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LATAM 2021

Latam Retail Show: Velocidade de transformação aumenta desafios da gestão entre diferentes gerações

Trabalhar em equipes formadas por uma diversidade de perfis geracionais é o desafio enfrentado pelos profissionais no mercado atual

Baby boomers, gerações X, Y (millennials) e Z. Diversos são os perfis profissionais que compartilham o mercado de trabalho atual. A coexistência etária sempre existiu, mas, na modernidade, o diferencial é a velocidade com a qual essas transformações e mudanças comportamentais se estabelecem. 

Nesse cenário, as adaptações são necessárias para permanecer ativo no mercado. Como líderes e colaboradores trabalham com equipes formadas por diferentes gerações? Essa foi a problemática levantada no painel “Tecnologia, modernidade e comportamento: os desafios dos novos modelos de gestão”, da Latam Retail Show. A roda de conversas incluiu sete gestores do setor de tecnologia, e teve a mediação do editor chefe da CNN Educação, Rodrigo Maia.

Carlos Carvalho (Truppe!), Renata von Anckën (Truppe!), Rodrigo Maia (CNN Educação), Thais Lino (Oba Hortifruti), Julierme Arrais (Grupo Level), Célia Poliakovas (Localfrio), Marcelo Alexandre (Poliedro Educação) e Fernando Diniz (Petz) conversam sobre as mudanças e desafios nos novos modelos de gestão. Foto: Reprodução

O desafio da gestão

É consenso entre os profissionais: para uma boa gestão da equipe é preciso se adaptar, aprender e compartilhar com os diversos perfis profissionais. “Você vai ter que trabalhar com gerações diferentes e saber tratar cada uma das pessoas”, afirma o Head de Digital da Petz,  Fernando Diniz.

No entanto, na prática, isso é desafiador. Diniz coloca que essa gestão tem início na formação da equipe, com a seleção de perfis que conectem o propósito do negócio. Ainda, é importante personalizar o tratamento com cada colaborador. 

“O gestor que tenta generalizar o tratamento é porque ele tem dificuldade na gestão de pessoas. É importante entender as características de cada equipe. E, assim, buscar profissionais com um mindset alinhado à equipe. Esse alinhamento já na entrada é muito importante”, destaca Diniz. 

Qual o perfil profissional do futuro?

Não apenas os gestores precisam de flexibilidade para coordenar a equipe, os colaboradores também devem estar atentos às transformações do mercado. Segundo Carlos Carvalho, diretor executivo de negócios da Truppe!, as empresas buscam por profissionais engajados com novas ideias e com visão digital. Essas são características dos millennials.  Mas também preferem profissionais que busquem a permanência e valorizem um plano de carreira, comportamento da geração X. “Eu enxergo que as empresas querem um pouco da estabilidade da geração X e um pouco da adaptabilidade do millennial”, afirma.

Outra tendência do mercado é a busca por profissionais com formação multidisciplinar. “Um profissional generalista, híbrido, que junta várias ciências do conhecimento para poder complementar a equipe”, explica Julierme Arrais, CTO do Grupo Level.

Gestores buscam por profissionais multidisciplinares, engajados e estáveis para formarem suas equipes. Foto: Pixabay

 

Cultura além da técnica

A CPO da Oba Hortifruti, Thais Lino, destaca que nem sempre é fácil localizar profissionais com esse modelo de formação. Nesse caso, os gestores têm buscado pessoas que se adequem à cultura organizacional da empresa, mais do que apenas especialistas. “O que a gente tem feito é buscar pessoas que tenham características como adaptabilidade, interesse, aptidão ao risco, iniciativa. Nessa pessoa você consegue trabalhar skills técnicos”, explica.

É o que também destaca Marcelo Alexandre, CIO da Poliedro Educação, na tendência de priorizar por profissionais flexíveis e comunicadores. Essas características são importantes para uma relação mais integrada e positiva da equipe. 

“Alguns skills técnicos você treina e capacita. Mas o lado cultural, o modo de pensar e agir, é mais difícil mudar. O mundo não é técnico, é entender de cultura, colaboração e formas de relacionar”, afirma Alexandre.

Segundo os gestores, esse perfil profissional, mais disposto à colaboração e formação relacional, é a chave para chegar a um equilíbrio, mesmo entre diferentes gerações. Como afirma Lino, “o positivo dessa mistura é trabalhar com o que cada um tem de bom e o que você pode tirar disso como aprendizado.”

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