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Economia e Setores

Tendência de mercado: cresce a procura por alimentos orgânicos

Paraná é o terceiro maior produtor de orgânicos do país e setor é promissor para quem pretende investir

Desde que a medicina e a nutrição se aliaram para a prevenção de doenças, a procura por alimentos cultivados totalmente livres de aditivos químicos cresceu. Em geral nos supermercados é comum que os alimentos que levam o selo “orgânico” estejam ao lado de produtos diet, light, integrais ou livres de glúten e lactose. Mas, de acordo com as determinações do Ministério da Agricultura, no cultivo dos alimentos orgânicos não é permitido o uso de substâncias que coloquem em risco a saúde humana e o meio ambiente.

Selo identifica produtos orgânicos nas prateleiras.

Quando o produto vem com este selo significa que não são utilizados fertilizantes sintéticos, solúveis, agrotóxicos e transgênicos em nenhuma das etapas da produção ou do cultivo. Para comercializar esses produtos é necessário ainda que os produtores e empresários obtenham uma certificação de Organismo de Avaliação da Conformidade Orgânica (OAC), credenciado junto ao Ministério da Agricultura.

Evidentemente o preço final de um alimento orgânico é mais alto, porém, ainda assim seu consumo é uma tendência no Brasil: entre janeiro de 2014 e janeiro de 2015, a quantidade de agricultores que optaram pela produção orgânica passou de 6.719 para 10.194 e o Sul já superou o Sudeste em número de produtores, 2.865 contra 2.333 respectivamente. Os dados são do Ministério da Agricultura.

Empresas paranaenses do setor de orgânicos crescem

Desde quando começou nesse mercado em 2009, Fernando Ranieri, proprietário da loja virtual e física de Curitiba BioÉ, identificou um perfil de consumidores e apostou neles. “Em quase 6 anos de BioÉ foi possível constatar que quem mais consome orgânicos são mulheres de 25 a 45 anos”.

Loja física da BioÉ: empresário apostou no ramo há 6 anos

 

Apesar dos produtos de origem orgânica ainda serem entre 10% a 15% mais caros, segundo dados do próprio Ministério da Agricultura, Fernando Ranieri afirma que seu público não está restrito somente às classes A e B: “Nossos consumidores são sobretudo conscientes. Pessoas que investem na qualidade da alimentação”. Na BioÉ, os produtos de maior procura são os que aliam orgânico com funcional como mirtilo, aveia e quinoa.

Empresário do ramo, Fernando Ranieri conta que as mulheres são quem mais consome orgânicos em Curitiba

Onde comprar em Curitiba?

Há duas feiras tradicionais de orgânicos, sempre aos sábados: Passeio Público, no Centro e a Praça da Ucrânia, no Bigorrilho. É possível comprar frutas e verduras frescas e mais baratas que nos mercados já que nesses locais não há intermediários, os vendedores são os próprios produtores. Nas feiras também é fácil de encontrar outros produtos como vinho e molhos orgânicos. Para quem quer investir em um pequeno comércio, uma quitanda orgânica ou restaurante, também pode encontrar os fornecedores nas feiras. Além das feiras e dos diversos mercadinhos espalhados pela região metropolitana de Curitiba, o Mercado Municipal da cidade já conta com uma enorme área totalmente dedicada aos produtos orgânicos. É possível, inclusive, encontrar carne bovina orgânica.

Mercado em expansão é excelente oportunidade de negócios

No Paraná são produzidas cerca de 140 mil toneladas de orgânicos por mês

Se há um bom mercado para investir no setor de orgânicos esse é o mercado paranaense: a média de produção anual de alimentos orgânicos no estado é de 140 mil toneladas. O Paraná já é o terceiro estado do país com maior produção, de acordo com o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater).

Para quem quiser investir no setor de alimentos, apostar em produtos orgânicos pode trazer rentabilidade já que, na contramão da crise, a busca por melhores hábitos alimentares é crescente.

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