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Economia e Setores

Coronavírus: como manter a postura profissional em um ambiente informal de home office

Como forma de frear a proliferação do COVID-19 e manter a produtividade do mercado, empresas têm aderido ao home office. Conversamos com um especialista para entender o que muda neste ambiente informal.

O coronavírus e sua rápida proliferação tem alterado de maneira significativa o dia a dia das empresas e de seus colaboradores. Entre as ações tomadas pelo mercado está a adoção, agora de forma mais intensa, do home office – que é basicamente transportar a rotina do escritório para casa.

>> Quase metade das empresas do Brasil usa o home office

Essa transição pode não ser tão simples assim. Por outro lado, pode ser vista também como uma oportunidade. “Da empresa em cortar custos e do funcionário em valorizar seus horários e suas softskills”, explica Camila de Aguiar, estrategista em marca pessoal. Entre essas habilidades comportamentais extra-currículo dos funcionários apontadas pela profissional neste novo cenário estariam a versatilidade, o foco e também a hiper-conectividade.

O De Olho no Mercado conversou Camila sobre como manter uma postura profissional mesmo em um ambiente informal. Também como não prejudicar a marca pessoal do funcionário – como o colaborador é visto profissionalmente – neste período.

Quais as maiores dificuldades neste momento de transição para o home office?

Além das ações práticas de organização de estação de trabalho, coloco como número 1 da lista a questão da comunicação. É imprescindível que empresa e funcionário estejam muito alinhados, para que não haja ruídos. Essas interferências já existem no dia a dia de trabalho presencial e em um cenário de isolamento podem ficar ainda mais evidentes.

É preciso muita troca, confiança, definição de tarefas, alinhamento de expectativas e tudo isso para entregas produtivas. O home office é muito utilizado fora do Brasil e funciona. É uma questão de prática e organização.

E como manter uma postura profissional mesmo em casa?

É preciso consciência e disciplina. Mas penso que a marca profissional de cada um, que é como somos vistos frente aos nossos gestores e colegas de trabalho, é uma construção diária e se estabelece com confiança e com verdade. Home office não é férias. Posto isso,  não é porque está afastado do escritório tradicional que o colaborador ou gestor vai deixar sua responsabilidade de lado. Bem alinhadas, equipes podem render ainda mais em home office.

Entre algumas dicas para que esse relacionamento fique mais fácil estão: saber receber os feedbacks, muito necessários neste período; ter foco e aproveitar o tempo, sem as distrações do dia a dia; e usar e abusar dos recursos tecnológicos a nosso favor, como videoconferências, para tirar dúvidas com colegas, compartilhar ideias, produzir, criar oportunidades e fechar negócios.

Quais são as softskills que podem ficar ainda mais em evidencia neste momento?

Um profissional versátil é muito valorizado no mercado. Essa mudança brusca de estrutura de trabalho vai mostrar quem são eles, quem consegue se adaptar mais fácil. É possível ver a crise com um viés de oportunidade. Do lado dos funcionários, mostrar que podem ser produtivos em situações além do “relacional” – onde a confiança com o empregador se estabelece além da relação de proximidade e linguagem corporal, e do bater-ponto. Já do lado da empresa, identificando forças, fraquezas e enxugando custos. Hiper-conectividade, organização e confiança são outras sofskills que podem ser valorizadas.

Testando o modelo de trabalho de home office nesta crise, acha que ele pode ser adotado com mais afinco daqui para frente pelas empresas brasileiras?

Sim. Essa “obrigação” de fazê-lo funcionar pode ser positiva porque é um jeito de forçar o teste do modelo. É aquela velha máxima: será que reuniões poderiam ser apenas um email ou uma conversa por vídeo? Economiza tempo – onde “tempo é dinheiro”; esforço e custos.

Camila de Aguiar é especialista em branding pessoal. Foto: divulgação.

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