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Economia e Setores

Dia do Farmacêutico: qual a importância desses profissionais?

Representantes de farmácias paranaenses falam sobre a atuação dos farmacêuticos e das adaptações do setor na pandemia

Profissionais tiveram que se adaptar no período de pandemia. Foto: Freepik

O Brasil tem mais de 221 mil farmacêuticos inscritos no Conselho Federal de Farmácia. Se esses profissionais formassem uma cidade, ela teria mais habitantes do que 98% dos municípios paranaenses. E por falar no Paraná, só no nosso estado são mais de 17 mil farmacêuticos. Os dados são do Conselho Federal de Farmácia, de 2018. Esses profissionais tão importantes para a saúde da população são celebrados mundialmente no dia 25 de setembro, Dia Internacional do Farmacêutico

Mirian Ramos Fiorentin, presidente do CRF-PR.

Mas, afinal, o que faz um farmacêutico? A atuação desses profissionais vai muito além da orientação prestada nas farmácias e drogarias. “Como os farmacêuticos atuam em farmácias, acabam sendo os profissionais de saúde mais próximos da população. Mas são muitas as áreas de atuação do farmacêutico além desses estabelecimentos. Hoje, os farmacêuticos podem atuar em mais de 135 especialidades”, explica Mirian Ramos Fiorentin, presidente do Conselho Regional de Farmácia do Estado do Paraná (CRF-PR)

De acordo com o Guia da Farmácia, 81,1% dos farmacêuticos no Brasil atuam em algum tipo de farmácia ou drogaria. Fora delas, eles podem atuar em diversas outras áreas. São exemplos: produção industrial, análises clínico-laboratoriais, educação, saúde pública, gestão e toxicologia, entre outras. De acordo com a presidente do CRF-PR, o mercado farmacêutico está em alta.

“Existe uma demanda no mercado por esse profissional nas mais diversas áreas de atuação. É uma profissão que tem credibilidade e confiabilidade por parte da população”, afirma Fiorentin

Prestação de serviços de saúde

Só na Rede Maxifarma, presente em mais de 135 endereços no Paraná, há aproximadamente 300 farmacêuticos em atuação. “A Maxifarma valoriza muito esse profissional. Ele tem um papel muito importante na orientação sobre o uso correto dos medicamentos, combatendo inclusive a automedicação. Ele presta assistência farmacêutica e atenção à saúde de toda a comunidade. Também pode também realizar outros serviços como aplicação de injetáveis, verificação da pressão arterial e da glicemia”, destaca Ivis Vilibaldo Vissoci, presidente da Maxifarma

Alexandre Maeoka, CEO da Rede de Farmácias Nissei.

Já as Farmácias Nissei têm um time com mais de 1200 profissionais farmacêuticos.

“Eles têm papel fundamental no atendimento e prestação de serviços para a população. A farmácia é a porta de entrada do paciente para o serviço de saúde. É por meio do farmacêutico que a gente pode orientar e direcionar o paciente para um atendimento especializado em caso de necessidade”, diz Alexandre Maeoka, CEO da Rede de Farmácias Nissei.

Adaptações na pandemia

Os farmacêuticos integram a linha de frente do combate à covid-19. Desde o início do enfrentamento da pandemia, eles contribuem em várias frentes. Entre elas,  pesquisas de desenvolvimento das vacinas, o abastecimento de medicamentos e fornecendo o tratamento adequado dos paciente. Eles Também passaram a atuar na realização de testes rápidos. “No início da pandemia a orientação era que a assistência médica só fosse procurada para situações mais graves, e foram as farmácias que receberam toda essa população. Elas estiveram de portas abertas em todos os momentos, mesmo com as adversidades impostas pela pandemia”, aponta a presidente do CRF-PR.

Ivis Vilibaldo Vissoci, presidente da Maxifarma.

As farmácias e drogarias precisaram se adaptar neste período. “Como estabelecimento de saúde, além de seguirmos com todos os protocolos de segurança, nossas farmácias incrementaram o sistema de delivery e e-commerce, por exemplo”, diz o presidente da Rede Maxifarma.

“O cenário fez com que as farmácias investissem ainda mais em entregas, terceirizando empresas para realizar esse serviço. Com a abrangência da imunização, notamos que os clientes estão retornando para dentro do ambiente da farmácia. Assim, mantemos melhor relacionamento e um atendimento personalizado. Graças a essa versatilidade, formas de vendas e atendimento, conseguimos não só manter o faturamento das unidades, como garantimos a fidelização dos clientes, revela Vissoci. 

Segurança e novos canais de vendas

Na Rede Hiperfarma, que conta com mais de 300 farmacêuticos em 200 lojas, não foi diferente.

Fernando Ibanhes, farmacêutico e Diretor de Ética e Disciplina da Hiperfarma.  

“A Hiperfarma vem adotando ações junto a seus associados, desde que a pandemia iniciou, no sentido de melhor prepará-los para essa nova realidade. Temos medidas que vão desde a orientação de como agir com ética e responsabilidade na venda de medicamentos e correlatos, bem como no desenvolvimento de formas corretas de atendimento que tragam segurança e confiança para nossos clientes”, explica Fernando Ibanhes, farmacêutico e Diretor de Ética e Disciplina da Hiperfarma.  

Na Nissei, a solução encontrada pelos gestores logo no início da pandemia foi criar um comitê de crise para avaliar diariamente as ações necessárias. E, dessa forma, garantir a segurança dos colaboradores e clientes. “A pandemia foi um grande catalisador para mudanças. Mudamos nossa forma de treinar, nossos hábitos, acompanhamos de perto as mudanças do comportamento do nosso consumidor. Vimos o consumidor muito mais propenso a adquirir produtos no modelo remoto, por exemplo”, afirma Maeoka

Mylena Ribeiro, supervisora técnica da Callfarma.

Mesmo estabelecimentos que nasceram com foco no call center e não no atendimento presencial, como é o caso da Callfarma, precisaram se adequar. “Na pandemia houve um aumento exponencial nas vendas, principalmente no lockdown. Como a gente sempre trabalhou com delivery, foram feitos pequenos ajustes. Criamos um sistema “compre rápido” para agilizar os atendimentos e evitar filas. O pagamento é realizado com apenas um clique, sem contato físico entre o caixa e o cliente. Também trabalhamos com entrega expressa, em que o cliente recebe o pedido em até uma hora. E há a opção de realizar a compra online e retirar em qualquer uma das nossas unidades”, afirma Mylena Ribeiro, supervisora técnica da Callfarma. A rede conta com um time de 92 farmacêuticos distribuídos em 21 filiais. 

 

 

Aumento das vendas online

A pandemia acelerou as vendas eletrônicas em diversos setores, e com as farmácias não foi diferente. As vendas online no segmento cresceram 85,7% entre o ano passado e 2021. Os dados são aa pesquisa da Agência Conversion no relatório “E-commerce no Brasil”. E as empresas paranaenses seguiram a tendência. O setor de Farmácia e Saúde não apenas cresceu, mas foi o que teve mais acessos no período. Foram 541,45 milhões de visitantes nos sites do segmento. Os aplicativos foram aliados para a compra de itens de farmácia sem sair de casa. Segundo o Farmácias APP, aplicativo de venda online de saúde e beleza, os dispositivos móveis foram responsáveis por 70,1% da receita online.

A plataforma online das Farmácias Nissei apresentou um crescimento superior a 100% neste período. Mesmo produtos que eram pouco vendidos por esse meio antes da pandemia, como medicamentos e produtos pessoais, passaram a ser relevantes, de acordo com Maeoka. “Evoluímos nossa plataforma e integramos todos os canais de venda. Impulsionamos o modelo “compre e retire” e oferecemos ainda mais facilidades para o nosso cliente”, aponta o CEO da Rede de Farmácias Nissei.  

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