Menu Busca

Economia e Setores

Planejamento 2017: empresários devem trabalhar dentro da sua capacidade real de caixa

Entramos no segundo semestre deste ano e as empresas já estão com o olho em 2017. Mesmo com algumas indefinições no cenário político e econômico, os empresários já podem respirar aliviados: o momento de pânico já passou! Conversamos com Carlos Magno e Daniel Poit, economistas paranaenses, para tentar descobrir qual será o Brasil que vamos encontrar ano que vem.

Viramos para o segundo semestre e é hora dos empresários pensarem no planejamento para o ano que vem. Para Carlos Magno, economista e conselheiro do Conselho Regional de Economia do Paraná (Corecon-PR), as regras do jogo que vão ditar 2017 vão ficar mais claras após o país solucionar os entraves que estão mexendo com o cenário político. Lembrando que, além da questão do impeachment, teremos este ano as eleições municipais que também prometem influenciar no andamento da economia. “As grandes reformas estruturais só serão colocadas em prática quando as questões políticas forem definidas. Mas até o final do segundo semestre já teremos estas respostas”, explica Magno.

RPC - Planejamento - Carlos Magno
Carlos Magno, economista e professor da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR)

Os empresários, no entanto, já podem se sentir mais calmos. A expectativa é que 2017 não seja um ano de pânico e grandes viradas como tem sido 2016. Inclusive, já há alguns indicadores que mostram uma reação positiva da economia brasileira. “O comércio, em geral, já conseguiu liberar estoques e agora começa a fazer novos pedidos junto à indústria. Com essa movimentação, vamos ver a nossa indústria sair da estagnação”, avalia Magno.

Dólar cai ou valoriza?

Ainda é cedo para afirmar com a certeza que o assunto pede. Daniel Poit, economista do Corecon-PR, explica que todas as previsões  neste momento estão sujeitas às modificações que podem ocorrer na política brasileira. “Estimo que possa chegar um pouco abaixo de R$ 3,00. Uma estimativa pessoal é que em 2017 o ponto de estabilização do dólar gire em torno de R$2,80 a R$2,75”, defende Poit.  Já Carlos Magno acredita ser difícil o dólar operar abaixo dos R$ 3,00. “Acredito que haverá intervenções do Banco Central para segurar a desvalorização do dólar; mas isso vai depender da economia norteamericana. Se lá a taxa de juros subir depois das eleições, o real vai desvalorizar por aqui”, avalia.

RPC - Planejamento - Daniel Poit
Daniel Poit, economista do Corecon-PR. Foto: arquivo pessoal

O ideal agora é que os empresários trabalhem com duas projeções. “Quem exporta projeta um valor baixo mínimo que possa ser aceitável pagar na sua área de atuação; já quem depende da importação, faz a mesma projeção: trabalha com um dólar com valor alto no máximo”, explica. Com isso, a possibilidade de ser pego de surpresa por uma eventual oscilação da moeda é menor. “É uma forma de proteger a rentabilidade da empresa;  uma dica para o empresário seguir até 2018, ano de eleição presidencial em que novas oscilações podem acontecer”, afirma Daniel Poit.

 

Planejamento 2017: dicas para o 1° semestre

Para os dois economistas, o ponto principal de acordo é que o primeiro semestre do ano que vem pede cautela e um olhar muito observador nas movimentações políticas e econômicas. A taxa de juros, explica Magno, mostra uma tendência de queda no final de 2016, mas não é hora de desafrouxar o cinto: segure o fluxo de caixa da sua empresa, faça uma boa reserva, pois quando a economia voltar a girar os empresários precisarão deste fluxo para conseguir manejar junto com o mercado. 

RPC - Planejamento - Matéria
2017: cautela e olho no mercado para não perder o timming na hora de acelerar!

Para Poit, é fundamental que as empresas consigam se manter eficientes e evitem a todo custo o endividamento. “Trabalhe com a sua capacidade real de caixa; não faça empréstimos para lá na frente não se ver endividado e com pouca chance de sair da estagnação”, aconselha.

 

Empresário, é hora de levantar o ânimo e dar um gás no otimismo!

RPC - Planejamento - Marcella Lomba
“O desafio para muitos empreendedores será a capacidade de inovar em seu modelo de negócios e serviços”, afirma Marcella.

Ainda que seja cedo para saber o que 2017 nos trará, o principal é não perder otimismo e lembrar que “a união faz a força”. Reforce a mensagem junto aos seus colaboradores e arregace as mangas. Para Marcella Lomba,  consultora em projetos de design e inovação e co-fundadora do Studio Prisma, é fundamental que o mercado entenda que, agora, os clientes estão buscando parcerias com quem vesta a camisa e se preocupa em entender a sua empresa. Segundo Lomba, trata-se de uma mudança de comportamento que tem exigido dos profissionais uma atuação mais colaborativa junto ao consumidor, capaz de trazer insights e soluções de fato pertinentes.

 

 

“Ao contrário dos modelos tradicionais, que são mais passivos, cada vez mais vemos uma inversão de papéis, em que o cliente está mais engajado em participar do processo todo, desde a concepção até o desenvolvimento, e o prestador de serviço deve ter uma postura mais pró-ativa, trazendo oportunidades e principalmente, como colocá-las em prática”. Marcella Lomba, do Studio Prisma

Para fechar, trouxemos as palavras de um dos grandes mestres na hora de encontrar soluções. Como Nizan Guanaes já disse, “enquanto alguns choram, eu vendo lenços”. Confira:

Vamos juntos fortalecer a economia paranaense? #DeOlhoNoMercadoRPC

Artigos relacionados

1 respostas para “Planejamento 2017: empresários devem trabalhar dentro da sua capacidade real de caixa”

Deixe uma resposta