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Comportamento

Elas por elas: representatividade das mulheres na publicidade

Março é o mês da mulheres e o De Olho No Mercado apurou de que forma elas esperam ser homenageadas. Confira!

Março está quase aí, assim como as campanhas em homenagem às mulheres no Dia Internacional da Mulher. Mas elas estão sendo impactadas como gostariam? As mensagens são legítimas? O De Olho No Mercado apurou que em parte sim, em parte não.

Representatividade

Quando o tema é representatividade o consenso é de que o cenário está mudando, mas ainda aos poucos.

Claudia Michiura, superintendente do Maringá Park Shopping Center.

Claudia Michiura, superintendente do Maringá Park Shopping Center, atua há vinte anos no varejo, e encara a transformação como positiva. “Hoje em dia consigo até me enxergar nos anúncios. É um reflexo da sociedade, um movimento incorporado, mas que vai além da publicidade. As mulheres estão ocupando posições que antes eram apenas masculinas”, afirmou.

Alessandra Alves da Costa, gerente de marketing no Shopping Cidade.

Alessandra Alves da Costa, gerente de marketing no Shopping Cidade, em Curitiba, aponta  evolução, mas também grandes falhas. Para ela, “os apelos aos elogios estéticos e a exaltação da maternidade irreal” ainda são muito corriqueiros nas mensagens. 

Contribuir para a mudança, aponta, é parte do seu dia a dia. “Busco a diversidade e a inclusão nas contratações, por exemplo, o que é uma mudança. Dessa forma, planejamos e criamos de forma respeitosa, dinâmica e inclusiva, a partir de perspectivas reais, sem estereótipos”, explicou.

Ruptura

Kelen Beatris Lessa Mânica, reitora do Centro Universitário de Pato Branco (UNIDEP).

Quebrar lugares-comuns é tarefa diária nesse mercado. A reitora do Centro Universitário de Pato Branco (UNIDEP), Kelen Beatris Lessa Mânica, que ocupa espaço alcançado por poucas, passou por uma prova no começo da carreira. Nos anos 80, não a deixaram manipular um equipamento de telecomunicação “por ser mulher”. “Me ensinou muito. Mudei de área, mas o aprendizado me fortaleceu a entender a necessidade da ruptura”, contou. “Quando nos unimos, nos fortalecemos”. 

Patrícia Hemerly, dona da agência londrinense Egg Comunicação.

A publicitária Patrícia Hemerly, dona da agência londrinense Egg Comunicação, tentar arquitetar campanhas de tons disruptivos. “Há clientes resistentes, outros não. Mas acho importante provocar, dizer que o mercado e o consumidor estão mudando”, destacou. “Quando o assunto é representatividade, é preciso ser plural para soar plural”.

Cristiane Dresch, assessora de imprensa da Viação Campos Gerais.

A jornalista Cristiane Dresch, de Ponta Grossa, tem como rotina diária galgar esses pequenos espaços. Ela trabalha em um ambiente 70% masculino. “Sou assessora de imprensa da Viação Campos Gerais, a concessionária municipal do transporte coletivo, e agarrei a chance aos poucos e com muita dedicação”, disse. “Ruptura consiste, também, em conquistar palcos de fala”.

Exemplos

Renata Nizer, publicitária e dona da agência i9 Comunicação.

Renata Nizer, publicitária e dona da agência i9 Comunicação, de Guarapuava, cita uma campanha da Dove, marca de produtos de higiene pessoal, como amostra dessa transformação recente e positiva. “Era muito sensível. Algumas mulheres eram levadas até um artista para que ele fizesse um retrato delas mesmas, da forma que se descreviam. E mostrava que nem todas valorizavam ou enxergavam a própria beleza. Tratava cada uma de forma singular,” exemplificou.

Frame da campanha publicitária Dove Retratos da Real Beleza.

As campanhas da Avon, marca de cosméticos, também foram lembradas. “Uma das primeiras marcas de grande alcance a falar sobre representatividade de mulheres negras, gordas, trans e periféricas”, apontou Alessandra, gerente do Shopping Cidade. “É o momento de falar de todas”.

A rapper Karol Konká estrelou campanha da Avon. Foto: divulgação.

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