas expectativas. Isso é sempre um desafio em alguns segmentos, mas as empresas que conseguem gerar isso terão sem dúvida um crescimento exponencial.

3) Percepção de valor

Prosseguindo com o raciocínio anterior, é trabalhar para que a sensação do mesmo indivíduo, na hora que você for pagar por aquele macarrão, o valor cobrado seja maior do que a média dos concorrentes e, mesmo assim, ele pague sem reclamar. A pergunta, nesses casos, é: “quanto vale um macarrão e quanto vale um ‘uau!’? Devemos procurar isso todos os dias para levar aos nossos clientes, tanto nos produtos quanto no atendimento.

 

O que você achou das dicas? Conte para nós nos comentários ou, se você tiver sugestões, entre em contato com a Negócios RPC!

 

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