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Economia e Setores

Foz do Iguaçu preparada para a hora da virada

Em Foz do Iguaçu, expectativas do setor hoteleiro são otimistas. A recessão econômica fez com que brasileiros revissem planos de viajar ao exterior, optando por destinos nacionais. Belezas naturais e hospedagem de qualidade são atrativos da cidade.

A poucos meses do fim do ano começam os preparativos e vem a famosa pergunta: “vai passar o Ano Novo aonde?”. O período de festas, sinônimo de descanso, neste ano também é sinônimo de economia: com o dólar cada vez mais alto – em setembro temos o maior índice já registrado na história – o jeito é buscar destinos dentro do país. Assim dá pra descansar sem comprometer o orçamento!

Para os paranaenses não faltam atrações. Foz do Iguaçu é o terceiro destino turístico mais procurado no Brasil – as Cataratas foram eleitas uma das sete maravilhas da natureza. De acordo com Deise Bezerra, diretora técnica da Paraná Turismo, em 2014 o Paraná teve 15 milhões de visitantes, número que se repete há alguns anos. Só Foz do Iguaçu é responsável por captar 10% deste público.

Apesar de todos os encantos naturais que envolvem a região, a principal motivação de quem procura a cidade como destino turístico é o parque hoteleiro. “Identificamos que o nosso público se interessa bastante pela qualidade da nossa hospitalidade, muito antes das Cataratas, que é o segundo fator motivacional de turismo”, explica Bezerra.

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Réveillon em Foz: hoteleiros estão otimistas

Celso Valle, diretor geral do Belmond Hotel das Cataratas, explica que durante o ano 75% dos turistas que se hospedam no hotel são estrangeiros. “No final do ano há uma mudança de público. Os brasileiros passam a procurar Foz do Iguaçu e representam 60% da ocupação. Permanecem, em média, cinco noites”, afirma Valle.

Celso Valle,
Celso Valle, diretor geral do Belmond Hotel Cataratas

O Belmond Hotel das Cataratas faz parte do parque hoteleiro de luxo em Foz do Iguaçu. Mesmo oferecendo aos turistas serviços com maior valor, registra em média 90% de ocupação dos leitos na alta temporada. “Promovemos diversos eventos para os nossos hóspedes. Réveillon, festas ao redor da piscina, música ao vivo, entre outros. Quase todos os nossos hóspedes chegam à cidade usando o avião como meio de transporte. E talvez esse seja o maior fator de limitação da expansão do turismo não só em Foz, mas no Brasil. Muitas vezes as passagens de avião são mais caras que a hospedagem”, explica.

Alta do dólar pode atrair mais estrangeiros e brasileiros para Foz

Para Luiz Borges, um dos diretores da Secretaria Municipal de Turismo de Foz do Iguaçu, a crise econômica pode trazer alguns benefícios para o setor de turismo no Brasil. Com a alta do dólar, estrangeiros se sentem mais motivados a visitar o país e os brasileiros têm revisto seus destinos de viagem para o exterior em cima da hora.  “O turista internacional encontra no nosso país paisagens únicas a um preço mais acessível. E o brasileiro que normalmente vai para o exterior passar as férias tem preferido encontrar atrações por aqui mesmo. Já estamos observando este movimento”, aponta Borges.

Devido à maturidade e poder aquisitivo do turista que procura Foz do Iguaçu, é comum que muito antes da temporada as reservas já estejam garantidas. “Alguns hotéis já estão 100% reservados. Estamos detectando uma intenção de viagem maior e aguardando um acréscimo de 5% a 10% no número de turistas devido à alta do dólar. Mais que isso é difícil, porque a própria cidade tem um limite de hospedagem”, afirma Deise Bezerra, da Paraná Turismo.

Altino Voltollini, vice-presidente do Sindhoteis de Foz
Altino Voltollini, vice-presidente do Sindhoteis de Foz

De acordo com o vice-presidente do Sindhoteis de Foz do Iguaçu, Altino Voltollini, o comportamento de consumo dos brasileiros em Foz do Iguaçu é bem diferente dos estrangeiros. “Os brasileiros, em grande parte paulistas, vêm para Foz do Iguaçu procurar conforto e boa hospitalidade. Os estrangeiros têm um perfil diferente. São pessoas que querem desfrutar das belezas naturais do nosso país e fazem, muitas vezes, um turismo considerado econômico”, explica Voltolini.

Quem deseja visitar a cidade na alta temporada de férias deste ano – que inclui o Réveillon – precisa organizar a agenda até o início de novembro. Depois deste período, segundo Deise Bezerra, encontrar hospedagem e passagens de avião a preços mais acessíveis vira questão de sorte. “Foz do Iguaçu não é um destino para ser escolhido de última hora. Em lugares litorâneos, como as praias e ilhas, a possibilidade de acampar ou encontrar pousadas alternativas atrai os turistas de última hora. Foz do Iguaçu é mais difícil. É uma cidade que está vinculada ao setor hoteleiro. É preciso planejamento”, finaliza.

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