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Eventos 19 jun. 2015

Setor de pet shops cresce no Paraná, estado onde mais famílias têm cães

Estamos no topo do ranking nacional de famílias que possuem cachorros. Mesmo com retração da economia, o setor cresce.

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Basta andar pelas ruas de Curitiba ou de alguma cidade do interior do Paraná, como Foz do Iguaçu, por exemplo, para ver que mesmo nas manhãs mais frias de inverno os paranaenses não deixam de sair com seus cães para que os bichinhos façam suas necessidades. Tanta dedicação pode ser comprovada pelas estatísticas: segundo o IBGE, 60% dos lares do Paraná possui ao menos um cachorro. A paixão por pets por aqui resultou em várias ONG’s voltadas para proteção e adoção de cães e gatos e também em um setor bem lucrativo para as pet shops.

Paranaenses estão no ranking nacional de famílias que possuem cachorros

Paranaenses estão no topo do ranking nacional de famílias que possuem cachorros

Mesmo com retração da economia, setor de pet shops cresce

O Brasil já é o segundo maior mercado de produtos voltados para cães e gatos do mundo. Um mercado que só cresce. Em 2014 os brasileiros gastaram R$ 16,7 bilhões com produtos e serviços para os pets – os dados são da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação). O setor cresceu 10% em relação a 2013, quando a indústria pet do Brasil faturou R$ 15,2 bilhões.

Pet shop diversifica produtos e serviços em Foz do Iguaçu

Voltando para o mercado paranaense, mais precisamente para a cidade de Foz do Iguaçu, o setor de produtos para animais domésticos continua indo muito bem, obrigado. De acordo com Caroline Coletto, da Bichos S.A – uma megastore repleta de produtos e serviços para pets no centro de Foz do Iguaçu – os clientes têm reduzido o consumo de supérfluos, mas ainda assim a loja continua a mil, com produtos inovadores para os animais. “Notamos que alguns consumidores diminuíram a periodicidade dos banhos e estão economizando na compra de acessórios. Mas nós atraímos muita gente pelo diferencial dos nossos produtos”, explica.

Pet shop em Foz do Iguaçu aposta em qualidade e diversificação de produtos e serviços

Pet shop em Foz do Iguaçu aposta em qualidade e diversificação de produtos e serviços. (imagem: divulgação)

De fato, a Bichos S.A oferece produtos que muita gente sequer ouviu falar. “Já temos caixa de areia para gatos que faz a limpeza automaticamente, sem que o proprietário precise realizar a limpeza manualmente. O carrinho de transporte para pequenos cães, cadeirinha para carros, cinto de segurança, alimentadores automáticos por controle de voz e com programação de horário para a alimentação”, conta Caroline.

Planejamento de negócios e foco na qualidade são fundamentais para empresários

Se as famílias paranaenses são tão ligadas na cultura de animais de estimação, proprietários de pet shops devem ter foco na qualidade dos serviços e produtos comercializados. Regina Zanchet, proprietária do pet shop Bicho Mimado, na capital paranaense, explica que a relação entre pet shop e clientes é bem fiel, mas precisa de cuidados especiais: “Não basta apenas gostar de bichinhos para ter um pet. É importante pensar como negócio, afinal, estamos lidando com algo bem delicado – o animal de estimação de alguém. Nosso foco principal é a qualidade dos produtos e serviços que oferecemos”, explica.

Regina Zanchet, empresária do setor: "

Regina Zanchet, empresária do setor: relação com clientes exige cuidados especiais. (foto: Guilherme Sade)

Em entrevista à RPC, Regina também destacou a importância do planejamento: “fiz uma grande pesquisa de mercado antes de abrir o pet shop. Analisei concorrência, visitei lojas em grandes centros como São Paulo, estudei muito e fiz um curso de empreendedorismo no Sebrae/PR. Isso foi fundamental para ser assertiva no meu negócio”, explica a proprietária, cuja loja completa 10 anos em 2015.

Ela conta que apesar da recessão ainda não há um grande impacto no resultado da empresa: “sentimos a mudança de comportamento dos nossos clientes, sim. Alguns têm dado banho nos animais em casa mesmo, por questões de economia; mas felizmente ainda não é algo que afete profundamente nosso negócio”, finaliza. Confira a entrevista a seguir.