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LATAM 2021

Latam 2021: investimento em segurança da informação é estratégico para o varejo

Inteligência de dados possibilita prever demandas, antecipar as necessidades e delinear o comportamento dos clientes

Amazon, Apple, Google e Microsoft: não é coincidência que as empresas mais valiosas do mundo hoje lidem com dados. Afinal, o recurso mais valioso do mundo não é mais o petróleo, mas sim as informações.

Esse alerta que estampou a capa da The Economist em maio de 2017 só se tornou mais certeiro desde então. “É a inteligência dos dados que vai levar uma empresa de varejo ao crescimento e à eficiência operacional. Isso porque é com os dados que conseguimos ter maior previsibilidade da demanda, antecipar as necessidades e delinear o comportamento dos clientes”, afirma Renata Martins, gerente de Projetos da Gouvêa Consulting.

“Com os dados, as empresas também conseguem promover o relacionamento contínuo com o cliente, gerando experiências físicas ou digitais mais personalizadas”, lembrou Martins na abertura da palestra “Na era dos dados: a segurança das informações do cliente é a nova moeda de troca no varejo”, que integrou o Latam Retail Show 2021.

Um ativo tão valioso como os dados do consumidor precisa ser protegido. E, para isso, é preciso que as empresas varejistas estejam dispostas a investir em segurança.

Alexandre Bonatti, diretor de engenharia da Fortinet — empresa líder em segurança cibernética na América Latina — foi um dos palestrantes do painel. Ele afirma que hoje as empresas estão entendendo que o investimento em segurança de dados não é apenas importante, mas imprescindível. “A tecnologia e segurança dos dados passou a ser estratégica para as empresas. Não é mais aquela área que fica só no suporte operacional”, diz Bonatti.  

Regulamentação

Pensando na capa de 2017 da The Economist que considerou os dados o “petróleo digital”, o diretor de engenharia da Fortinet resgatou uma analogia feita posteriormente pelo engenheiro de software Filippo Valsorda. Ele afirmou que os dados cibernéticos poderiam ser melhor comparados com o urânio: um elemento valioso, mas que pode ser radioativo, perigoso de armazenar, que é altamente regulado e que não deve ser concentrado em grandes volumes.

“No momento que estamos vivendo, se não tivermos cuidado com o armazenamento de dados, isso pode ser um problema. Tanto por conta de questões de segurança, quanto de regulamentação, como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Podemos e devemos continuar usando esses dados, mas não podemos mais armazená-los de forma massiva. A empresa deve saber exatamente do que ela precisa”, aponta Bonatti.

A LGPD é a lei nº 13.709, aprovada em agosto de 2018 e que passou a valer em agosto de 2020. Ela surgiu com o objetivo de padronizar normas e práticas que visam a proteção dos dados pessoais de todos os cidadãos que estejam no Brasil, e prevê penalidades rígidas em caso de falhas de segurança nessa área por parte das empresas. 

LGPD e a segurança da informação

LGPD surgiu com o objetivo de padronizar normas e práticas que visam a proteção dos dados pessoais. Foto: Canva

 

“Cumprir a LGPD não é opcional, é uma necessidade para a continuidade dos nossos negócios, nossos trabalhos e nossas vidas. Nós temos que nos adequar a questão da privacidade de dados”, disse Longinus Vieira Timochenco, CISO e diretor de governança Corporativa da Kabum no painel do Latam Retail Show 2021.

“O cliente gosta muito de comodidade, mas quanto mais segurança, menos comodidade. O ideal é buscarmos o equilíbrio. A LGPD veio para organizar a bagunça dos dados, porque é uma indústria. A internet nasceu como uma estrada sem leis de trânsito. Aí veio o Marco Civil da Internet que começou a pavimentar e agora a LGPD”, diz Timochenco.

Aumento dos investimentos em segurança de dados

Alexandre Lima, diretor de Infraestrutura de TI e Cibersegurança da RaiaDrogasil, afirmou que o investimento em segurança de dados vem aumentando nas empresas varejistas nos últimos anos. “Alguns fatores ajudaram nesse aumento, fazendo com que o investimento fique mais próximo do ideal. O ransomware (malware que criptografa arquivos importantes no armazenamento local e de rede), apesar de ser uma ameaça antiga, ganhou poder e foi um divisor de águas em relação à facilidade de acesso ao conselho e à diretoria executiva para falar sobre segurança de informação no varejo”, disse Lima.

“Em empresas de finanças esse é um tema mais sensível, mas no varejo a questão da segurança cibernética não recebia tanta importância no passado. Eu vejo que esses ataques com maior potencial de gerar impacto e o aumento de regulação, com a LGPD, ajudaram muito no aumento de investimentos. A gente precisa investir em níveis adequados, não existe alternativa. Só assim é possível manter um patamar de risco aceitável pela empresa”, finalizou. 

Conheça seu negócio

“A privacidade, para a gente, vai muito além da simples adesão ao aspecto regulatório, é um direito fundamental de todos cidadãos”, disse Renã Melo, que é CISO e DPO do Grupo Carrefour Brasil. Melo, que integrou a mesa da palestra sobre segurança de dados do Latam Retail Show 2021.

Ele afirmou que para focar na segurança das informações uma empresa deve em primeiro lugar conhecer profundamente o próprio negócio. “É preciso saber qual é o tipo de produto que a gente oferta para focar os esforços na proteção das informações, considerar o tipo de negócio e a maturidade. Dependendo disso, você não precisa comprar uma solução super robusta, que talvez não tenha braços para colocar. É preciso manter sempre a identificação e o controle de riscos”, alerta Melo. 

Confira a cobertura completa da Latam Retail Show 2021 no De Olho no Mercado:

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