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Economia e Setores

Beleza & cia: setor de cosméticos prepara estratégias para 2016

Em um ano complicado para muitos setores, o segmento de cosméticos e higiene pessoal repensa estratégias para alavancar as vendas. Para o consumidor, é hora de apostar em produtos mais baratos e alguns cuidados feitos em casa. Por isso, trazemos um vídeo com dicas de maquiagem. Confira!

Falamos aqui no De Olho No Mercado sobre como o setor de farmácias tem crescido, mesmo em um ano tão complicado. As lições do setor servem para todos os tipos de negócios! O mercado de higiene e beleza também tem precisado se reinventar neste momento. Fique com a gente e vamos entender um pouquinho este cenário.

RPC Cosmeticos momento de reagir

Início do ano foi positivo. Fim do ano exige foco e otimismo

O mercado de cosméticos e higiene pessoal, que tinha faturamento anual de R$ 40 bilhões, foi um dos setores que souberam se posicionar para sofrer minimamente com a crise econômica e puderam identificar, logo no início do ano, crescimento nas vendas. De acordo com relatório da Associação da Indústria de Produtos de Higiene, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), na contramão da economia e da tendência de crescimento da indústria em geral, o setor registrava crescimento deflacionado anual de 10%. Até que, em maio, uma mudança no modelo de tributação dos produtos cosméticos gerou desequilíbrio . Com o intuito de aumentar a arrecadação sobre o faturamento do setor, que corresponde a 1,8% do PIB nacional e coloca o Brasil como terceiro maior consumidor mundial de produtos de beleza, o decreto 8.393 alterou, a partir de maio deste ano, o modelo de tributação dos atacadistas de cosméticos. Com isso, houve o aumento nos impostos sobre produtos de maquiagem, alisadores de cabelo e cremes de barbear, que correspondem a uma grande parcela dos produtos preferidos dos consumidores.

Jorge Carvalho de Oliveira Júnior
Jorge Carvalho de Oliveira Júnior

De acordo com o Vice-Presidente da Associação Comercial do Paraná, Jorge Carvalho de Oliveira Júnior, o setor passou por uma retração; mas isso deve-se também ao aumento geral nos preços de produtos e serviços, como luz e gasolina, o que reduziu o poder de compra do consumidor: “Hoje o consumidor pensa duas vezes antes de comprar um produto cosmético”, afirma.

No entanto, Oliveira – que também é sócio da Florence Cosméticos –  aponta para uma possível recuperação. Para ele, a mudança no comportamento da população pode representar oportunidades para quem precisa se ajustar aos novos hábitos do consumidor. “A crise faz com que as pessoas desenvolvam a própria criatividade. Boas ideias sempre podem mudar um cenário”, explica.

Empresas buscam adaptação

RPC Institucional Beauty Color

Para Fabrício Bonin, diretor geral da Bonyplus – empresa paranaense fundada em 1983 e proprietária da marca BeautyColor – é importante que os fabricantes adotem estratégias que aproximem a marca da realidade do consumidor. Ele destaca que em um momento de economia retraída as mulheres buscam soluções de beleza mais práticas e baratas e realizam os procedimentos em casa, abrindo mão de serviços como salões de beleza e clínicas de estética. “A grande oportunidade que encontramos foi trabalhar o posicionamento da marca como a melhor solução de beleza para ser feita em casa”, aponta Bonin, demonstrando a busca da empresa por se adaptar ao novo cenário econômico brasileiro.

Apesar do momento de instabilidade, o mercado de cosméticos ainda é uma boa aposta para quem busca crescimento. Oliveira Júnior destaca que a expectativa do setor é otimista: “Acredito que o próximo ano deve trazer um período de negociação, de diminuição da inadimplência e, com isso, crescimento econômico”, conclui.

Enquanto o mercado de cosméticos se prepara para novos desafios, prepare-se para o fim de semana! Confira no vídeo a seguir algumas dicas de beleza e de como garantir o bom uso dos produtos com Pâmela Aragão, que é designer por profissão e maquiadora por hobby.

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