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Educação: saiba as principais tendências para os próximos anos

Passada a fase mais aguda da pandemia, o que fica de aprendizado e quais as tendências para a educação básica brasileira

Mais de 83% dos brasileiros acreditam que a educação é passaporte para o sucesso profissional e a estabilidade. Além disso, para quase 70% dos entrevistados, a educação é prioridade nos investimentos da família. É o que revelou uma pesquisa realizada pelo Gente. globo.

“Hoje, o brasileiro valoriza a educação e entende que a pessoa ter uma formação será muito importante para o futuro”, avalia o professor Ricardo Vieira da Silva, diretor educacional do Colégio Objetivo de Maringá, no Norte do estado.

Mais de 83% dos brasileiros acreditam que a educação é passaporte para o sucesso profissional. Foto: Colégio Objetivo de Maringá

Online não substitui o presencial

O setor da educação,  assim como tantos outros, passou por diversas transformações causadas pela necessidade de isolamento social. A principal delas, sem dúvidas, foi a necessidade de adaptação ao ensino remoto.

Mas, passada a fase mais aguda da pandemia, o que esperar do futuro da educação no Brasil? Para Andréia Godoy, coordenadora pedagógica do Colégio Católica de Curitiba, o período trouxe uma constatação: “a escola remota funciona, mas não é a ideal”, destaca. Isso se deve, segundo a professora, pela necessidade de contato social, em especial quando falamos de crianças e adolescentes. Os seres humanos precisam interagir, compartilhar, tocar e observar uns aos outros.”

O aluno da educação básica tem a necessidade de estar dentro da escola. Foto: Colégio Objetivo de Maringá

“Nós continuamos em um cenário de pandemia, mas entendendo que é fundamental a manutenção do ensino presencial. Nossa experiência nos mostrou que o ensino online não substitui o ensino presencial na educação básica. O aluno da educação básica tem a necessidade de estar dentro da escola”, reforça Silva.

Escola do passado

De acordo com o professor Ricardo Vieira da Silva, a escola dos anos 1990 queria formar um aluno preparado para o vestibular, que tivesse condições de entrar em uma boa universidade. “Já a escola de hoje entende que o aluno tem, sim, que sair com a competência cognitiva bem desenvolvida. Mas também que precisa preparar esse aluno para outros desafios da vida”, afirma.

Por muito tempo, as escolas replicaram o chamado mindset industrial, com matrizes lineares, burocráticas, repetitivas e padronizadas. “O aluno hoje não é aquela criança que vai sentar e assistir a aula quieto. Isso ficou no passado, assim como a figura do professor como único detentor do conhecimento”, salienta Andréia Godoy.

As transformações atuais exigem uma escola preparada. Foto: Colégio Objetivo de Maringá

Escola do futuro

As transformações do nosso tempo exigem uma nova escola, mais atenta ao que acontece ao redor dela. As formas tradicionais de ensino dão lugar a novos métodos de ensinar e de aprender. “O jovem de hoje tem uma capacidade de fixar e se concentrar muito menor. Por isso, as a metodologias ativas, que incentivam que os alunos aprendam de forma autônoma e participativa, são importantes”, explica o diretor educacional.

Com as metodologias ativas, as crianças e os adolescentes são os protagonistas da própria aprendizagem. “Hoje em dia, o papel do professor é ser um facilitador do processo”, pontua Silva.

Neste sentido, uma das principais mudanças na educação brasileira é a implantação do novo Ensino Médio. Dessa forma, os adolescentes que ingressarem no ensino médio em 2022 terão, entre outros conteúdos, uma disciplina obrigatória chamada “Projeto de Vida”.

“O foco não é mais transmitir conteúdos, mas desenvolver competências”, Ricardo Vieira da Silva, diretor educacional do Colégio Objetivo de Maringá.

“É algo que a escola não se preocupava antes, a formação do aluno para a vida. O foco não é mais transmitir conteúdos, mas desenvolver competências. A pessoa que é competente, vai ser competente em qualquer função. Ela sabe falar, sabe mostrar seu trabalho, sabe trabalhar em grupo”, afirma o professor.

O que os pais esperam da escola

De acordo com a pesquisa”Tracking Sintonia com a Sociedade”, realizada em 2021, além das disciplinas já estabelecidas, educação financeira é o conteúdo que os pais consideram mais importante que seja trabalho nas escolas. Eles também acham essencial que os filhos dominem um segundo idioma.

No Colégio Católica de Curitiba, para além da sala de aula, as crianças e adolescentes aprendem no bosque, na minicidade e na sala maker, um local para que eles possam desenvolver os próprios projetos.

Inaugurado este ano, o Colégio Católica de Curitiba tem minicidade. Foto: Colégio Católica de Curitiba

Atento às exigências do momento, o Colégio Objetivo conta com aulas de inteligência emocional, programação de computadores, educação financeira, além de carga horária ampliada de inglês.

No Norte do Paraná, o Colégio Objetivo de Maringá tem mais de 1.200 alunos.

“Durante os 15 anos de formação do aluno, a escola precisa estar em constante atualização. Em 2022, por exemplo, vamos começar a trabalhar uma disciplina de oratória, uma habilidade que, independente da profissão que ele tiver, será de grande valia”, justifica Ricardo Vieira da Silva, diretor educacional do Colégio Objetivo de Maringá.

Tecnologia e inteligência emocional

Um estudo divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (FEM) revelou que 65% das crianças que estão começando a escola hoje, depois que se formarem terão um emprego que ainda não existe. Isso mostra que um futuro cada vez mais automatizado nos aguarda.

É preciso formar alunos preparados a lidar com as tecnologias. É por isso que, cada vez mais, as escolas inserem em suas grades conteúdos relacionados à programação, games, robótica, raciocínio lógico, entre outros. No entanto, em um mundo cada vez mais tecnológico, as habilidades humanas se tornarão ainda mais importantes.

Andréia Godoy, coordenadora pedagógica do Colégio Católica de Curitiba.

Considerada a competência do século, a inteligência emocional também precisa ser trabalhada no ambiente escolar. “A escola deve trabalhar na formação de uma pessoa criativa, empática, resiliente, que sabe se expressar e trabalhar com os outros”, explana Andréia Godoy. A escola tem que ser muito mais que um lugar aprender ler, escrever e fazer operações”, finaliza.

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