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Cataratas do Iguaçu: uma maravilha de destino

Conheça os bastidores da campanha pela eleição das Cataratas como uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza.

Criado em 1939, o Parque Nacional do Iguaçu protege uma rica biodiversidade e abriga o maior remanescente de Floresta Atlântica do sul do país. Em 1986, foi instituído como Sítio do Patrimônio Mundial Natural pela UNESCO. São mais de 600 mil hectares de áreas protegidas e outros 400 mil em florestas ainda primitivas.

De acordo com o Ministério do Turismo, Foz do Iguaçu é o terceiro destino mais visitado por turistas estrangeiros a lazer no Brasil. Este ano, as Cataratas entraram no Guia de Viagem da Forbes (uma das mais importantes do mercado norte-americano). Estão entre os 18 melhores destinos para serem visitados. Entre janeiro e julho deste ano,  um milhão de visitantes passaram por lá.

Não é para menos. Em 2011, as Cataratas do Iguaçu conquistaram o título de uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza. Tamanho sucesso tem influências positivas para toda a cidade e entorno. Comércio, gastronomia, variedade cultural e serviços são movimentados para atender o alto número de visitantes.

Conversamos com Gilmar Piolla, secretário de turismo, indústria, comércio e projetos estratégicos de Foz do Iguaçu.

 

Como foi a experiência de coordenar a campanha que fez das Cataratas do Iguaçu uma das Sete Novas Maravilhas da Natureza?

Foi desafiador – e também uma das experiências mais marcantes da minha vida pessoal e profissional. Acreditávamos muito no potencial das Cataratas do Iguaçu. Porém, não sabíamos até onde poderíamos ir. As regras da N7W eram muito rígidas e exigiam muito da organização. O que realmente nos dava segurança era a retaguarda que tínhamos. Eu, como coordenador do comitê local de apoio do lado brasileiro, com apoio da diretoria da Itaipu Binacional, e o Marcelo Almada, que coordenava o comitê local argentino, com apoio do governo da Província de Misiones. As Cataratas do Iguaçu são uma maravilha da natureza compartilhada por dois países irmãos. A campanha foi uma das melhores experiências de ação integrada de divulgação e promoção para o desenvolvimento do nosso turismo.

Deixamos as divergências com os hermanos de lado para lutar por essa conquista. É uma marca que nos pertence para sempre. Fico emocionado cada vez que vejo uma reportagem sobre as Cataratas do Iguaçu fazendo referência a esse título que conquistamos.

Conte um breve histórico de como a campanha aconteceu. Seus caminhos, inspirações e ações.

Foi uma campanha extremamente desgastante, com quatro anos de competição. Começou em 2007 e terminou em 11 de novembro de 2011. Eram cerca de 450 candidaturas do mundo todo participando da disputa, no início. Montamos os comitês de apoio brasileiro e argentino e fomos vencendo cada uma das fases. Cada comitê era responsável pela campanha em seu país.

Boa parte da campanha foi baseada na geração de mídias espontâneas. Somente na reta final, na última etapa, pudemos contar com uma campanha de mídia paga, impulsionada.

Como aconteceu o envolvimento da população?

Conforme íamos avançando na competição, o envolvimento da população aumentava. Fazíamos blitz nos eventos, já que Foz do Iguaçu é o terceiro principal destino de eventos do Brasil, para pedir votos. Implantamos pontos de votação em cada um dos atrativos turísticos.

Envolvemos os hotéis, as empresas, as escolas, as universidades, e até mesmo as igrejas. Os veículos de comunicação abraçaram a campanha a ponto de até mesmo  o William Bonner pedir votos em rede nacional. Fizemos eventos da campanha em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Que setores foram envolvidos na campanha?

A eleição das Cataratas do Iguaçu virou bandeira de todos os iguaçuenses, paranaenses, brasileiros e argentinos. O turismo se envolveu, mas sem o apoio dos veículos de comunicação, não teríamos alcançado o êxito que tivemos.  A conquista melhorou a autoestima dos iguaçuenses. E, claro,  contribuiu para projetar a imagem das Cataratas do Iguaçu no mundo todo.

Quando fizemos inscrição para a competição, assumimos o compromisso de, uma vez eleita, preservar as Cataratas do Iguaçu como um patrimônio da natureza. É o que buscamos fazer hoje em dia com o #CataratasDay.

Todo dia 11 de novembro, comemoramos o aniversário da eleição das Cataratas do Iguaçu como uma das 7 maravilhas da natureza convidando pessoas que já visitaram a compartilharem fotos e vídeos nas redes sociais, com amigos e familiares. Para os moradores de Foz do Iguaçu e região, o #CataratasDay é o dia de “selfie nas Cataratas”.

Como você vê a transformação de Foz- Tríplice Fronteira em um destino turístico de maior valor agregado (compras, turismo ecológico, gastronomia, etc)?

A mudança da imagem foi fundamental para que pudéssemos dar esse salto de qualidade no turismo. Deixamos de ser um destino de sacoleiros para virar um destino de qualidade para o turismo de natureza, lazer, eventos, ecoaventura e compras. Agora, estamos agregando mais um valor: o turismo termal, a partir das águas minero-medicinais do Aquífero Guarani. A construção do Blue Park, do Mabu, será um marco para o setor. O turismo de natureza é o nosso core business. Em seguida vem o turismo de lazer e o turismo de eventos.

O turismo de luxo começa a ganhar espaço. Hotel das Cataratas foi o primeiro hotel brasileiro a ganhar 5 estrelas no Guia de Viagens da Forbes. Agora, teremos um condomínio de casas de golf no Wish. Os empreendimentos fracionados, de multipropriedade, são a promessa do momento.

Acredito que temos muito a crescer ainda no segmento do turismo de segunda residência. Vários condomínios estão surgindo com essa finalidade. Com a possibilidade das lojas francas em cidades gêmeas de fronteira, temos condições de nos consolidar como um dos principais destinos de compras da América Latina. Uma pessoa terá direito a comprar até 300 dólares em produtos nacionais ou importados livres de impostos em Foz do Iguaçu e mais 300 dólares na Argentina ou Paraguai.

Como funciona a criação do Fundo de gestão integrada de Turismo de Foz e região?

O Fundo de Desenvolvimento e Promoção Turística do Iguaçu – Fundo Iguaçu foi criado em 2009 e é abastecido com contribuições voluntários sobre o ingresso dos turistas nos principais atrativos turísticos da cidade. É constituído por uma diretoria executiva e um comitê gestor, com a participação das entidades mais representativas do turismo local.

Isso faz com o que o Fundo Iguaçu seja uma referência nacional. Dentre as diversas ações bancadas pelo Fundo Iguaçu estão o controle e monitoramento da velocidade dos veículos no Parque Nacional do Iguaçu, iniciativa que reduziu para praticamente a zero os atropelamentos de animais no parque. O Fundo Iguaçu destina também recursos para elaboração de projetos voltados à melhoria das condições de infraestrutura.

Foi a partir de um projeto seu que foi realizada a concessão do Marco das Três Fronteiras. O projeto de revitalização da Ponte Internacional da Amizade, entre Brasil e Paraguai, também foi bancado pelo Fundo. Assim como o projeto do viaduto da Avenida Costa e Silva com a BR-277 e o projeto de melhoria do terminal e do novo sistema de pistas do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu.

Gilmar Piolla é o palestrante do Estrelas ADVB Paraná neste dia 26 de outubro com o tema “A Construção da Nova Imagem do Destino Iguaçu”, em Francisco Beltrão.

O evento será às 8h na Rua Ernesto Sanderson, 101 – Bairro Industrial – Loteamento Alto da Júlio – Francisco Beltrão/PR.

Caroline Carvalho Bueno, vice-presidente regional da ADVB, conta como foi feita a escolha do participante. “A Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil seção Paraná tem como objetivo o desenvolvimento dos profissionais e mercados de vendas e marketing. Elegemos o tema da transformação da marca do Destino Iguaçu para o Estrela ABDV em Francisco Beltrão em função da comunicação ter sido um dos pilares. É um case de estratégia e comunicação”, completa.

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