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Economia e Setores

Economia diversificada do Paraná favorece retomada, apontam especialistas

Recuperação deve ser assimétrica entre os setores, com destaque positivo para agro e indústria.

No Paraná, o cenário para a retomada do setor econômico está mais favorável que em outras regiões do Brasil. Com uma economia forte e diversificada, e as contas públicas sob controle, o estado largará na frente para reverter os danos causados pela pandemia, acredita o Presidente da Fecomércio PR, Darci Piana.

O 1º trimestre já deu sinais de recuperação: o PIB do estado aumentou 1,07% no período, conforme o Ipardes (Instituto Paranaenses de Desenvolvimento Econômico e Social). Na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, a alta foi menor: de 0,14%.

A Pesquisa Conjuntural do Comércio, elaborada pela Fecomércio PR, mostrou um crescimento de 12,88% no volume de vendas no primeiro quadrimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. Apesar dos números positivos, a retomada da atividade econômica ocorre de forma assimétrica.

 

“Para o agronegócio exportador e indústria de transformação em geral haverá uma recuperação plena esse ano de 2021. Contudo, para setores de serviços e comércio de rua e shopping a recuperação plena poderá ocorrer apenas em 2022, em um cenário otimista” – Lucas Dezordi, economista e Professor da Universidade Positivo.

 

 

 

Agronegócio e indústria como forças da retomada

Para o Presidente da FIEP  (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Carlos Valter Martins Pedro, as expectativas para a atividade industrial e para economia em geral são positivas para o restante do ano.

No caso da indústria paranaense, avalia, há dois fatores principais que amparam o otimismo: a indústria forte do estado, que manteve sua produção mesmo diante dos momentos difíceis causados pelas restrições da pandemia, e a boa recuperação de setores prejudicados no ano passado. Tudo isso, é claro, somado ao avanço da vacinação e flexibilização das medidas restritivas.

 

No acumulado de janeiro a maio deste ano, pelos últimos dados divulgados pelo IBGE, a produção industrial paranaense cresceu 20% em comparação com o mesmo período do ano passado. Isso se deve principalmente à recuperação de outros setores importantes que foram muito impactados pela pandemia em 2020, como o de máquinas e equipamentos, que registra um crescimento de 83,4% este ano, e especialmente o automotivo, com alta de 53,7% até o momento.

“A demanda externa está muito forte para grãos, carnes e derivados (frango e suínos), celulose e máquinas e equipamentos”, avalia Dezordi. “Cabe destacar que em 2020 tivemos uma supersafra de grãos e a queda da produção de verão da soja neste ano prejudicará um pouco o setor agrícola. Com isso, o PIB paranaense tende a crescer em torno de 4,8%. Ou seja, um valor abaixo do nacional, que deverá ser de 5,1%”.

Setores do comércio devem crescer de forma distinta

O comércio paranaense terá uma retomada gradual, mas distinta entre os seus segmentos no 2º semestre. O setor de materiais de construção e móveis e decorações, por exemplo, é um que não sentiu tanto as perdas da pandemia da Covid-19. Situação diferente das livrarias e lojas de vestuário e calçado, que tiveram seus ganhos muito reduzidos durante a quarentena.

“O impacto da pandemia em 2020 na economia foi muito severo, e afetou o comércio de uma forma nunca antes vista em outras crises políticas e econômicas que já vivemos. Muitas lojas não sobreviveram e tiveram que fechar as portas”, analisa Piana. “Neste contexto, o processo de recuperação não será tão veloz como gostaríamos, infelizmente. O Brasil deve precisar de, no mínimo, dois ou três anos para voltar ao nível de atividade econômica de antes da pandemia”.

“Aconselho aos comerciantes paranaenses que se preparem para crescer. Reorganizem suas empresas, qualifiquem seu pessoal, revejam seu portfólio de produtos e fiquem atentos às mudanças no perfil e comportamento do seu consumidor. Alguns setores, como o de Turismo, Gastronomia e Eventos por exemplo, que foram fortemente impactados pela pandemia, devem ficar ainda mais atentos e preparados, pois há uma enorme demanda reprimida que deve aflorar à medida do avanço da vacinação e consequente redução de restrições” – Darci Piana, Presidente da Fecomércio PR.

 

Desafios do crescimento

Na avaliação do economista Lucas Dezordi, o setor de serviços, uma das atividades mais afetadas na pandemia, exigirá mobilidade social, ou seja: maior consumo das famílias. A taxa de desemprego, atualmente em cerca de 9%, também contará com isso para, possivelmente, estar em 7,5% por volta de dezembro.

 

“Com efeito positivo, será observado uma melhora modesta no mercado de trabalho, em particular o informal”, avalia Dezordi. “O avanço no processo de vacinação será fundamental para ampliar a massa salarial e reativar o consumo das famílias”.

Martins Pedro ressalta que existem alguns pontos de atenção que podem interferir na previsão otimista: a FIEP acompanha com atenção fatores como os custos da energia elétrica – insumo fundamental para a indústria – e as questões hídrica e de logística, que são alguns dos desafios que o setor produtivo pode vir a enfrentar até o fim de 2021.

“Ainda existem obstáculos a serem superados, mas é preciso manter a confiança em tempos melhores. A pandemia vai passar e nessa jornada vamos perceber que todos nós nos transformamos, nos adaptamos e evoluímos”, diz. “Além disso, é sempre importante que os empresários estejam atentos a novas oportunidades e, sobretudo, busquem inovar com vistas a remodelar e até reinventar seus negócios, como produzem e como comercializam seus produtos”.

“Ainda existem obstáculos a serem superados, mas é preciso manter a confiança em tempos melhores. A pandemia vai passar e nessa jornada vamos perceber que todos nós nos transformamos, nos adaptamos e evoluímos”, diz. “Além disso, é sempre importante que os empresários estejam atentos a novas oportunidades e, sobretudo, busquem inovar com vistas a remodelar e até reinventar seus negócios, como produzem e como comercializam seus produtos”. – Carlos Valter Martins Pedro, Presidente da FIEP (Federação das Indústrias do Estado do Paraná).

 

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