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Economia e Setores

Turismo paranaense volta a crescer ainda em 2021; confira a expectativa do setor

Destinos domésticos, que ofereçam segurança e contato com a natureza estão entre as novas demandas do consumidor para o turismo paranaense

O avanço da vacinação pelo país já dá os primeiros sinais positivos para o setor de turismo paranaense,  um dos mais afetados pela pandemia, assim como eventos e entretenimento. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav), divulgada no final de agosto, seis em cada dez operadoras de turismo no país estão confiantes no aumento do faturamento ainda em 2021.

O Blog de Olho no Mercado conversou com representantes de empresas de diversos segmentos do setor em diferentes regiões do Paraná. E o resultado é unânime: a retomada do setor de turismo e entretenimento já pode ser percebida e deve crescer a cada mês.

Para começar a colher os frutos da retomada, o turismo paranaense vem se preparando desde 2020. O investimento na segurança, com a adesão de protocolos sanitários é uma das adaptações. Outras transformações que podem ser percebidas são resultado da mudança de comportamento do consumidor. Entre elas, o foco em experiências ao ar livre e a digitalização dos serviços. Confira como alguns setores estão se preparando e o que esperam para os próximos meses: 

Viação Garcia, de Londrina

Viagens domésticas marcam a retomada do setor de turismo. Foto: Divulgação

A expectativa do Grupo Viação Garcia-Brasil Sul é chegar em 85% da movimentação em relação a 2019 até o final deste ano. Um dos grandes focos da empresa de transporte rodoviário está em oferecer viagens seguras aos clientes. Para isso, implantou diversos procedimentos de biossegurança. Entre eles, a desinfecção interna do ar dentro dos veículos, a instalação de cortinas entre assentos, (lavadas e higienizadas a cada viagem), e a introdução de novos veículos com poltronas separadas e mais opções de assentos individuais. Além disso, todas as peças de uso dos passageiros, como mantas e travesseiros, são esterilizadas, secas e embaladas.

A empresa também não deixou de investir em melhorias, como a aquisição de uma nova frota de ônibus de última geração (G8 da Marcopolo). Para o vice-presidente do Grupo, Estefano Boiko Junior, esse é o momento de retomada das operações.

“Estamos criando facilidades para trazer mais soluções aos passageiros com novas experiências de compra de passagens on-line e diversificação nas formas de pagamento por pix ou moedas digitais. Também estamos criando campanhas que estimulam viagens de turismo em linhas estaduais e interestaduais. Acreditamos que o consumidor irá se interessar cada vez mais em realizar viagens mais próximas e em períodos mais curtos, além de valorizar promoções e facilidades para a aquisição dos roteiros turísticos.”

 

Movie Cars, de Foz do Iguaçu

Atração em Foz do Iguaçu traz mais de 240 carros de cinema. Foto: Divulgação

A falta de turistas internacionais impactou de forma diferente cada região. A cidade de Foz do Iguaçu, que tem nos visitantes de outros países pelo menos 50% do total de turistas, foi uma das mais afetadas. Em consequência, todas as áreas que vivem do turismo também sentiram o impacto. É  o caso das empresas de entretenimento, como a Movie Cars, de Foz do Iguaçu. A empresa inaugurou em janeiro desse ano a atração,  que traz mais de 240 veículos que marcaram a história do cinema, em um passeio por 24 cenários.  

Para poder inaugurar no começo deste ano, protocolos e readequações foram necessárias para o funcionamento do negócio. Nos últimos meses, no entanto, a situação já começou a dar os primeiros sinais de reaquecimento. Jin Bruno da Rosa Petrycoski, que é diretor da Movie Cars, conta que o setor está bastante esperançoso na retomada e já vê o avanço dos negócios.

“O setor de turismo paranaense está respondendo. Estamos confiantes que Foz do Iguaçu será alvo de investimentos, e a cidade irá crescer como um todo. Enquanto isso, estamos tentando fomentar o turismo de diversas formas, através de parcerias estratégicas e de ações pontuais. Estamos confiantes que no final do ano a retomada será gradual e vamos conseguir prosperar no médio prazo.” 

 

Sebrae, de Ponta Grossa

A área de turismo da região dos Campos Gerais, no Paraná, também vem passando por um processo de readequação ao momento. A consultora do Sebrae Nádia Joboji conta que o setor está ganhando fôlego. A descoberta de novos conceitos foram absorvidos e colocados em prática na região. Entre eles, a necessidade de contato com a natureza e a valorização da economia local.

Parque Vila Velha é um dos atrativos naturais de Ponta Grossa. Foto: Divulgação

Mas, segundo Nádia, ainda é preciso entender que o consumidor está receoso para realizar algumas atividades. “O destino turístico deve se posicionar como um local seguro, de qualidade e investir na demanda local. Isso dá o respaldo para as pessoas saírem de casa. Elas estão animadas para usufruir de momentos de lazer e fugir do espaço onde estiveram confinadas por meses.”

Nesse sentido, Ponta Grossa sai na frente. “Temos a vantagem de ser passagem para vários lugares, de termos estradas. As pessoas estão procurando destinos que possam chegar de carro. Além disso, temos atrativos incríveis, naturais e históricos. É uma janela de oportunidades que deve ser aproveitada pelo turismo paranaense.”

 

Operadora de Turismo BWT, de Curitiba

Destinos com praias e natureza são os mais buscados. Foto: Pexels

Na Operadora de Turismo BWT, de Curitiba, o avanço da vacinação aumentou a expectativa para aumento da procura por  viagens para o fim do ano. “Há uma forte demanda reprimida buscando organizar viagens de verão para aproveitar dias de descanso longe de casa.  Em especial, por viagens domésticas, principalmente para o Nordeste. Desta forma, esperamos uma temporada muito boa e segura para todos os viajantes”, diz Gabriel Cordeiro, gerente geral da BWT.

Na rotina de trabalho, as operadoras também precisaram se adaptar para atender aos anseios do consumidor. “Implementamos um Departamento de Controle de Embarques que verifica todas as viagens cerca de 20 dias antes de elas se iniciarem. Esse controle permite a validação de todos os serviços que estão operando e a confirmação do embarque de acordo com o que foi contratado pelo cliente.”

Gabriel observa também mudanças do consumidor na hora da escolha pelo destino. “Temos percebido uma grande preocupação dos viajantes com as políticas sanitárias do destino e dos atrativos disponíveis em cada localidade. Percebemos um interesse maior por destinos com muitos atrativos naturais, como parques nacionais, hotéis sustentáveis e praias. Penso que com o tempo de isolamento em casa, muita gente pode refletir e pensar melhor sobre como contribuir para o mundo e com a natureza.”

Para 2022, a expectativa é que o setor avance, mas ainda deve enfrentar restrições.  “Estamos tendo uma retomada de forma mais lenta no setor. Sabemos que vários países criaram protocolos sanitários para permitir a entrada de visitantes estrangeiros. Mas ainda há restrições para alguns destinos internacionais. Acredito que em 2022 teremos políticas bem definidas para praticamente todos os países com interesse turístico. Isso irá viabilizar as viagens sem qualquer restrição.”

Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente, de Ribeirão Claro

Morro do Gavião, uma das atrações da região. Foto: Divulgação

Na cidade de Ribeirão Claro, no Paraná, o turismo é uma das bases da economia. Por isso, a prefeitura em parceria com os empresários locais, adotou protocolos de biossegurança para garantir o bom funcionamento do setor.

O Secretário Municipal de Turismo e Meio Ambiente de Ribeirão Claro, Rômulo Ribeiro Santana, conta que o município tem registrado um aumento significativo no fluxo de turistas.

“Principalmente pela divulgação no turismo de interior, que facilita a logística de passeio para habitantes em um raio de aproximadamente 250 quilômetros. Dessa forma, contempla as regiões do Norte Pioneiro do Paraná e Sudoeste de São Paulo. As belezas naturais associadas à localização de Ribeirão Claro contribuem com a assiduidade dos visitantes, em virtude do deslocamento rápido.”

A cidade também anunciou neste segundo semestre a inauguração de novos estabelecimentos comerciais e turísticos. Além disso, já está programando um Natal diferenciado, com investimentos em decoração em toda área central, prêmios e apresentações culturais. De acordo com Santana, a expectativa é de que até o início do  verão, seja possível chegar aos níveis de ocupação de hotéis e movimentação de viajantes registrados antes da pandemia. 

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