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Economia e Setores

Economia no Paraná: desenvolvimento mesmo em cenário de incertezas

Enquanto o agronegócio movimenta grande parte da economia no interior do Paraná e reserva boas perspectivas com a supersafra que vem por aí, Curitiba registrou aumento na geração de empregos nos primeiros três meses de 2017. Mesmo com a crise política, o empresariado paranaense busca forças para continuar crescendo e prosperando. As projeções são otimistas e o cenário deve melhorar ainda mais até o fim do ano, segundo o economista Lucas Dezordi.

Após um longo período de incertezas, finalmente a economia brasileira volta a crescer. Desde 2014, esta é a primeira alta do PIB após oito trimestres consecutivos de queda. O modesto 1% registrado nos três primeiros meses do ano, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), demonstra que apesar das adversidades a indústria segue com fôlego e em franca recuperação.

Com projeções bem mais otimistas, o empresariado paranaense já dá sinais de que deve voltar a se movimentar. Só nos três primeiros meses de 2017, houve saldo positivo na geração de empregos: aumento de 0,81% no número de postos de trabalho, motivados em sua maioria pelas contratações na capital, com alta de 4,49% (dados da Fecomércio PR).

Vale lembrar que das 399 cidades do Paraná, 144 têm mais de 50% da economia atrelada à agropecuária, de acordo com o levantamento realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes). A informação é baseada no PIB dos municípios paranaenses medido pelo IBGE de 2010 a 2014.

Desenvolvimento paranaense não pode parar

Para o Doutor em Economia, Lucas Dezordi, as empresas ainda estão aguardando as próximas definições tendo em vista a fragilidade do atual governo. “É natural que os empresários estejam cautelosos e segurando ações estratégicas, mas apesar de sentirem a instabilidade não deixaram de investir”, afirma.  A reforma trabalhista proposta pelo Governo Federal seria mais uma ferramenta para alavancar os negócios. “Ela traria a flexibilização do mercado de trabalho e, consequentemente, geraria mais investimentos e contratações”, diz.

De acordo com o especialista, que também é professor de Economia na Universidade Positivo (UP), uma das maiores preocupações é a lenta recuperação do nível de operações de crédito concedidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Os empréstimos ainda estão muito baixos, o que compromete o capital de giro e preocupa”, adverte.

Com isso, segundo Dezordi, fazer negócios fica mais difícil. “Com o déficit público e fonte de recursos escassos, é fundamental analisar bem os investimentos de longo prazo”, orienta. Após dois anos de recessão, cria-se uma demanda reprimida. “O carro não é trocado, a obra da casa é cancelada e a compra de itens duráveis adiada”, alega. Aos primeiros sinais de retomada, os bens não duráveis – como alimentos e bebidas – são os primeiros a figurar na lista de consumo. “Além dos supermercadistas, os segmentos têxteis e de vestuário devem apresentar crescimento até o final do ano”, prevê.

Expectativa de cenário positivo

Apesar da realidade econômica ainda ser preocupante, Dezordi acredita as aplicações com responsabilidade e a busca por novos desafios – após muita análise e liberação de recursos – devem orientar as empresas paranaenses pelos próximos meses.

O economista avalia o momento com otimismo e destaca  que um cenário mais definido já está sendo delineado. “Em resumo, a expectativa para o mercado é que a partir de agora haja um processo de desinflamação da economia brasileira, com queda significativa na taxa de juros, perspectiva de câmbio mais estável e retomada do consumo das famílias”, antecipa.

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