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Economia e Setores

NRF: experiência do consumidor e tecnologia são as chaves para o varejo da Nova Era

NRF Retail’s Big Show, maior feira de varejo do mundo, fecha terceiro dia de programação; confira os insights para o mercado

Acabou! A NRF Retail’s Big Show, maior feira de varejo do mundo, que acontece em Nova York, nos Estados Unidos, fechou seus três dias de programação nesta terça-feira (14). A RPC acompanhou todos os insights e tendências que vão definir os rumos deste mercado.

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“Segundo os executivos e especialistas que ouvi, é a Nova Era do varejo”, contou Camila Leite, coordenadora de estratégias de mercado da RPC, que esteve no local. “A eficiência das plataformas, que dão agilidade aos processos do varejo, também foram destaque da feira. Muito se falou em delivery, experiência de compra e omnichannel”, disse Camila.

Quem dita as regras é o consumidor

Conhecer e valorizar a experiência do consumidor – e a trajetória dele até o momento da compra de um produto – parecem ser as chaves para um negócio de sucesso. E é para esse caminho que convergiram os discursos durante a NRF 2020.

Erik Nordstrom,  co-presidente da Nordstrom, também endossou esse caldo. A companhia americana de lojas de departamento de luxo, com mais de cem anos no mercado, mostrou de que forma a marca cumpre esse papel. 

Em seu painel, nesta terça-feira (14), em Nova York, ele destacou a ambição da Nordstrom em ser a melhor varejista de moda do mundo digital e como a empresa está atendendo a clientes onde eles vivem e trabalham, tornando as experiências exclusivas de varejo ainda mais convenientes. 

“Nada mudou, o foco é no consumidor. A nossa estratégia segue centrada nele. O que mudou foi o comportamento deste consumidor. Estamos olhando para o futuro e buscando desenvolver estratégias que o engajem”, explicou o executivo. 

Para isso, a empresa alia o que há de mais tecnológico no mercado, junto a uma experiência valiosa em seus pontos de venda offline.

Erik Nordstrom, co-presidente da Nordstrom, falou sobre a companhia no terceiro dia de NRF, em Nova York. Foto: Camila Leite/RPC.

Originalmente de Seattle, a Nordstrom abriu recentemente uma grande loja em Nova York, que virou um ponto de referência no mercado de varejo. A loja conceito tem sete andares e custou mais de US$ 500 milhões em capital de investimento. No local, é possível acessar serviços hi-touch de estilo e alfaiataria, também de beleza, e há a possibilidade de fazer conexões digitais por todos os espaços -incluindo provadores. A loja conta com sete restaurantes e bares, e os clientes podem pedir bebidas em vestiários e áreas de calçados.

“Mudamos tanto porque o ponto de venda tem que ser experiência, além da conveniência. As lojas precisam ser um ponto de retirada. Enquanto experimentam sapatos, os clientes estão apreciando uma bebida, conversando, relaxando”, disse o vice-presidente.

Loja da Nordstrom em Nova York. Foto: reprodução.

“Viramos uma companhia de tecnologia, mas isso não é simples. Não é só incluir a tecnologia. É necessário analisar, retirar dali a complexidade, incluir facilidades e se apaixonar por elas. A experiência do cliente começa muito a frente disso”, destacou Nordstrom.

Ainda segundo o executivo, a cadeia de abastecimento da Nordstrom é toda automatizada e não há divisão entre o on e offline.

Dicas para quem está começando

Erik Nordstrom também deu algumas dicas para quem está entrando no mercado de varejo.

1 – Seja um aprendiz curioso intelectualmente

2 – Seja humilde

3 – Seja parceiro da sua equipe

Soluções através de produtos

O vice-presidente da Deloitte e líder de varejo, atacado e distribuição dos EUA, Rod Sides; e o fundador e presidente executivo da Under Armour, Kevin Plank, também falaram sobre como suas organizações se conectam com os consumidores em um nível mais profundo, concentrando-se na inovação para melhorar o desempenho.

Para os empresários, é preciso unir diferentes expertises, que vão além do produto por si só. É o que eles chama de relevância, características que o consumidor leva em consideração na hora de comprar – além de produto e preço. Eles listaram as facilidades abaixo:

  1. O consumidor valoriza quem poupa o seu tempo. É preciso ser fácil comprar
  2. O produto ou serviço precisa estar conectado com o lifestyle do consumidor
  3. O produto e o serviço têm valor agregado
  4. O serviço e o produto são inovadores e tecnológicos
  5. O serviço e o produto têm qualidade
O vice-presidente da Deloitte, Rod Sides, e o fundador e presidente executivo da Under Armour, Kevin Plank, destacaram o poder da relevância dentro do varejo. Foto: Camila Leite/RPC.

10 dicas sobre varejo na China

As inovações do varejo estão acontecendo a uma taxa sem precedentes na China e o Alibaba Group – empresa com sede em Hangzhou de negócios baseados em e-commerce e sites business to business está na vanguarda da construção desta infraestrutura de comércio.

Na NRF 2020, Christina Fontana, do  grupo chinês, discutiu sobre os avanços com Deborah Weinswig,  CEO e fundadora na Coresight Research, consultoria em varejo e especialista em mercado chinês; e Erick Haskell, presidente da Allbirds, empresa americana de sapatos que, com a tecnologia da Alibaba,  entrou no mercado chinês. 

Eles destacaram algumas características deste mercado. Confira!

1 – A China tem mais de 700 milhões de consumidores em potencial, um mercado gigante e em ascensão;

2- O consumidor médio do país é mais jovem (10 a 15 anos mais jovem que o americano);

3 – O feedback dos consumidores chineses é imediato, já que são muito conectados. E, a partir destes feedbacks, é possível emitir a mensagem certa;

4 – Consumidores chineses adoram livestreaming – compram enquanto assistem;

5 – Boa parte dos consumidores em potencial na China são jovens, nasceram depois de 1990, e precisam ser educados sobre a questão da sustentabilidade;

6 – Os consumidores chineses não visitam os sites de compra apenas para comprar. A média de visita é de 7 vezes por semana e eles buscam novidades;

7 – Consumidores jovens querem saber sobre a história da marca e como são feitos os produtos;

8 – Influência: o mercado chinês, como o americano, utiliza atores importantes para se comunicar com os jovens;

9 – Diferente da Black Friday americana, que oferece descontos em produtos, a maior venda chinesa aconteceu no Festival 11.11, que apresenta ao mercado chinês novos produtos e serviços. A primeira edição, em 2019, vendeu mais  de US$ 38 bilhões; 

10 – Marcas precisam ser autênticas.

Grandes inspirações

Um dos nomes mais esperados a palestrar na NRF Retail’s Big Show era o de Gwyneth Paltrow, fundadora e CEO da Goop, e ela encerrou a edição 2020 da feira.

A empresa de Gwyneth tem se destacado no varejo americano e a executiva é vista como uma grande inspiração dentro do empreendedorismo feminino, uma vez que, mais do que vender artigos de luxo online,  foca no mercado de bem-estar. 

Para ela, o sucesso da empresa pode ser explicado pela identificação da cliente com o que vê na Goop. “Nós amamos nossos clientes. Sei que toda empresa sente o mesmo, mas com a gente é especial, a seguidora da Goop é uma de nós. É audaz, é lutadora, é ávida pela vida”, declarou.

Acompanhou a cobertura até aqui? Assista também o vídeo que a Camila Leite, gravou na despedida na NRF. Dá o play!

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NRF Retail’s Big Show

NRF Retail’s Big Show, em 2020,  reuniu mais de 38 mil visitantes de mais de 100 países diferentes. Além disso, estiveram em Nova York discutindo o futuro do varejo mais de 16 mil varejistas representando 3.500 companhias.

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