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Conheça o café curitibano com 220% a mais de cafeína

Conheça o Get up Coffee, criado pelo barista Guilherme Minozzo.

Antes de tudo, café! Você é assim? Então faz parte das estatísticas: o brasileiro é um apaixonado nato pela bebida. Uma pesquisa da Euromonitor Internacional de 2018 mostrou que o consumo per capita médio por aqui foi de 818 xícaras. Essa quantidade é seis vezes maior que o resto do mundo. E tema mais. Uma pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) mostrou que 97% dos brasileiros consomem café e o crescimento do consumo foi registrado em todas as classes sociais. Em Curitiba, o segmento de café segue em franca expansão, ao lado de hamburguerias e cervejas artesanais.

O barista Guilherme Minozzo também é do time dos apaixonados pela bebida. Tanto que, em 2017, ele criou o Get Up Coffee. Com 220% a mais de cafeína com relação aos pacotes tradicionais vendidos em supermercados, o café fornece uma dose extra de energia. O produto veio após uma oportunidade no nicho de bebidas quentes.

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“Na época eu era proprietário do Café do Monge e estava treinando para uma prova, pois sou triatleta. Com a rotina e treinos de até 18h por dia, eu sentia uma necessidade maior de café. Procurei e só achei os extrafortes, que são mais amargos, mas não possuem mais cafeína. Então, percebi que existia essa demanda”, conta Guilherme.

A concentração do Get Up é de 220mg de cafeína para cada 100 ml da bebida. A maioria das marcas trabalha em torno de 35 mg. Em comparação com outras bebidas, o Get Up tem quatro vezes mais cafeína que os energéticos e quase cinco vezes mais que os chás industrializados.  A taxa está muito acima dos chamados cafés extra-fortes e é 10% superior à marca norte-americana Death Wish Coffee (no método coado), que se intitula “o café mais forte do mundo”.

O resultado veio depois de muito estudos e testes, conduzidos por Guilherme e por um engenheiro químico, que fez a medição de cafeína. O processo envolveu pesquisas nas fazendas produtoras, otimização de torra e moagem, até chegar na combinação de dois grãos. Um é produzido no Espírito Santo, e outro de origem arábica, cultivado no Norte Pioneiro do Paraná. Inicialmente, foi comercializada apenas a versão torrada e moída. Mas hoje já se encontra o café em grãos, além de cápsulas. O pacote com 250g torrado e moído, para o método coado, custa R$ 17.

Apesar do alto grau de cafeína, o produto não apresenta um sabor forte, amargo, pelo contrário. “O GetUp não é forte no sentido clássico de “amargo”. Seu sabor é tão suave que recomendamos, inclusive, tomar sem açúcar. A Getup combinou dois tipos de grãos e extraiu o melhor de cada um. O resultado é um café mais potente,  sem abrir mão do aroma e sabor de um produto refinado”, afirma Guilherme. Hoje, o Get Up já é vendido em mais de 90 pontos de vendas, como padarias, academias, e lojas de produtos naturais e supermercados como o Festval e Casa Fiesta. Além disso, é encontrado também em Santa Catarina, Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro.

Capital do café especial

Para Guilherme, apesar de Curitiba não ser uma cidade de produção cafeeira, ela pode ser, sim, considerada a “capital dos cafés especiais”. Isso graças ao perfil de público e dos profissionais que aqui se encontram. “A inteligência do café está aqui. Temos grandes baristas, com destaque internacional, muitas cafeterias especiais, e um consumidor exigente e de gosto refinado”, explica.

Os números provam isso: em 2019, o Get Up registrou um crescimento de 150% no ano. Foram mais de 10 toneladas vendidas só de café moído, sem considerar as outras linhas da marca, como a versão em cápsula, compatível com a Nespresso, o café em grãos e as pastas de amendoim.

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Como funciona a cafeína no corpo

Após ingerida, a cafeína é rapidamente absorvida pelo intestino e transportada à corrente sanguínea. Dentro de 15 a 20 minutos já é possível sentir seus efeitos. O principal deles é neurológico: a cafeína bloqueia os efeitos da adenosina, um neurotransmissor que relaxa o cérebro e nos faz sentir cansaço.

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A cafeína aumenta também os efeitos da adrenalina no sangue e da dopamina no cérebro. Por todo esse efeito complexo no cérebro, a cafeína é frequentemente referida como uma droga psicoativa. Após ingerida, ela permanecerá por cerca de 5 horas na corrente sanguínea. O tempo varia de acordo com a pessoa, mas será significativamente menor em fumantes e maior em mulheres grávidas.

Leia mais sobre hábitos do café da manhã dos paranaenses aqui.

 

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