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Economia e Setores

Agosto é o mês de iniciar o planejamento para 2016

Segundo semestre é o momento de avaliar as projeções para o próximo ano, calculando os riscos e oportunidades para o seu empreendimento

Vivemos um ano desafiador para diversos setores da economia. Com estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) a 1%, reflexo do aperto das políticas fiscais e monetárias, é hora dos empresários se unirem às suas equipes para mensurar perdas e ganhos, identificar ameaças e oportunidades e buscar novas estratégias. Com a chegada de agosto, empresas de todo o Paraná devem começar a definir suas projeções para 2016 e reavaliar suas prioridades. Vale lembrar que em 2016 alguns eventos devem alterar o cenário, favorecendo diversos setores da economia – como os Jogos Olímpicos, que serão realizados no Rio de Janeiro mas devem atrair olhares do mundo todo para o nosso país. Você está se preparando para um novo ciclo? É hora de pensar no futuro com otimismo!

Agosto: mês de iniciar o planejamento para o próximo ano. Foco deve ser otimista

De acordo com a economista Solidia Elizabeth dos Santos, do CORECON – Conselho Regional de Economia/PR, apesar de ainda não haver nenhum balancete da projeção de crescimento do Paraná para 2016, a expectativa é que a economia brasileira comece a alterar o movimento de contração e volte a fluir. Segundo a agência de classificação de risco Standard & Poor’s, a perspectiva é que o país cresça 2,0% em 2016 e 2,3% em 2017. “O Paraná está vivendo uma crise fiscal, mas que está sendo solucionada. A expectativa é que o nosso estado siga o fluxo gradual de crescimento esperado para o Brasil no ano que vem”, afirma Solidia.

Também espera-se uma melhora no nível de confiança dos empresários e 2016 promete ser um ano de fôlego no planejamento de vários setores da economia. “Estamos em uma fase que não é totalmente favorável, mas não é uma situação para todos os segmentos, todos os modelos de negócio. Olhando para o cenário atual, precisamos refletir sobre como as organizações devem administrar e se planejar neste momento de recessão econômica, além de avaliar novas estratégias para que os empresários não se enclausurem dentro do processo”, acredita Alberto Oh, coordenador do curso de Administração do Unicuritiba.

De acordo com a economista Solidia dos Santos, cenário econômico poderá mudar em 2016, trazendo mais otimismo ao empresariado

Ferramentas de gestão são fundamentais na hora do planejamento

Para traçar diagnósticos realistas sobre o próprio negócio, empresários precisam analisar se as dificuldades que têm vivenciado são apenas fruto da instabilidade econômica ou se existe um problema interno dificulta o desenvolvimento da empresa.“O período de recessão é o momento de elevar o controle sobre todos os seus processos internos, principalmente aqueles que envolvem a parte financeira, mas não deixar de olhar as oportunidades no mercado”, explica Oh.

Alberto Oh destaca a importância de olhar para os processos internos neste momento

A agência de comunicação Opus Múltipla é conhecida pela força do seu planejamento estratégico e há 20 anos utiliza o Modelo Grupo OM de Planejamento, criado a partir de ferramentas de gestão já existentes, mas que foram adaptadas para o ambiente da empresa. “Desenvolvemos ferramentas de diagnóstico que funcionam no nosso ambiente e que nos permitem monitorar muito de perto as nossas necessidades e as dos nossos clientes. Alinhamos as estratégias comerciais com as de comunicação e respeitamos, também, as metas dos nossos clientes”, afirma Tiago Stachón, diretor executivo da Opus Múltipla.

Tiago Stachón, diretor executivo da Opus Múltipla, conta que a empresa tem sua própria ferramenta de gestão

A escolha de uma ferramenta de gestão depende da identificação das necessidades da empresa. “A análise SWOT, por exemplo, permite conhecer quais os seus pontos fortes e fracos, faz uma radiografia da empresa, mostrando qual é a situação atual e olha também para o mercado, para os concorrentes. Direciona o olhar para os valores externos e internos. Mas nada impede que as empresas mesclem várias ferramentas, como o Ciclo PDCA, Cinco Forças de Porter ou a Matriz de Andoff, por exemplo”, explica Oh.

Outra ferramenta que pode ser utilizada é a Cinco Forças de Porter, que oferece um olhar claro sobre a concorrência, mexendo em pontos cruciais para os empresários, como a análise do poder de barganha dos fornecedores. “Neste momento da economia, os empresários precisam estar de olho em tudo. Os fornecedores impactam diretamente o seu modelo de negócio. Você tem aumento de preços, estabelecimento de novos prazos. Esse tipo de análise é muito interessante de se fazer. Pode garantir a sustentabilidade do seu negócio”, acredita o coordenador.

Mas se a empresa quer conhecer o seu potencial de crescimento no mercado, Alberto Oh aconselha o uso da ferramenta Matriz de Ansoff, também chamada de Matriz Produto/Mercado, que analisa a penetração da empresa no mercado, oferecendo estratégias à marca que quer conquistar clientes da concorrência. “Existem várias ferramentas que podem ser utilizadas. Depende da situação em que a sua empresa se encontra. Se ela hoje não tem um planejamento estratégico claro, é preciso recomeçar do zero e partir para a ação”, explica.

PDCA: foco em planejamento com renovação constante

O Ciclo PDCA, importante ferramenta de controle de qualidade dos processos, é uma boa escolha para os empresários que desejam manter o planejamento estratégico em constante renovação. Por ser um processo que não tem uma etapa final definida – exige dos gestores um realinhamento contínuo – permite que as marcas possam trabalhar com maior assertividade. Segundo o administrador Gustavo Braga, sócio da Efeito Treinamentos, o ponto forte desta ferramenta é que ela estabelece critérios de ação bastante definidos.

“Permite que a marca planeje uma inovação, execute, avalie resultados, e aja para melhorar os resultados da empresa. Constantemente. Definir o planejamento adequado vai ajudar a entender as necessidades da empresa, identifique sua posição atual no mercado e descubra aonde pretende chegar no futuro. Projetar o futuro influenciado pelas situações do presente. Na etapa de planejamento, por exemplo, ele pode usar uma outra ferramenta de gestão dentro do PDCA. É muito flexível”, explica Braga.

Para Gustavo Braga, da Efeito Treinamentos, o PDCA ajuda a estabelecer critérios de planejamento bastante assertivos e de continuidade

No entanto, mais importante do que ter ferramentas de planejamento é manter a equipe alinhada e consciente. “As pessoas são tão importantes quanto os próprios processos. Se você não tiver pessoas com as competências e habilidades necessárias, pessoas com atitude, você não terá resultados”, afirma Alberto Oh.

Para as empresas que querem recuperar o tempo perdido e enfrentar a situação do mercado com mais competitividade, o ideal é que busquem bons consultores empresariais para dar suporte no processo de planejamento para 2016. O momento é de construção de diferenciais, de novos alicerces e de avaliar as oportunidades latentes. “A crise pode ser vista como uma oportunidade ou como uma ameaça. Algumas empresas adotam uma postura de retração. Mas se há recursos para investir em novos projetos, esse pode ser um momento interessante – basta planejar”, finaliza Braga.

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