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Economia e Setores

É a “hora do sim” para o segmento de festas e casamentos!

A tradição do casamento segue em alta mesmo em ano de retração econômica. O segredo do setor? Investir em criatividade e inovação para oferecer aos noivos muito mais do que um traje: praticidade e soluções que agradam toda a família estão em foco. Conversamos com o Grupo Maximus, de Toledo, para entender um pouco mais sobre o negócio.

“Em ano de crise, você não troca de carro, mas se quiser casar, você casa!”

A frase de Junior José Jacobs, do Grupo Maximus, reflete o bom momento do setor de casamentos. Há 32 anos no segmento, a empresa segue investindo em criatividade e inovações para garantir seu espaço no mercado. Espaço que se revela em pesquisas sobre o setor: em Curitiba, por exemplo, 11% das mulheres compraram vestidos de festa nos últimos 12 meses (Kantar Ibope Media – TGI – Banco: BrY16w1+w2 (Ago14-Set15)V1.0 ).

Da capital para o interior, o universo de casamentos é repleto de oportunidades: a Maximus, por exemplo, tem sede própria em Toledo e quase 70 funcionários atendendo a região Oeste, principalmente Cascavel, Marechal Cândido Rondon, Foz do Iguaçu e Guaíra. Mais do que locação e venda de moda festa/alta costura, a empresa oferece hoje serviços de consultoria para casamentos em diversas plataformas, que vão do online à tevê.

Diferencial competitivo: referências internacionais adaptadas à realidade do Paraná

Junior, a mãe Inês e o irmão Lucas: empresa familiar investe em criatividade e inovação no setor de casamentos
Junior, a mãe Inês e o irmão Lucas: empresa familiar investe em criatividade e inovação no setor de casamentos

 Não há como falar de cases de mercado sem questionar quais são os diferenciais competitivos. Segundo Junior, o Grupo Maximus se inspira nas grandes maisons europeias de alta costura mas, ao criar suas coleções anuais, foca em praticidade. “Apesar da inspiração e algumas referências serem estrangeiras, o produto final precisa ser condizente com o que os nossos clientes locais estão interessados em usar. Tem que ter filtro, não dá para simplesmente replicar aquilo que vem de fora, seja de SP, ou Nova York, Milão, Paris. Nos baseamos no que é possível”, destaca.

O segmento de festa em tempos de crise 

Para Junior, a crise ainda não afetou diretamente o segmento de planejamento de casamento e venda ou locação de vestidos de festa. “No Brasil, a tradição do casamento ainda é bastante forte, principalmente por causa dos pais. Fazer uma festa é um desejo deles em muitos casos. A nossa dificuldade no atual momento é de precisar negociar mais os produtos com os fornecedores, mas a demanda permanece a mesma”, revela.

Multiplataformas garantem bons negócios

 Os serviços do grupo contam com o apoio de três plataformas: impressa, digital e televisiva. De acordo com Junior, cada uma tem uma função diferente, porém essencial para o funcionamento do negócio. O segredo está aí: equilíbrio.  Há 10 anos surgiu a revista, com o objetivo  de aproximar o público-alvo que, naquela época, carecia de referências visuais. Hoje ela ainda está a todo vapor, apresentando inspirações para as noivas, tendências e um catálogo com o look book das coleções da marca.

No online, um app, apelidado de Bem Casados, foi lançado em julho do ano passado. Conta com gerenciador financeiro para consultar valores, parcelas, e monitorar gastos do casamento. O objetivo não é fazer dinheiro com os investimentos voltados ao digital, mas facilitar a vida da noiva – afinal, em tempos de crise, o orçamento precisa estar sob controle. “Não queremos ganhar o Brasil com ele, é apenas uma plataforma de auxílio. O app não chega a substituir a nossa função. Pelo contrário, fica às claras o trabalho complexo que envolve este setor. Funciona mais como um embalo de marketing. Cria-se conteúdo gratuito e de interesse para o cliente, aí ela começa a se relacionar indiretamente com a marca”, conta Junior.

 Anotou o segredo aí? Deixar o seu consumidor ciente dos bastidores dos seus serviços pode ser uma ótima ideia para ele, e para você também!

 TV dando aquele empurrão! 

Enquanto a revista e o digital servem de ferramenta para o dia a dia, a TV entra com uma cartada importante: os pais, a família. Segundo Junior, investir nos intervalos de programas familiares, como o The Voice Kids, é uma estratégia boa para os negócios em que a opinião de parentes e amigos próximos conta para a decisão final.

“O que é interessante da TV para nós, é que geralmente os noivos estão comprometidos com a compra, construção ou aluguel de uma casa, além de uma média de R$ 40 mil para a cerimônia. Então, o que acontece é que os pais se solidarizam muito com os filhos neste momento. Se eu invisto na TV, iremos aparecer naquele momento de reunião entre mãe, pai, filha ou filho. Naturalmente, esses parentes vão perguntar: “E aí, já conferiu essa loja aí? Consultou os serviços?” Vão lembrar da marca, porque ela será comum entre eles, todos saberão de quem estão falando.

“O que você precisa fazer é atingir em 360º os influenciadores da compra. Por isso, a televisão é muito válida. Você cria credibilidade anunciando por ela. Anunciar no final de uma novela, ou no telejornal de renome, dá destaque”.

Com papel ativo nas decisões do casamento, a família é o principal alvo da publicidade televisiva
Com papel ativo nas decisões do casamento, a família é o principal alvo da publicidade televisiva

Investir em estratégias de mercado criativas e inovadoras vale a pena, sim!

O segmento de moda é frenético em termos de inovação, demanda muito fôlego do empresário, que precisar trocar de coleção, ficar antenado nas novas tendências mundiais, saber o que estão fazendo, usando, comprando o tempo todo. Com a internet, as referências das clientes não têm mais limites e é justamente por isso que é preciso, sim, investir em ideias criativas, inovadoras, que não se contentam apenas com as plataformas digitais ou com o boca a boca. “Você tem que estar preparado mesmo para tudo o que pode surgir, as coisas mudam muito rápido. Tem que estar atualizado, tem que aceitar desafios e tem que se reinventar constantemente para se manter em pé no mercado”, finaliza Junior.

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