Menu Busca

Economia e Setores

Dia do Cooperativismo: cooperativas do Paraná falam sobre como transformam vidas

Para celebrar o Dia do Cooperativismo conheça a força e o potencial transformador das cooperativas do Paraná!

No dia 4 de julho é comemorado o Dia do Cooperativismo, uma data para celebrar os avanços proporcionados pelo movimento cooperativo ao redor do mundo. 

Embora a primeira cooperativa de que se tem notícia tenha sido registrada na Escócia em 1761, o movimento só surgiu no Brasil em 1847. O início do cooperativismo brasileiro aconteceu por aqui mesmo: no Paraná.

Dia do Cooperativismo é celebrado no dia 4 de julho em todo o mundo.
Dia do Cooperativismo é celebrado no dia 4 de julho em todo o mundo.

Com grande importância para o desenvolvimento econômico paranaense, o cooperativismo merece ser celebrado em grande estilo. E como não poderia deixar de ser o De Olho No Mercado preparou um post especial para mostrar a força das cooperativas do Paraná no Dia do Cooperativismo. 

Acompanhe!

O que é cooperativismo?

Considerado um transformador de vidas, o cooperativismo representa mais do que um modelo de negócio. Para a Organização das Nações Unidas (ONU), que adotou a data há 26 anos, se trata de um modelo de empreendimento econômico onde os trabalhadores controlam democraticamente o capital resultante de seu trabalho.

O movimento mostra que pessoas que se juntam em prol de um mesmo objetivo podem ir mais longe. Não centrado em dinheiro, mas em pessoas, o modelo distribui riquezas de modo mais justo. O que pode ser bastante inspirador em tempos desafiadores como da pandemia de coronavírus.
Dia do Cooperativismo é celebrado no dia 4 de julho em todo o mundo.

Curiosidade

Quatro em cada dez brasileiros conhecem o cooperativismo, segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2019, lançado pela Organização das Cooperativas do Brasil (OCB). Já no sul do país, o percentual é de 67%.

Cooperativismo em números

Segundo dados do World Cooperative Monitor 2018, o movimento cooperativista engaja mais de 1,2 bilhão de pessoas em todo o mundo. População suficiente para povoar um país do tamanho da China. O comparativo faz parte do anuário da OCB.

E em território nacional, qual é a força do cooperativismo? 

Assim como acontece no cenário mundial, onde existem 3 milhões de cooperativas e 280 milhões de postos de trabalho, o cooperativismo no Brasil também é transformador.

Os números falam por si sobre a importância do movimento para transformar a realidade de milhares de brasileiros:

  • Em oito anos, o número de cooperados no Brasil cresceu 62%, passando de 9 milhões em 2010 para 14,6 milhões em 2018;
  • Já a quantidade de empregos gerados aumentou 43%;
  • Até 2018, o país já contava com 6.828 cooperativas.

A vez das cooperativas do Paraná

Já no Paraná, estado que deu origem ao cooperativismo no Brasil o destaque vai para as cooperativas do agronegócio.

Em uma publicação recente, a Revista Forbes Brasil elegeu as 50 maiores empresas do agronegócio brasileiro. Para surpresa dos paranaenses, 11 das 17 cooperativas que aparecem no ranking são paranaenses:

  • Coamo
  • C. Vale
  • Lar
  • Cocamar
  • Copacol
  • Agrária
  • Castrolanda
  • Frimesa
  • Frísia
  • Integrada
  • Capal

Confira outros dados sobre o movimento cooperativista no Paraná para celebrar o Dia do Cooperativismo:

Dia do Cooperativismo: 3 cooperativas paranaenses contam sobre como transformam vidas

Para ilustrar o Dia do Cooperativismo com histórias de cooperativas que fazem tudo acontecer entrevistamos três gigantes paranaenses: Cogecom, Cresol Baser e Unium. Cada uma delas pertence a um ramo diferente do cooperativismo, além de histórias e desafios.

O que elas têm em comum? O propósito de transformar vidas, ajudando a gerar empregos e a melhorar o desenvolvimento socioeconômico do estado e do país.

Confira!

Cogecom (Cooperativa de Geração Compartilhada de Energia Elétrica)

Nascida da união de pequenos empresários para produzir energia de forma sustentável, a Cogecom é a primeira cooperativa de usinas de geração de energia do Brasil.

“A Cogecom nasceu em Carambeí, cidade onde por por coincidência nasceu também a primeira cooperativa do Brasil em 1925”, conta o presidente da cooperativa, Carlos Eduardo Furquim Bezerra.

Com mais de 1200 cooperados e quase 3 mil unidades consumidoras, a cooperativa já produziu 9 MW/hora, energia suficiente para abastecer uma cidade de 50 mil habitantes.

Como funciona

A cooperativa produz energia a partir de fontes de energia renováveis e injeta na rede da concessionária a título de empréstimo. “Todo o montante injetado é devolvido na forma de crédito para nossos cooperados a um custo até 20% menor e 100% renovável”, explica Bezerra.

Como transforma vidas

O presidente da Cogecom conta que o trabalho desenvolvido pela cooperativa traz três grandes contribuições para a sociedade:

  • Redução de custo para as empresas: “Permitimos que esse recurso possa ser empregado em outras áreas como, aquisição de novos equipamentos, expansão do quadro de funcionários, etc”;
  • Economia para os associados: “Desde sua concepção a soma da econômia proporcionada para todos os associados é superior a dois milhões de reais;
  • Geração de empregos, renda e desenvolvimento: “As usinas em fase licenciamento, construção ou operação geram centenas de empregos diretos e indiretos, proporcionando aumento de renda e desenvolvimento em municipios localizados em regiões remotas, com baixa renda per capita e pouca disponibilidade de emprego”.

Planos para o futuro

Com planos de expansão, a cooperativa deve aumentar a capacidade produtiva no estado do Paraná e também em outros estados até 2021.

“No Paraná teremos a entrada em operação de mais duas usinas que devem dobrar a capacidade de produtiva no estado”, detalha o presidente.

Ele conta ainda que, recentemente, a Cogecom começou a produzir energia em mais quatro usinas em Santa Catarina e que até o final do ano irá atender também o Rio Grande do Sul.

“Para 2021 estão previstas mais usinas nessas regiões, além de outros estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo”, revela ele.

Como fazer parte

Podem fazer parte da cooperativa pessoas física e jurídicas com gasto de energia superior a R$ 1000 por mês. A associação pode ser feita pelo site, WhatsApp ou ligação através do telefone: (41) 99147-0310.

Cresol

Nascida em 1995, no interior do Paraná, a Cresol surgiu como um sistema cooperativo focado em atender as necessidades da época.

“Na década de 1990 a ausência de crédito para o meio rural não atendia a demanda de pequenos produtores rurais. A ideia da cooperativa surgiu nos debates organizados pelos próprios agricultores, que queriam permanecer na atividade rural e precisavam de um suporte para custear as despesas de plantio e de investimentos na propriedade. Essa relação de fazer as coisas acontecerem de forma debatida e organizada, fortaleceu o principal diferencial da Cresol, que é o bom relacionamento.”

Presente em 17 estados brasileiros, a Cresol é hoje uma das principais cooperativas de crédito do Brasil. Atende cerca de 560 mil famílias cooperadas.

Como funciona

Para o presidente da Cresol Baser o grande diferencial da cooperativa está na capacidade de personalizar o relacionamento.

“A Cresol tem proximidade com quem precisa de soluções financeiras, dando orientação e suporte, que vai muito além do negócio de comprar e vender dinheiro, mas de prestar consultoria com conhecimento de causa por existir proximidade com quem precisa”, opina ele.

Os produtos e serviços oferecidos pela cooperativa atendem às necessidades do setor rural e urbano, tanto para pessoa física quanto jurídica.

Como transforma vidas

Thomé conta que a principal contribuição da Cresol para a sociedade vai de encontro com a principal necessidade dos brasileiros.

“O brasileiro é bastante ousado e empreendedor, o que lhe falta são recursos e orientação para prosperar. É exatamente isso que a Cresol tem para oferecer: a capacidade de adaptar soluções de forma personalizada”, aponta ele.

Sede da Cresol, no Paraná, uma das maiores cooperativas de crédito do Brasil. Crédito: Divulgação.

Planos para o futuro

Prestes a completar 25 anos de história, a serem comemorados no dia 24 de junho, a cooperativa celebra as conquistas sem deixar de olhar para o futuro.

“Nosso grande foco é olhar para frente, sabendo harmonizar pessoas com máquinas através da tecnologia que é realidade na vida dos nossos cooperados. O futuro é cada dia, com cuidados e atenção às necessidades de quem faz a Cresol acontecer, seja os dirigentes, colaboradores e seus cooperados”, expõe.

Como fazer parte

Para participar da cooperativa é necessário dois passos, como explica o presidente:

  • “Disposição em cooperar com um sistema que cresce numa média de 25% ao ano em volumes de recursos administrados”;
  • “E fazer um cadastro que o identifique e que apresente um score que lhe qualifica para operar, seja em crédito ou investimento”.

Unium

Criada em 2017 a partir da união de três das maiores cooperativas do Paraná – Frísia, Castrolanda e Capal – a Unium é um case de intercooperação. Isto é, da união entre cooperativas.

“A intercooperação surgiu em 2010, quando as cooperativas se uniram no segmento de lácteos para beneficiamento de leite produzido pelos cooperados”.

Na época, a aliança foi estratégica. “Visava a intercooperação, evitando a competição entre elas, agregando valor à cadeia produtiva, potencializando competências e reduzindo riscos”, explica Consul.

Entre final de 2014 e início de 2015, dois novos negócios passaram a fazer parte da intercooperação: a Unidade Industrial de Carnes, que tem a marca Alegra em seus produtos e também o Moinho de Trigo, com a marca Herança Holandesa.

Em 2019, a Unium conquistou R$ 2,6 bilhões em faturamento, representando 34% do total de faturamento – R$ 7,9 bilhões – das cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal.

Presente em mais de 20 países com os produtos da marca Alegra, a Unium emprega mais de 2.700 colaboradores em suas indústrias. Em 2019, chegou ao terceiro lugar de laticínios.

Como funciona

Consul explica que mesmo com a criação da marca Unium as cooperativas continuam com autonomia em seus negócios.

“A marca Unium foi criada para representar a intercooperação, dando uma visão de holding para o mercado. Essa percepção se manifesta na inclusão da marca Unium em todas as embalagens dos produtos bem como na comunicação integrada com as marcas dos produtos”, detalha ele.

Com a intercooperação, as três cooperativas puderam se unir em projetos comuns. “Para cada novo negócio da intercooperação, sempre há uma cooperativa que lidera o negócio. Mas o mais importante é que as decisões estratégicas são definidas conjuntamente”, destaca o gerente de marketing da Unium.

Como transforma vidas

Além do fortalecimento das três cooperativas por meio da intercooperação, a Unium também gera impactos positivos para sociedade como:

  • Crescimentos das comunidades onde estão envolvidas;
  • Geração de empregos;
  • Contribuição social através de programas de cooperativismo.

Consul destaca também a representatividade do cooperativismo no Brasil e no estado. “As cooperativas foram responsáveis por 50% do PIB brasileiro em 2018. No Paraná, as cooperativas representam 17% do PIB estadual e 58% do PIB agropecuário”, relembra ele.

Moinho de Trigo, com a marca Herança Holandesa, faz parte da Unium.

Planos para o futuro

Com a entrada recente no ramo de energia sustentável com a marca Energik, a Unium tem em vista novos negócios em novos segmentos.

“A partir dos resíduos industriais vamos produzir num primeiro momento energia elétrica e biogás, que será utilizado nas operações industriais de suínos. A capacidade de geração de energia elétrica é de 1,2MW, o que é suficiente para abastecer 4.800 residências/mês”, revela Consul.

Cracios conta que em seguida será a vez de biofertilizantes e biocombustíveis para abastecer a frota de veículos das cooperativas. Também faz parte do plano de crescimento para os próximos anos investimentos para agregação de valor e novos produtos.

Como fazer parte

Para fazer parte da Unium é necessário desenvolver alguma das atividades que a cooperativa atua e atender aos critérios e regras estabelecidas.

“Uma regra comum entre as três cooperativas é a fidelização do cooperado. A adesão é livre e voluntária. A gestão é democrática. Existem responsabilidades e contrapartidas, bem como participação econômica”, completa Consul.

Para saber mais acesse o site da Unium.

O que achou deste conteúdo?

Que tal se tornar um incentivador de negócios inspiradores no Paraná? Compartilhe a sua opinião sobre este conteúdo especial sobre o Dia do Cooperativismo.

Leia mais:

> Coamo completa 50 anos como a maior cooperativa do Paraná

Cresol chega aos 25 anos crescendo em seu posicionamento e na comunicação

Artigos relacionados

1 respostas para “Dia do Cooperativismo: cooperativas do Paraná falam sobre como transformam vidas”

  1. Muito importante que grandes veículos de comunicação como este mostrem a força do cooperativismo paranaense, e mais ainda, mostrem como ele ajuda a desenvolver o nosso estado.

Deixe uma resposta