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Economia e Setores

Amor pelos bichinhos: crescimento do mercado pet alavanca novos negócios

No dia 17 de fevereiro é comemorado o Dia do Gato. Mercado de pets segue em expansão e deve movimentar, em 2020, mais de R$ 20 milhões.

O médico veterinário Luiz Carlos Dembogurski tem trinta e cinco anos de experiência no mercado pet. Segundo ele, viu a área crescer e despontar em uma velocidade sem igual. A perspectiva do profissional é reforçada pelos números oficiais.

No Brasil, são mais de 132 milhões de animais de estimação, os dados são do IBGE. O mercado, gigante, deve movimentar em 2020 mais de R$ 20 milhões, de acordo com estudo desenvolvido por Grupo GS& Gouvêa de Souza, especialista em varejo e consumo brasileiro.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação, a Abinpet, os itens de alimentação representam 70% deste mercado. Cachorros representam maior parte dos animais – mais de 54 milhões de cães (Instituto Pet Brasil), seguidos pelos gatos. Os felinos têm conquistado os lares dos brasileiros e, inclusive, ganharam um dia só seu, comemorado em 17 de fevereiro.

No Brasil, são mais de 132 milhões de animais de estimação. Os dados são do IBGE. Foto: Pexels.

O amor move o mercado

“O tanto de amor que os donos de pets têm por seus bichinhos é proporcional ao quanto eles investem na saúde e na vida deles, explica Dembogurski. A clínica dele, a ProntoDog, em Foz do Iguaçu, durante os anos 2.000 viu crescer os números no segmento em até 18% ao ano e nem a crise econômica parou o setor. No ano passado, a curva positiva foi de 10%.

A confiança é tanta que o médico veterinário está expandindo o leque de serviços, apostando em um novo modelo de negócio. Além do atendimento clínico e serviços de petshop, em seis meses, pretende inaugurar um resort para cães e gatos. O empreedimento no oeste do estado vai ter até piscina para os bichinhos.

Luiz Carlos Dembogurski é médico veterinário e proprietário da clínica ProntoDog, em Foz do Iguaçu. Foto: divulgação.

“Quem tem um animal de estimação tem mais um membro na família. Eles são os ‘filhos’, os ‘irmãozinhos’, e demandam atenção permanente dos donos. Um animal exposto a mais atividades lúdicas e de interação tem uma sobrevida maior e também é mais inteligente, porque é constantemente instigado”, ressalta Dembogurski. Isso ajuda a explicar o sucesso das creches, natação e até escolas para os pets.

Varejo

A empresária Marlene Frizon Romão, proprietária da AgroShopping, em Foz do Iguaçu, também aposta grande no setor. Há mais de três décadas no ramo de vendas agrícolas e produtos veterinários, inseriu, nos últimos anos, dentro do seu espaço, também um petshop.

“Hoje é o carro-chefe da casa. Há ainda uma procura grande de itens de brinquedos, entretenimento, banho, tosa, creche para cães e gatos, entre outros serviços”, disse Marlene.

A AgroShopping existe há mais de 30 anos em Foz do Iguaçu. É especialista em artigos agropecuários e pet. Foto: divulgação.

Tendências

A rede de hotéis Grupo Bella Itália agora é petfriendly – o que significa dizer que aceita os animaizinhos nos seus apartamentos.

“Era uma demanda latente. Ao tratar os animais como um membro da família, não há como deixá-los  de fora em um momento de lazer”, explica Marcelo Valente, diretor comercial do Grupo Bella Itália.

O tradicional grupo hoteleiro, que há trinta anos atua em Foz, há dois anos oferece o serviço. A rede aceita cães de pequeno porte – até 8 quilos. “Existem algumas regras de convivência, mas o feedback é sempre muito positivo, seja de quem vêm com pet ou quem não usa o serviço, mas entende como um plus”, disse Valente.

O Hotel Bella Itália é pet friendly há dois anos. O hotel recebe gatos e cachorros de até oito quilos. As vagas para o serviço são limitadas e é indicado consultar a disponibilidade. Foto: divulgação.

No que apostar

Além do serviços de bem-estar aos bichinhos, o veterinário Luiz Carlos Dembogurski vê ainda mais possibilidades para o mercado.

“É imparável. Se fosse apostar em tendências, diria que vai crescer muito a questão de seguros de vida para os pets – ainda mais do que se têm hoje em dia -; e também a alimentação fresca – marmitas congeladas e pensadas para cada pet, com o melhor que o mercado oferece”, finaliza o profissional.

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