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Marketing e Comunicação

De olho nas tendências: o que podemos aprender com os festivais de criatividade?

Do Festival de Cannes ao Subtropikal, os eventos na área de comunicação são um prato cheio para quem quer estar sempre por dentro das principais tendências do mercado. Falamos com quem esteve por lá e esticamos um pouquinho até a BR Week, evento de varejo no Brasil. Vamos juntos!

Todo profissional de propaganda sabe: ela não seria a mesma sem o Festival de Cannes. Quem não sonha em conquistar um leão e ter seu trabalho reconhecido como um dos mais criativos do mundo? Mas o evento vai bem além das premiações. Todo ano,  dita tendências e ajuda profissionais a entenderem melhor os rumos do setor.

A última edição do evento foi em junho. E Monica Gelbecke, diretora de marketing e novos negócios da F.Biz, esteve por lá. É a terceira participação de Monica no festival, e ela está cheia de impressões fresquinhas para compartilhar com a gente. Vamos juntos conferir os insights?

Um festival mais maduro

Para Monica, esse ano trouxe mais maturidade para a curadoria e ativações. Em vez de traçar previsões para o futuro, as discussões concentraram-se em reflexões sobre o presente, com menos fórmulas padrão e mais experiências. O festival também distribuiu menos leões e aumentou o critério.

Comunicação é sobre pessoas

Entre temas como big data, realidade virtual e inteligência artificial, o que mais chamou a atenção de Monica foi o aspecto humano da comunicação. Ela destaca o “hackvertising” apresentado pelo Burger King. A técnica aproveita oportunidades e tensões atuais para criar campanhas. Quer uma prova de que dá certo? A estratégia gerou 400 milhões de dólares em mídia espontânea para a marca no último ano.

Nossa arte está na emoção que podemos causar. Seja pela curiosidade, pela empatia, pela diversão ou por qualquer sentimento compartilhado. Não à toa, as palestras mais concorridas do festival deste ano falaram sobre isso. Se nosso desafio é criar para pessoas, precisamos entender tudo que molda a cultura delas. Ou seja: precisamos ler mais, ir mais ao cinema, compreender mais política, astrologia, neurociência, economia e assim por diante. A tecnologia está aí, escancarando conteúdo rico. Estabeleça uma rotina, assista a palestras no YouTube, siga profissionais que você admira nas redes sociais, invista em festivais.” – Monica Gelbecke

O propósito de quem cria

Para Monica, um dos pontos altos do festival foi a palestra do chairman global da Grey, Per Pederson. Ele falou sobre a necessidade de mudança do mindset das agências, destacando que a propaganda tem sido criada por funcionários, ao invés de apaixonados. Ele ainda abordou várias questões sobre como os processos matam ideias e como o medo de arriscar faz com que a entrega fique pífia e mediana.

Erros e acertos

A publicitária também nos contou que David Droga, chairman global da Droga 5, mais uma vez lotou o Palais com sua palestra. Em vez de trazer cases de sua trajetória, o criativo trouxe aprendizados decorrentes de erros e acertos que o moldaram como profissional. Dentre os conselhos, ele lembrou que não importa o tamanho do salário e nem o nome bonito do cargo. Se o profissional não se sente inspirado e orgulhoso do que tem criado, então a trajetória não está valendo a pena.

Festival de Criatividade Urbana

Participar do Festival de Cannes é uma experiência incrível. Mas não é preciso ir até a Riviera Francesa para ficar por dentro do que é tendência. De 7 a 15 de julho, Curitiba recebe a terceira edição do Festival de Criatividade Urbana Subtropikal. O evento trará palestras, festas, exposições e bate-papos. Segundo Andrea Greca, especialista em pesquisa de mercado e análise de tendências e fundadora da BERLIN, os participantes podem esperar um festival multidisciplinar. A cada ano, o Subtropikal inova e traz ao público o que há de mais contemporâneo e relevante em criatividade, música, arte e cultura.

Andrea irá ministrar um workshop de três dias sobre Coolhunting. Conteúdo original, atual e relevante sobre os principais movimentos sociais e culturais de mudanças de mentalidades que impactam a sociedade de consumo. Além da parte teórica, os participantes irão fazer um Safári Urbano. Uma experiência em campo para ver como as tendências se manifestam em um polo criativo e cool da cidade: a Alameda Prudente de Moraes e redondezas.

“A pesquisa de tendências reconhece e monitora mudanças de mentalidades, estilos e gostos e suas forças motrizes, e as traz à realidade de forma tangível e aplicável para o mundo dos negócios. Além disso, combate a imprevisibilidade em projetos de inovação. Ajuda a criar argumentos comerciais que possibilitam a criação de um discurso que gere identificação entre marcas e consumidores.” – Andrea Greca

Por falar em tendências…

Se na França Cannes trouxe insights para a publicidade, aqui no Brasil os grandes eventos setoriais crescem ano após ano. Um bom exemplo é o BR Week, focado no varejo. Uma intensa programação  aborda novas tecnologias, experiência do consumidor, empreendedorismo e cenários disruptivos para os varejistas.

Na edição de 2018, o BR Week debateu assuntos relacionados ao seu tema principal: “Varejo imbatível: relacional, sensorial e digital”. Além de palestrantes de peso, a programação também incluiu visitas técnicas a grandes empresas do setor varejista, como McDonald´s, Carrefour e Ri Happy.

E como por aqui estamos sempre de olho no que acontece no varejo, tivemos representantes da RPC na BR Week.  Renata Mateus, analista de marketing, destacou a relevância do painel “Construindo o varejo imbatível: relacional, sensorial e digital” – que dá nome ao evento deste ano.  Grandes nomes do segmento, como Paulo Correa Junior – Presidente C&A Brasil – e Paulo Frossard – Vice Presidente de Desenvolvimento de Mercado para Brasil e Cone Sul – Mastercard falaram sobre as mudanças que já podem ser sentidas pelos empresários e pelos próprios consumidores. Entre elas, destacam-se a personalização de toda a experiência de compra.

“Isso é muito sensorial.  É necessário pesquisar e entender o consumidor. Um exemplo que vimos no painel: as pessoas não gostam de ir ao caixa,  na maioria das vezes ele é detrator de qualquer experiência que o consumidor teve na loja. São pontos essenciais que o varejo tem repensado”, cita Renata Mateus, analista de marketing da RPC.

Por aqui já tínhamos pincelado este tema também. Vale relembrar os insights de varejo que Zeh Henrique Rodrigues, da Brainbox Design, trazidos direto da NRF 2018.

Aproveita para dar uma espiada no site da BR Week – tem muito conteúdo sobre toda a programação do evento!

Vamos juntos compartilhar conhecimentos e experiências? #DeOlhoNoMercadoRPC

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