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Comportamento

O mercado de trabalho para os 50+

Conheça dados do mercado de trabalho para os 50+ e atitudes inovadoras que inspiram e valorizam quem ainda está na busca por emprego.

Como está o mercado de trabalho para os +50? Apesar do Brasil ter 54,3 milhões de pessoas com idade entre 40 e 59 anos, segundo a Pnad do IBGE, 3 milhões delas estão desempregadas.  Atitudes inovadoras, como a consultoria Ases50+, surgem para fomentar a economia madura. Fundada em Curitiba pela empreendedora Maria Lúcia Carneiro,  a empresa nasceu após um episódio de desvalorização às pessoas de idade.

“Tudo aconteceu no prédio onde moro, no centro da cidade. Os moradores e condôminos são, na maioria, pessoas com mais de 50 e, principalmente, mais de 70 anos. Na portaria há uma sala de estar com estofados onde sentam senhorinhas após às 15 horas para conversar. Um dia eu cheguei e não as vi e nem o sofá estava lá. Haviam retirado tanto elas, quanto o sofá. A justificativa foi a de que elas incomodavam. A partir daí, passei a estudar quem eras as pessoas idosas e como estava o país em relação a todas elas”, conta.

Desde então, a Ases se tornou pioneira ao oferecer produtos e serviços às pessoas com 50 anos ou mais e abraçar a causa da ONU, que diz que uma sociedade para todas as idades possui metas para aos idosos a oportunidade de continuar contribuindo com a sociedade.

Mercado de trabalho: oportunidades e +

No Grupo Ases, a pessoa sênior conta com apoio em diferentes áreas.  Quando o interesse é vaga de emprego, existe  apoio para adequar perfil à vaga e à função. O participante também recebe uma hora de aula gratuita sobre o Estatuto do Idoso.

A Ases também oferta o curso de cuidador de idosos. A área social  abre espaço para o voluntariado com atividades voltadas ao público 50+. Além disso, há cursos de capacitação nas áreas de idiomas e informática com foco na inclusão ao mundo dos aplicativos.

Longevidade

A população brasileira está vivendo mais. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2040, 57% dos brasileiros ativos terão 45 anos ou mais.  Um estudo realizado com 140 empresas pela FGV, mostrou que os gestores de RH veem a presença dos mais velhos como positiva, embora as empresas ainda apresentem baixo grau de adoção do pensamento na prática. Os profissionais destacam a pontualidade, confiabilidade, qualidade do trabalho, menor absenteísmo, comprometimento, fidelidade, conhecimento útil, facilidade de relacionamento, preocupação com a gestão do risco, rigor no cumprimento de normas e políticas da empresa, comportamento ético, capacidade de solução de problemas, equilíbrio emocional e a capacidade de aprendizado de novas habilidades.

Mudanças à vista

Apesar do preconceito, as empresas começam a se abrir para esses profissionais experientes. Para Maria Lúcia, a mídia ajuda bastante na mudança de pensamento e valorização. “A mídia é fator fundamental na disseminação de informações relevantes e que dizem respeito às condições de vida da população. Produtos e serviços ofertados a esse segmento aumentou consideravelmente nos últimos anos. E em 2019 vejo um interesse geral no investimento nessa faixa etária”, explica.

Inspirado por sua avó de 80 anos, Keila, que ainda se mantinha ativa, o empreendedor Mórris Litvak criou a plataforma Maturi Jobs. A ferramenta reúne oportunidade de trabalhos para essa faixa etária, desenvolvimento pessoal, capacitação profissional, empreendedorismo e networking. O objetivo é conectar pessoas maduras e experientes em busca de atividade e ocupação entre si e com empresas.

mercado de trabalho

Projeto Anfitrião

O case da Unimed Laboratório, de Curitiba, ilustra bem esse novo momento. Em 2016, a empresa abriu uma vaga de emprego especialmente para pessoas com mais experiência. O objetivo era prestar atendimento às pessoas que chegam ao laboratório em horário diferenciado: de segunda a sábado, das 7h às 13h.  A escolhida para o posto foi Barbara Regina Settembre, que trabalhou com atendimento ao público em experiências anteriores.

“Alguns pacientes chegam mais ansiosos, com receio do que pode aparecer nos resultados dos seus exames. Então eu preciso ter sensibilidade para transmitir confiança, ficar perto para apoiar, convidar para tomar um café e conversar”, conta Barbara.

Ela também dá atenção especial às crianças, às vezes assustadas com o novo ambiente. O sucesso pode ser medido sempre que Bárbara aparece em alguma publicação nas redes sociais do laboratório. São diversos comentários positivos elogiando a sua calma, atenção e carinho com os pacientes.

Assim como Barbara, há um enorme contingente de pessoas prontas para trabalhar com excelência. E continuar contribuindo com a sociedade de forma ativa e dinâmica.

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1 respostas para “O mercado de trabalho para os 50+”

  1. Ana Cláudia Danhoni Neves says:

    Em busca de uma oportunidade destravando não área de Gestão da Garantia da Qualidade, motivação e inovação.

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