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Economia e Setores

No Paraná, setor de farmácias se destaca pela tradição e competitividade

De comércio de bairro a grandes negócios que mantêm a tradição no Paraná, o setor de farmácias é o tema do nosso conteúdo de hoje. Trazemos informações sobre o potencial de consumo do segmento no estado e também conversamos com empresários experientes da área. Fernando Rodrigo Schimilowski, da rede de farmácias Fleming; e Jaqueline Wendland, das farmácias Mini Preço, contam sobre as estratégias de negócios que são referência no interior.

Basta uma caminhada para perceber o crescimento exponencial do setor de farmácias. A chegada de grandes redes ao nosso estado, com a abertura de novas lojas nos mais diversos pontos, mostra que a saúde da população não ficou em segundo plano. Um levantamento feito pela Kantar IBOPE Media mostra números que refletem este comportamento: em Curitiba, o potencial per capta de gastos com medicamentos é de R$ 75/mês. O “líder de vendas” não poderia ser outro: remédio para gripes e resfriados. Nos últimos 12 meses, 62% dos curitibanos compraram medicamentos para aliviar sintomas dessas doenças.

Medicamentos no orçamento doméstico

Segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), a sustentabilidade do segmento deve-se principalmente ao fato de que medicamentos são essenciais para a população. Somente em 2016, o faturamento acumulado do setor chegava a R$ 37 bilhões – isso até o mês de setembro, segundo pesquisa da associação.

Fernando Rodrigo Schimilowski, diretor executivo da Fleming Drugstore, explica: “há uma pequena parcela da população que prevê no seu orçamento doméstico a compra de medicamentos. Normalmente  são aposentados e pessoas que fazem uso de medicamentos contínuos.  Os demais clientes precisam encaixar de forma repentina em seu orçamento a necessidade de comprar os medicamentos, os quais geralmente não eram planejados”.

Fundada em Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais, a Fleming está no mercado desde 1964. Hoje são 22 unidades: 17 em Ponta Grossa, uma em Carambeí, uma em Imbituva, uma em Telêmaco Borba e duas na cidade de Castro.

Neste conteúdo vamos juntos conhecer um pouco mais sobre a história da Fleming e os diferenciais que garantiram negócios duradouros. Conversamos também com Jaqueline Wendland, gerente de marketing da rede de farmácias Mini Preço, de Cascavel. Com foco em preço e atendimento, a rede está há mais de duas décadas no mercado.

Negócios sólidos construídos com base em relacionamento

Se na capital as grandes redes parecem dominar o mercado, vale ressaltar que no interior – e também nas regiões mais afastadas dos grandes centros – a farmácia ainda é, por tradição, um “comércio de bairro”.  Isso não significa que são lojas pequenas: tanto a Fleming, de Ponta Grossa, quanto a Mini Preço, que atua em Cascavel e Foz do Iguaçu, são redes bastante fortes no interior do estado. O relacionamento próximo com os clientes é que ajuda a transformar pequenos negócios em grandes marcas sem deixar de lado o elo emocional com o comércio local.

O diretor executivo da Fleming conta que a primeira farmácia da rede, localizada na Praça Barão do Rio Branco, continua em operação: “hoje esta unidade é nossa farmácia 24 horas. A Fleming foi fundada pelo sr. Leonardo Glapinski, juntamente com seus filhos, José Darcio e João Carlos Glapinski. Com um trabalho sério e persistente, a empresa foi crescendo e ganhando espaço na região”.

Fernando explica que a proximidade com o cliente é fundamental para a fidelização. Segundo ele, a atenção, a qualificação e a cordialidade da equipe são diferenciais para a rede de farmácias Fleming. “Além de contarem com preços justos, nossos clientes também têm acesso a uma equipe de profissionais que passa por treinamentos constantes. Muitas vezes a farmácia é o primeiro ‘posto de saúde’ que o cliente procura”, destaca.

Potencial de consumo é grande. Mercado exige diferenciação estratégica

Segundo o IPC Maps, Ponta Grossa é um importante mercado para o setor farmacêutico paranaense: o potencial de consumo anual é de R$ 752.340.686. Os dados são de 2017. Mas o sucesso dos negócios passa por um grande planejamento estratégico.

No caso da Fleming, a opção foi pela prestação de serviços de promoção e prevenção à saúde. Foi a primeira rede de farmácias do Paraná a implantar um espaço exclusivo para clientes portadores de diabetes:  “o Diabetic Center é um serviço especializado exclusivo para diabéticos, que hoje estende-se a todas as farmácias da rede.  Disponibilizamos medicamentos, equipamentos e testes de glicemia em todas as lojas. Além disso, trabalhamos com prevenção e oferecemos aos clientes materiais didáticos com dicas de saúde”, explica Fernando Rodrigo Schimilowski.

Em Cascavel, a rede de farmácias Mini Preço garante competitividade com estratégias de combate. Jaqueline Wendland, gerente de marketing, explica: “Trabalhamos de segunda a sábado, com horário reduzido (das 8h às 21h). O atendimento é no balcão e não fazemos tele-entrega. Desta forma, conseguimos combinar custo reduzido e atendimento de qualidade”, ressalta.

Tradição com foco em preço e bom atendimento

A rede Mini Preço faz parte de um grupo de farmácias fundado por Rubin Wendland. Aos 14 anos, ele começou a trabalhar em uma farmácia em Pato Bragado. Com carreira sólida no ramo farmacêutico, abriu a primeira farmácia própria em Cascavel no ano de 1992. De lá para cá, são 25 anos de trabalho e 20 lojas espalhadas em pontos estratégicos de Cascavel e Foz do Iguaçu. Duas cidades que também se destacam pelo potencial de consumo de medicamentos: em Cascavel, o potencial anual é de R$ 791.470.648 e em Foz chega a R$ 881.320.770, segundo o IPC Maps.

“Hoje não prestamos serviços de balcão, como aferição de pressão ou aplicação de injeções. Nosso foco é em preços agressivos e isso tem garantido nossa permanência no mercado”, explica Jaqueline Wendland. As perspectivas da Mini Preço são desafiadoras, como detalha Jaqueline: “Diante do cenário econômico e político que atravessa nosso país, é um grande desafio se manter e crescer no mercado. Ainda assim, o ramo farmacêutico é um dos últimos a sofrer com a crise e um dos primeiros a sair. Estamos em um período onde criamos as oportunidades para nos mantermos e crescermos no mercado. Nosso lema é seguir sempre em frente, nunca parar”, conclui.

Dentro da estratégia de combate no varejo, a Mini Preço aposta em comerciais que mostram os pilares do trabalho: preços competitivos e 18 lojas para atender Cascavel e Foz do Iguaçu. Veja no VT:

Para fechar, confira algumas informações e números sobre o consumo de medicamentos no Paraná.

Curitiba e Região Metropolitana

Nos últimos 12 meses:

52% consumiram analgésicos
36% consumiram remédios para dor muscular
28% compraram preservativos
24% consumiram remédios para mal-estar estomacal
13% consumiram suplementos
8% consumiram remédios para controle de acne

Fonte: Kantar IBOPE Media – TGIndex – Curitiba – Banco: BR TG 2017 II – Universo: 2.692.000 – Filtro: Curitiba.

 

Potencial per capta/mês de gastos com medicamentos

Curitiba: R$ 75,09
Foz do Iguaçu: R$ 67,79
Guarapuava: R$ 56,84
Londrina: R$ 72,18
Maringá: R$ 76,32
Ponta Grossa: R$ 61,75
Paranavaí: R$ 68,72

Potencial anual de gastos com medicamentos

Curitiba: R$ 2.792.832.816
Cascavel: R$ 791.470.648
Foz do Iguaçu: R$ 881.320.770
Guarapuava: R$ 425.543.054
Londrina: R$ 1.385.119.909
Maringá: R$ 1.131.358.661
Ponta Grossa: R$ 752.340.686
Paranavaí: R$ 667.284.136

Fonte: IPC Maps 2017 – Potencial de Consumo Urbano e Rural – Gastos Médicos

Vamos juntos fortalecer o setor de farmácias do Paraná? #DeOlhoNoMercadoRPC

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1 respostas para “No Paraná, setor de farmácias se destaca pela tradição e competitividade”

  1. parabens para os emprreendedores que comandam empresas de sucesso , sem duvida com prestaçao de serviço e participaçao na comunidade muito importantes .

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