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Comportamento

Compra de imóveis em tempo de economia compartilhada

Pesquisa realizada em Curitiba, no primeiro trimestre de 2019, aponta dados de comportamento dos jovens para compra de imóveis.

Como anda o comportamento de compra de imóveis em tempo de economia compartilhada? De acordo com a Datastore, especialista em pesquisa e inteligência de mercado, a demanda por metragem no mercado imobiliário encurtou 15% em todo o país. As moradias grandes e condomínios com muitos itens na área de lazer passam a dar lugar a  metragens privativas reduzidas. Nelas estão áreas de lazer mais compactas e bem equipadas, além de muitos serviços e tecnologia.

Para o presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Leonardo Pissetti, a compra do primeiro imóvel é, prioritariamente, após os 35 anos. “Imóvel não é um bem barato. Os jovens, abaixo dos 25 anos, estão no início da carreira e possuem capacidade de compra limitada. Ainda não sabem se precisarão se mudar por conta do trabalho e não querem se prender a um financiamento. Eles preferem aguardar um momento mais maduro”, conta Pissetti. Após os 35 anos, o comportamento muda e o interesse pelo imóvel próprio aumenta. Dos visitantes da Feira de Imóveis do Paraná 2018, a maioria eram de pessoas casadas ou em união estável (60%). A idade média era de 38 anos, com renda familiar entre R$ 4.001,00 e R$ 7.000,00 (48%). Destes, 31% estavam morando de aluguel ou na casa dos pais ou familiares.

A CEO da  MGA Assessoria Imobiliária, Maria Goreti Oliveira de Azevedo aponta outros dados sobre este público. “Eles querem alta qualidade e baixo custo. Mas, como a renda não se encaixa no imóvel  de alto padrão que desejam, indicamos que comecem com um imóvel compatível com renda e poupança atual. Depois eles vão mudando até conseguir o bem ideal”, conta Goreti. Ela reforça que isso normalmente é possível após os 40 anos.

 

Comportamento de consumo

Boa parte desse consumo vem dos millennials — pessoas que têm, hoje, entre 18 e 35 anos. Esse grupo, cuja maioria trabalha ou estuda, é engajada em causas sociais e ambientais. E segundo levantamento da startup de pesquisas MindMiners, deve atingir seu auge em 2020. Para eles, ainda é importante possuir um imóvel (95%). Mas, o que era bem de consumo, hoje se tornou serviço.

A localização segue como prioridade na hora de escolher um imóvel: 85% apontaram como item mais importantes para a decisão de compra. Mas Leonardo Pissetti conta que o compartilhamento veio pra ficar também no setor imobiliário. “O luxo hoje é o tempo. Ou seja, não há mais a necessidade de ostentar grandes imóveis. O que vale é tudo o que aumenta o tempo e a conveniência”, avalia o presidente. Ele cita as áreas comuns de lazer e gourmet, lavanderia, coworking como tendência nas construções imobiliárias. “Também há crescimento do sistema on demand, onde o morador paga apenas por aquilo que usar”, completa.

Para Maria Goreti, o mercado imobiliário, neste momento, não está pronto. Com 30 anos de experiência no mercado de Foz do Iguaçu, ela ponta que há projetos em estudos para lançamentos no inicio de 2020.

Novas configurações familiares

Uma pesquisa realizada em Curitiba, no primeiro trimestre de 2019, com 387 famílias com renda acima de R$ 8 mil, apontou que o tamanho da família está majoritariamente em 3,3 pessoas. Os casais estão optando, cada vez mais, por terem apenas um filho ou abrindo mão deste papel para investir em viagens, experiências gourmet, e convívio com um pet.

Em média, os entrevistados curitibanos declararam ficar cerca de 8 horas conectados diariamente. Ou seja, é mais tempo dentro do quarto, no smartphone ou no computador, e menos tempo circulando pela casa ou por áreas de lazer. Para o futuro, a tecnologia deve ganhar ainda mais espaço e afetar o dia a dia nos novos modelos de empreendimentos, com mais áreas compartilhadas.

Mas o presidente da Ademi chama atenção para o fato de que os lançamentos de hoje sejam pensados para um comportamento do futuro. “Quem compra hoje, pode estar casado, ou ter um filho, na entrega do imóvel. Além disso, as pessoas, em geral, permanecem por anos na moradia. Esse é um ponto que as construtoras devem avaliar”, conta Pissetti.

Outro ponto de destaque é o fato do imóvel seguir como um investimento importante. “Mesmo em tempo de economia compartilhada, é importante lembrar que a população está vivendo cada vez mais. A reforma da previdência é um recado para que as pessoas lembrem que um bem adquirido pode ser uma garantia de futuro melhor”, finaliza Pissetti.

Veja mais em:

http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-2edicao/videos/t/londrina/v/estudantes-movimentam-o-mercado-imobiliario/7319462/

Casa nova! Mercado imobiliário já está colhendo bons resultados em 2018

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