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LATAM 2021

Latam Retail Show: Como entender a relação do varejo e a indústria no contexto de um consumidor conectado?

Especialistas da indústria, do varejo e da tecnologia se reúnem em primeiro dia do evento

Nesta semana, o Blog de Olho no Mercado está realizando a cobertura do Latam Retail Show 2021. Esse é o maior encontro B2B sobre consumo e varejo da América Latina e acontece entre 14 e 16 de setembro. 

As novas tendências de consumo e do varejo na sociedade 5.0 são o foco das discussões. Realizado 100% online, o Latam Retail Show traz painéis de especialistas nacionais e internacionais em cinco trilhas diferentes. 

Mudanças de consumo impulsionadas pela pandemia colocam indústria e varejo em relação direta com o consumidor. Foto: Pìxabay

Indústria, varejo e mundo digital

No primeiro dia de programação, o destaque foi para o painel “Entendendo o New Retail na Prática: qual o novo papel da indústria e varejo em um mundo digitalizado”. O painel reuniu os setores da indústria, varejo e tecnologia para falar sobre os sobre novos cenários e os desafios para o futuro

A discussão contou com a participação de Guilherme Almeida, diretor de e-commerce da Nivea Brasil e Vitor Bertoncini, diretor de marketing da RD-Raia Drogasil. Além disso,  Andrea Fodor, diretora comercial da plataforma de serviços de computação em nuvem Amazon Web Services (AWS), esteve representando o setor de tecnologia. Marcelo Tripoli, fundador e CEO da Zmes, foi o mediador da conversa.

O cenário acelerado de crescimento dos canais de compras online como consequência da pandemia vem transformando os hábitos de consumo. Essa nova dinâmica impactou os mais diversos setores. E, para o futuro, o que se vê é a continuidade desse cenário.

Setores que não tinham tanta inserção nos canais de venda e-commerce, como o varejista farmacêutico, continuam com tendência de aumento e devem permanecer. “Depois da pandemia, acelerou demais para um mercado que era pouco digitalizado”, explica Bertoncini.  

A mudança está na jornada do consumidor que, no novo cenário, acontece em múltiplos canais. Fodor destaca que um ponto-chave para impulsionar as vendas nesse processo é focar na experiência de compra do cliente, que muitas vezes inicia sua jornada no digital e termina no físico.

“Você aumenta a conversão do cliente dando essa experiência mais completa entre o físico e o virtual. Assim, traz alternativas, como realidade aumentada, para experimentar o produto mesmo antes da loja física”, diz Andrea Fodor, diretora comercial da AWS

Indústria e varejo em contato direto com o consumidor

No novo cenário, uma mudança no mercado é a relação entre a indústria e o varejo. Antes, o que víamos era uma cadeia linear com dependências e papéis definidos. O caminho era da indústria para o varejo, e do varejo para o consumidor. Agora, temos um modelo circular, de múltiplos canais de acesso ao cliente em relações diretas com os players. “Indústria e varejo disputam por vendas. Mas, principalmente, pela propriedade sobre a relação com o consumidor”, destaca Tripoli.

Para Bertoncini, mesmo que haja uma mudança no quadro de vendas, resta ainda uma questão cultural. Ele se refere às mudanças mais radicais sobre os hábitos do consumidor. “A indústria sempre teve uma questão ortodoxa de vender por meio do varejo”, afirma. 

 

Coleta de dados

Na relação direta com os clientes, a capacidade de personalizar a jornada do consumidor e mensurar o efeito do marketing nas vendas depende da coleta de dados . Segundo Tripoli, por recursos online, como traking da jornada do cliente no site ou aplicativo e ferramentas de retenção de dados, fica mais assertivo mensurar o impacto da mídia nas vendas e valor da marca.

Para se adaptarem às mudanças, as indústrias  têm criado canais próprios de comunicação e  vendas (D2C). Essas plataformas qualificam a experiência de compras e recebem insights diretos do consumidor.

Apesar disso, em comparação com o varejo, a capacidade sobre a relação com os dados do cliente pode ser desigual. “Na indústria não temos essa quantidade de informação como o varejista tem. Então, você acaba ficando com um ponto cego, mesmo fazendo esse trabalho junto com o varejista”, explica Almeida. 

O varejo, por outro lado, tem se adaptado com a criação de marcas próprias por meio de pequenos fabricantes. O novo modelo aposta na independência da indústria e autonomia sobre o produto, valores mais competitivos e fidelização dos clientes. 

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